<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999</id><updated>2012-02-16T22:40:33.125-02:00</updated><category term='cartum'/><category term='entretenimento'/><category term='política'/><category term='matérias'/><category term='profissões'/><category term='país'/><category term='sorocaba'/><category term='umbigolândia'/><category term='ciência e tecnologia'/><category term='região'/><category term='mundo'/><category term='resumo'/><category term='educação'/><category term='esporte'/><category term='economia'/><title type='text'>Vê se toma vergonha...</title><subtitle type='html'>Pra sair da Umbigolândia é só seguir em frente na direção Notícias, virar à esquerda na seleção das matérias e pegar a ladeira (acima ou abaixo) da Interpretação da Realidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>749</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-98029101465950100</id><published>2011-04-24T23:17:00.003-03:00</published><updated>2011-04-24T23:21:24.683-03:00</updated><title type='text'>Marley &amp; Eu, por Zeca Baleiro</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(93, 93, 93); line-height: 22px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal normal 30px/normal Verdana, Geneva, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 25px; font-family: 'Times New Roman'; "&gt;Texto do &lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2011/04/marley-eu-por-zeca-baleiro.html"&gt;Conteudo Livre &lt;/a&gt;(continuo com o teclado sem acento). Nao concordo com o ultimo paragrafo, mas td bem.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal normal 30px/normal Verdana, Geneva, sans-serif; "&gt;&lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2011/04/marley-eu-por-zeca-baleiro.html" style="text-decoration: none; color: rgb(216, 49, 40); "&gt;Marley &amp;amp; Eu por ZECA BALEIRO&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="line-height: 1.6; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; font-size: 14px; "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="width: 670px; font-size: 18px; line-height: 1.4; position: relative; "&gt;&lt;strong&gt;Há 30 anos, morria Bob Marley, o maior ícone de uma música de cadência leve, dançante e mântrica, ornada por fumaça e versos de boa cepa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando Robert Nesta Marley nasceu, sob o signo zodiacal de Aquário, a 6 de fevereiro de 1945, nem dona Cedella, negra da pequena Nine Miles, cidadezinha do interior da Jamaica, nem o senhor Norval, militar branco de sangue inglês, poderiam imaginar que aquele menino faria parte de uma seleta galeria de gênios musicais que mudariam o mundo –alguns dos quais também se chamavam Robert.&lt;br /&gt;Febril como Mr. Plant, rebelde como Mr. Johnson, messiânico como Mr. Zimmerman e ultramusical como Mr. McFerrin, o garoto Bob não só seria um dos maiores artistas do século 20 como ainda espalharia pelos quatro cantos do mundo o reggae e a filosofia rastafári, anunciadores de uma nova era para a nação africana dispersa pelo mundo.&lt;br /&gt;Foi no Maranhão dos anos 70, dominado por forças políticas obscuras –triste história feudal que perdura até os dias de hoje–, que ouvi pela primeira vez sua música e quedei-me entorpecido. Mal sabíamos o que dizia aquele inglês cheio de sotaque, mas a mágica e o calor de sua voz, o baixo gravíssimo fazendo o coração acelerar, as melodias que ecoavam no oco mais fundo da alma, aquilo tudo era como um grito de guerra, algo que nos enchia de entusiasmo e vontade de viver.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Groove afiado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bob Marley tornou-se o ícone de uma saborosa música de cadência leve, dançante e mântrica, grito contra as injustiças do mundo cruel. Aliados ao som contagiante e versos de boa cepa, havia os preceitos de uma vida natural tornada por anéis de fumaça de marijuana e mergulho espiritual.&lt;br /&gt;De Nine Miles para Trench Town, a célebre favela de Kingston. Foi lá que o jovem Bob começou a fazer um som com os amigos Bunny Livingstone e Peter McIntosh, influenciado pelos ídolos negros do rock, do soul e do rhythm’n’blues que ouvia no rádio e pelo ska, ritmo em alta na Jamaica dos anos 60. Assim nasceriam "The Wailing Wailers", que depois se tornariam os legendários "The Wailers", cuja excelência moldaria pérolas do gênero.&lt;br /&gt;Para o êxito do grupo muito contribuiu a parceria com o gênio produtor Lee Perry. "Catch a Fire", o primeiro álbum internacional da trupe rasta, anunciava um novo som, um reggae de groove afiado, riffs mortais e letras combativas, e fez grande barulho na mídia.&lt;br /&gt;A gravação de "I Shot the Sheriff" pelo deus branco da guitarra Eric Clapton, que em 1974 esteve no topo das paradas musicais americanas, fez o mundo ajoelhar-se aos pés deste jamaicano mestiço apaixonado por música e futebol. Até maio de 1981, há exatos 30 anos, quando morreu vitimado por um câncer aos 36 anos, Marley produziu canções e discos que se tornariam universais.&lt;br /&gt;Meses atrás fui presenteado com a audição da sessão aberta de "Is This Love", ou seja, pude ouvir, canal por canal, todos os instrumentos tocados na gravação original da música (febre destes tempos tecnológicos e piratas, rolam por aí sessões de Beatles, Led Zeppelin etc). Ouvidos isoladamente, cada instrumento parecia meio desafinado, algo precário –guitarra, vocais, metais, baixo...&lt;br /&gt;Mas, ao ouvirmos tudo junto, dava-se então o milagre. A música soava bela, fluente, íntegra, como se ninguém a houvesse feito, como se ela estivesse ali desde que o mundo foi criado, como se fosse obra de Deus. Obra do deus Robert Nesta Marley.&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="width: 670px; font-size: 18px; line-height: 1.4; position: relative; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="width: 670px; font-size: 18px; line-height: 1.4; position: relative; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Xv7AUpHt70o" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-98029101465950100?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/98029101465950100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=98029101465950100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/98029101465950100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/98029101465950100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/04/marley-eu-por-zeca-baleiro.html' title='Marley &amp; Eu, por Zeca Baleiro'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Xv7AUpHt70o/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-4485033571042578200</id><published>2011-04-17T22:04:00.002-03:00</published><updated>2011-04-17T22:10:27.858-03:00</updated><title type='text'>Acredite no poder da amorosidade</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;"Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é todo manifesto".  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 128, 0); font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Monja Coen&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 128, 0); font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;_________&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 128, 0); font-size: small; "&gt;&lt;b&gt;Comentario da Gisela Rao, de onde adaptei esse post: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Não estou dizendo que a gente não deva extravasar a nossa raiva. Sim, devemos. Só não sei se nos outros. Só não sei se em tantos momentos da vida. Uma vez eu estava com ódio de uma pessoa e espanquei tanto um sofá que a minha empregada, que morava no andar debaixo (mulher do zelador), pensou que eu estivesse tendo uma noite de sexo selvagem hehehe. Fez um bem danado e não foi em ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;O mais louco é que estamos vivendo uma era de medo. E todo medo gera uma agressividade. Mas, também estamos vivendo uma era de amorosidade, onde, com tantos desastres, as pessoas se tornam cada vez mais solidárias com o próximo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Então, aproveito este filme que mexeu tanto comigo pra dizer: pratique um pouco de "&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;doucement&lt;/strong&gt;"!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;Obs: &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;essa palavra francesa literalmente significa: &lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;docemente&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;a href="http://vigilantesdaautoestima.zip.net/"&gt;http://vigilantesdaautoestima.zip.net/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;*Estou em um PC sem acentos e sem cedilhas.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-4485033571042578200?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/4485033571042578200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=4485033571042578200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4485033571042578200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4485033571042578200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/04/acredite-no-poder-da-amorosidade.html' title='Acredite no poder da amorosidade'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-497474915626418580</id><published>2011-04-09T11:55:00.001-03:00</published><updated>2011-04-09T11:57:26.953-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-autor" style="padding-top: 18px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(0, 0, 0); font-size: 11px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 15px; padding-left: 0px; margin-top: 4px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 35px; font-weight: normal; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; line-height: 34px; color: rgb(1, 1, 1); "&gt;Experiência mostra que bullying altera composição química do cérebro&lt;/h2&gt;&lt;h3 style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 2px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 14px; font-weight: normal; color: rgb(85, 85, 85); "&gt;Estudo com ratos mostrou que situação de estresse e agressão modifica mais do que a autoestima&lt;/h3&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-fecha" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 10px; color: rgb(146, 146, 146); "&gt;08 de abril de 2011 | 10h 38&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-autor" style="padding-top: 18px; padding-right: 0px; padding-bottom: 8px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; color: rgb(0, 0, 0); font-size: 11px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; "&gt;estadão.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Uma pesquisa com ratos da Universidade de Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriu que o bullying persistente tem efeitos não apenas na autoestima, como na composição química do cérebro daqueles que sofrem a agressão. Os resultados do estudo mostraram que os ratos que foram vítimas de bullying desenvolveram, além de um nervosismo pouco comum perto de novas companhias, uma maior sensibilidade à vasopressina, um hormônio ligado a uma variedade de comportamentos sociais.&lt;/p&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-extras" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 22px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; float: left; width: 290px; "&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-foto" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;div style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;img alt="Rockefeller University/Reprodução" src="http://www.estadao.com.br/fotos/bullyingp.jpg" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; " /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-foto-autor" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-size: 10px; float: right; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Rockefeller University/Reprodução&lt;/div&gt;&lt;div class="bb-md-noticia-foto-bajada" style="padding-top: 10px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 17px; margin-left: 0px; clear: both; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 11px; "&gt;Ratos que passam por situação de estresse se isolam&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Segundo os pesquisadores, as descobertas sugerem que o estresse social crônico afeta o sistema neuro-endócrino, fundamental para comportamentos sociais como o cortejo, ligação entre pares e comportamento paternal. Mudanças nos componentes desses sistemas implicam em desordens como fobias sociais, depressão, esquizofrenia e autismo, afirmam os pesquisadores. Assim, as descobertas do estudo sugerem que o bullying pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade social de nível molecular a longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Para realizar o estudo, os pesquisadores desenvolveram um cenário que simula um pátio escolar onde um pequeno rato é colocado em uma jaula com diversos ratos maiores e mais velhos, que vão sendo substituídos a cada dez dias. Como os ratos são animais territoriais, cada nova chegada ocasionava uma briga, que era sempre perdida pelo novo ocupante da jaula.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Após a briga, os pesquisadores separavam os animais fisicamente com uma grade que permitia ainda que o animal perdedor visse, ouvisse e sentisse o cheiro do outro, criando uma experiência de estresse.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Depois de um dia de descanso, o rato perdedor, que passou por essa situação de estresse extremo, era colocado na presença de um outro rato não ameaçador. Nesta situação o rato vítima de bullying era mais relutante na hora de interagir com outros ratos. Eles também desenvolveram uma tendência a "congelar" em um lugar por tempos mais longos e frequentemente demonstravam estar avaliando riscos em relação a seus colegas de jaula. Todos esses comportamentos indicam medo e ansiedade.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Os pesquisadores então passaram para a análise do cérebro desses ratos, particularmente da parte do meio do córtex pré-frontal que é associada ao comportamento social e emocional. Eles descobriram que a expressão dos receptores de vasopressina havia aumentado, tornando os ratos mais sensíveis a esse hormônio, que é encontrado em altos níveis em ratos com distúrbios de ansiedade.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;Os pesquisadores também deram para um grupo de ratos um medicamento que bloqueia os receptores de vasopressina, o que controlou o comportamento ansioso de diversos ratos vítimas de bullying.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;A pergunta que ainda precisa ser respondida é por quanto tempo duram os efeitos do bullying no cérebro. Embora ainda não haja uma resposta certa, os pesquisadores afirmam que há evidências de que traumas psicológicos ocorridos no início da vida podem continuar afetando uma pessoa por toda a vida.&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; color: rgb(70, 70, 70); font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; "&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,experiencia-mostra-que-bullying-altera-composicao-quimica-do-cerebro,703512,0.htm"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,experiencia-mostra-que-bullying-altera-composicao-quimica-do-cerebro,703512,0.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-497474915626418580?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/497474915626418580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=497474915626418580' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/497474915626418580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/497474915626418580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/04/experiencia-mostra-que-bullying-altera.html' title=''/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-3823551037089129951</id><published>2011-04-09T11:53:00.000-03:00</published><updated>2011-04-09T11:55:10.849-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WRcqW5uxggE/TaBzSCe2ncI/AAAAAAAAAXk/9D4dl4VxdJE/s1600/char09042011.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WRcqW5uxggE/TaBzSCe2ncI/AAAAAAAAAXk/9D4dl4VxdJE/s400/char09042011.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593597490935274946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-3823551037089129951?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/3823551037089129951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=3823551037089129951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/3823551037089129951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/3823551037089129951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WRcqW5uxggE/TaBzSCe2ncI/AAAAAAAAAXk/9D4dl4VxdJE/s72-c/char09042011.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-5618211627710094436</id><published>2011-03-27T20:10:00.008-03:00</published><updated>2011-03-27T21:36:07.558-03:00</updated><title type='text'>Só isso... (suspiros)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-53oqDz0Hmn8/TY_G-t9pMNI/AAAAAAAAAXc/spZAxZQk8YI/s1600/siteemconstrucao.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-53oqDz0Hmn8/TY_G-t9pMNI/AAAAAAAAAXc/spZAxZQk8YI/s400/siteemconstrucao.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588904443382411474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/-LMWszqtfY0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/RUAPf_ccobc" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/qiiuN9eAy9Y" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/yqvsBA9UKjI" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-5618211627710094436?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/5618211627710094436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=5618211627710094436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/5618211627710094436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/5618211627710094436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/so-isso-suspiros.html' title='Só isso... (suspiros)'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-53oqDz0Hmn8/TY_G-t9pMNI/AAAAAAAAAXc/spZAxZQk8YI/s72-c/siteemconstrucao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-4804815675404702666</id><published>2011-03-18T05:45:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:45:54.608-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/seguranca-publica-e-uso-recreativo-de.html'&gt;http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/seguranca-publica-e-uso-recreativo-de.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/seguranca-publica-e-uso-recreativo-de.html'&gt;&lt;span style='color:#ff1900; font-family:Georgia; font-size:18pt; text-decoration:underline'&gt;&lt;strong&gt;Segurança pública e uso recreativo de drogas  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Georgia; font-size:18pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:red; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PEDRO ESTEVAM SERRANO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:red; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que deve ser punido na esfera criminal são condutas associadas ao consumo de drogas que possam vulnerar direitos de outras pessoas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;br/&gt;Superada a fase inicial da operação no Complexo do Alemão, no Rio, já é possível traçar análises menos apaixonadas sobre as políticas de combate à violência no país.&lt;br/&gt;Coaduno com a opinião daqueles que veem nos esforços de instalação de Unidades de Polícia Pacificadora uma vitória, mas restrita a apenas uma das inúmeras batalhas que devemos travar contra as organizações criminosas forjadas e consolidadas em décadas de inoperância, desatenção e descaso do poder público com as periferias urbanas.&lt;br/&gt;Já no dia 29/11, esta &lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt; relatava a avaliação de estudiosos sobre a importância de o Estado se fazer presente de forma permanente nos locais ocupados, sob pena de repetir operações ineficazes de outrora.&lt;br/&gt;Indubitavelmente, a guerra contra a criminalidade se vence com a presença estatal a garantir os direitos fundamentais das pessoas.&lt;br/&gt;No entanto, chegou a hora de instigarmos um debate mais responsável e abrangente.&lt;br/&gt;É pertinente tocar numa ferida que avalio indissociável do real enfrentamento, com transparência, das raízes da violência: se não quisermos construir mais uma vitória de Pirro, teremos que encontrar as condições adequadas para adotar legislação que comporte a descriminalização do uso recreativo das drogas -como já defendeu o governador do Rio, Sérgio Cabral.&lt;br/&gt;Mais: cabe refletirmos, igualmente, sobre a legalização e regulação, pelo Estado, do comércio de entorpecentes. Ignorar que tais temas são delicados seria comportar-se da mesma maneira como os que se negam a debatê-los.&lt;br/&gt;Longe de querer provocar falsas polêmicas, devemos afastar o furor e as paixões e promover discussão racional e jurídica sobre essas questões, que, invariavelmente, varremos para debaixo do tapete.&lt;br/&gt;Há fortes razões emocionais para sucumbir à opção fácil de nos esquivarmos dessa reflexão urgente, afinal, as ideias geralmente associadas ao uso de drogas estão sedimentadas num oceano que mistura aspectos médicos, tradições jurídicas, moralismos e preconceitos.&lt;br/&gt;O combate à violência, contudo, será tão mais eficiente quanto mais conseguirmos livrar a esfera de ação individual da intromissão excessiva do coletivo, em atenção ao direito de liberdade expresso no artigo 5º de nossa Constituição.&lt;br/&gt;Em essência, ninguém deve ser proibido de adotar um comportamento sem que tal proibição tenha por fundamento a proteção de direito de terceiros.&lt;br/&gt;Ao Estado cabe informar à pessoa, por meio de ações educativas, o mal à saúde que o uso de substâncias entorpecentes para fins recreativos ocasiona, mas a decisão final do que fazer com o próprio corpo cabe à própria pessoa.&lt;br/&gt;O que deve ser punido criminalmente são as condutas associadas ao uso de drogas que vulnerem real ou potencialmente direitos de terceiros, como dirigir sob seu efeito, fornecer tais substâncias a menores ou fora das condições administrativas estabelecidas em lei etc.&lt;br/&gt;Descriminalizar o uso e disciplinar o comércio, com a fixação, inclusive, de altos impostos para financiar os custos de tratamento decorrentes do consumo, revela-se estratégia complementar às operações policiais.&lt;br/&gt;Isso porque devolve ao indivíduo sua própria e inalienável gestão corporal e porque retira das organizações criminosas uma de suas fontes de financiamento, a comercialização dos psicotrópicos, relegando a questão da adição aos planos familiar, pedagógico e de saúde, sem o entorno de violência que a criminalização propicia.&lt;br/&gt;Teremos coragem para entrar nesse debate?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;PEDRO ESTEVAM SERRANO&lt;/strong&gt;, mestre e doutor em direito pela PUC-SP, é advogado especialista em direito público e professor de direito constitucional da PUC-SP.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-4804815675404702666?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/4804815675404702666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=4804815675404702666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4804815675404702666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4804815675404702666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_3978.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-7498890340755718016</id><published>2011-03-18T05:43:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:43:25.838-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='background: white'&gt;&lt;span style='font-size:6pt'&gt;&lt;span style='color:gray; font-family:Verdana'&gt;OBID - Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas&lt;br/&gt;&lt;a href='http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/index.php?id_conteudo=11270&amp;amp;rastro=REDU%C3%87%C3%83O+DE+DANOS/Defini%C3%A7%C3%A3o'/&gt;&lt;/span&gt;http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/index.php?id_conteudo=11270&amp;amp;rastro=REDU%C3%87%C3%83O+DE+DANOS/Defini%C3%A7%C3%A3o&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center; background: white'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: center; background: white'&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;&lt;span style='color:#336699; text-decoration:underline'&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-&amp;gt; REDUÇÃO DE DANOS/Definição&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:#303030'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style='text-align: center'&gt;&lt;table border='0' style='border-collapse:collapse'&gt;&lt;colgroup&gt;&lt;col style='width:595px'/&gt;&lt;/colgroup&gt;&lt;tbody valign='top'&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style='padding-top: 1px; padding-left: 1px; padding-bottom: 1px; padding-right: 1px' vAlign='middle'&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:9pt'&gt;Ter uma abordagem do tratamento de usuários de drogas real e objetiva, refletindo o mundo em que vivemos e as dificuldades que encontramos pelo caminho é uma estratégia necessária. É nesse contexto que as drogas e quem as utiliza estão inseridos. Para tanto, precisamos preparar-nos e, para isso, salientamos alguns pontos: &lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;&lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;strong&gt;As drogas não são todas iguais:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; elas apresentam diferenciados riscos, danos e reações, dependendo da droga em si, da maneira em que ela utilizada, da pessoa que o faz e do meio em que isso acontece;&lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;&lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;strong&gt;É necessário enfatizar seus efeitos e reações mais comuns:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; mostrar apenas as reações tenebrosas e incomuns, geralmente, não permite a identificação dos reais riscos do uso de substâncias. Assustar, apenas, é improdutivo!;&lt;br/&gt;  &lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;As pessoas têm diferentes graus de vulnerabilidade individual às drogas:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; existem personalidades mais suscetíveis ao uso de drogas. O que se verifica é que a maioria das pessoas que experimentam ou até usam uma substância com alguma regularidade não se tornam, necessariamente, dependentes; &lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;&lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;strong&gt;As drogas estão cada vez mais disponíveis:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; esta inquietante constatação faz-nos refletir sobre a melhor metodologia de abordagem. Muitas vezes, o comércio e o uso de drogas é um fato que faz parte da vida das pessoas, como, por exemplo, quando as pessoas marginalizadas socialmente são utilizadas nas redes de tráfico. Nossas mensagens preventivas devem levar em conta esta realidade:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman; font-size:9pt'&gt;&lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;strong&gt;Os riscos de um(a) usuário(a) de droga injetável (UDI) infectar-se pelo HIV, ou por outro agente de doença&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, estão relacionados à forma com que a droga é utilizada, ou seja, pelo compartilhamento de seringas e agulhas ou pelo sexo desprotegido;&lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;&lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;strong&gt;As drogas mais usadas em nossa sociedade são aquelas comercializadas e compradas livremente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, como as bebidas alcoólicas, o cigarro e os tranqüilizantes. Seus usos são estimulados e estão intimamente associados aos maiores problemas de saúde pública, não somente em nosso país. Paradoxalmente, as ações de prevenção ao uso indevido dessas substâncias, quando existentes, são extremamente acanhadas. &lt;br/&gt;  &lt;br/&gt;&lt;span style='color:#003366'&gt;&lt;strong&gt;Em algum momento da vida, as pessoas e, em especial os jovens, experimentam alguma substância psicoativa e podem conseguir algum tipo de satisfação&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, seja pelo prazer, por contestação ou porque a substância pode trazer alívio para alguma dor. Isto deve sempre ser levado em conta porque essas razões também justificam a grande procura por essas sensações e pela dificuldade de se interromper o uso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-7498890340755718016?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/7498890340755718016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=7498890340755718016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7498890340755718016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7498890340755718016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_3939.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-8210626558305828406</id><published>2011-03-18T05:42:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:42:14.497-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:14pt'&gt;&lt;strong&gt;Conferência do uso recreativo de drogas na França.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#999999; font-family:Verdana; font-size:5pt'&gt;Postado por TULI em &lt;a title='Ver todos os posts em Notícias' href='http://www.radiolegalize.com/blog/category/noticias/'&gt;&lt;span style='text-decoration:underline'&gt;Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt;No dia 18 de Maio, a equipe da Rádio Legalize esteve presente na Conferência do uso recreativo de drogas na França, que ocorreu no IFCS. O Palestrante foi Dominique Duprez, professor da Université Sciences et Technologies de Lille, na mesa também estavam Joana Vargas, professora da UFRJ do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas, a socióloga Vivian Paes e a professora Kátia Sento Sé Mello. O assunto principal da mesa foi Política de Redução de Danos, adotada pela França a partir do ano de 1995.&lt;br/&gt;O palestrante nos fala um pouco de como são as festas "rave" e "superdancing", que colocam em prática alguns conceitos da Política de Redução de Danos, e nos ajuda a melhor compreendê-la: elas costumam durar dias, possuem tendas com folhetos informativos das conseqüências que cada mistura de drogas diferentes pode causar no usuário, possuem também objetos (como seringas e canudos para cocaína) para que essas drogas sejam consumidas de uma maneira mais segura, além de materiais que podem testar a pureza da cocaína a ser consumida. O uso de drogas nesse tipo de festa é explícito, e as mais consumidas são o êxtase, a cocaína, o LSD e a maconha. Segundo o professor Dominique Duprez, seria impossível dançar durante cinco dias em uma festa sem o consumo das mesmas.&lt;br/&gt;A Política de Redução de Danos passou a ser adotada inicialmente pelos Países Baixos a partir do momento em que a AIDS se espalhou, na década de 1990. Nos Estados Unidos, nessa mesma época, mantinham a política de repressão, onde, a conseqüência foi um crescimento enorme na quantidade de pessoas infectadas pelo vírus da AIDS, por conta do compatilhamento de seringas e sua conseqüente contaminação através do sangue. A partir de então, a França adota uma mudança na forma de tratamento com os viciados: o tratamento que era feito através da abstinência passa a ser o da substituição da cocaína pela metadona, que, por também ser uma substância viciante foi, mais tarde, substituída por pequenas doses da própria cocaína.&lt;br/&gt;O professor Dominique critica o fato de a França ainda possuir falhas ao adotar essa política, pois, o governo francês não da o apoio para que a mesma possa ser realizada. O vídeo da conferência foi adicionado à &lt;a target='blank' href='http://radiolegalize.com/tv/2010/05/20/conferencia-uso-recrativo-de-drogas-na-franca-e-politicas-de-reducao-de-risco/'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:#007ed8'&gt;TV Rádio Legalize&lt;/span&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt;, para conferir acesse.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;Tuli Chebabi&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8210626558305828406?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8210626558305828406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8210626558305828406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8210626558305828406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8210626558305828406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_3880.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-6657524430819446641</id><published>2011-03-18T05:41:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:41:18.566-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Published on&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;em&gt;Alcool e outras Drogas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;(&lt;a href='http://www.adroga.casadia.org/'&gt;&lt;span style='text-decoration:underline'&gt;http://www.adroga.casadia.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://www.adroga.casadia.org/'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:7pt; text-decoration:underline'&gt;Início&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:7pt'&gt; &amp;gt; A escalada: do ritual de passagem ao uso recreacional e a dependência drogas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:18pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;A escalada: do ritual de passagem ao uso recreacional e a dependência drogas&lt;/span&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;br /&gt;						&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;By &lt;em&gt;Daniel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Created &lt;em&gt;25 mar 2010 - 6:15pm&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Droga psicoativa ou substância psicotrópica é a substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência. Essa alteração pode ser requerida para fim recreacional (alteração proposital da consciência), rituais ou espirituais (uso enteógeno ou enteogénico, Daime, DMT, etc.), científicos (funcionamento da mente) ou médico-farmacológico (como medicação).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;progressão do uso de substância&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;é vista como um&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;aumento no consumo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;ou&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;aumento dos problemas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;decorrentes do uso de álcool e outras drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Freqüentemente,&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;imperceptível para o usuário&lt;/strong&gt;, a substância psicoativa assume um papel cada vez mais importante, tendo como conseqüência o aumento de problemas decorrentes do uso da substancia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Mesmo que a experimentação inocente possa ser inofensiva para muitos, para outros serve como uma introdução ao uso recreativo de drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Embora tenhamos observado casos em que os indivíduos estabelecem uma relação problemática quase instantânea com álcool ou outras substâncias psicoativas, a progressão para um transtorno por uso de substância (SUD: Substance Use Disorder) geralmente acontece em três etapas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Como veremos adiante, cada estágio é totalmente independente do seu estágio seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Mas não poderíamos prosseguir sem nos perguntarmos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;O que separa um estágio do próximo?&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;br/&gt;Por exemplo, o que separa o uso experimental do uso recreacional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;O uso de uma substância pela segunda vez significa que o usuário/experimentador passou de experimental para recreativo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Se eu fumar maconha hoje e novamente fumar maconha amanhã, isso me "promoveria" de experimentador a usuário recreacional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Será que faltar apenas um dia de trabalho, em conseqüência do uso de substancias, poderia ser considerado uma conseqüência do uso de drogas? Nesse caso, seria um indicador de abuso de substancias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;E se eu deixasse de comparecer ao trabalho várias vezes? Seria um indicador de abuso ou dependência?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Ou talvez... dirigir sob efeito de álcool e outras substâncias me colocaria na categoria "usuário recreacional" ou "usuário dependente"?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Como vimos, nas perguntas acima, o limite entre uso experimental, uso recreativo e uso abusivo é muito tenue e só pode ser percebido quando o usuário ultrapassa o estágio anterior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;A progressão do uso de substancias, ou&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;em&gt;escalada&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;como alguns dizem, não é um processo inevitável e nem sempre é previsível, mas quando o usuário atinge a próxima fase, é como se fosse previsível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;O termo "Escalada" refere-se ao envolvimento progressivo com drogas, dividindo-se em:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Escalada qualitativa&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;br/&gt;passagem de um consumo de drogas "leves" para o uso de drogas "pesadas".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Escalada quantitativa&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;br/&gt;passagem de um consumo ocasional a um consumo intenso, contínuo ou crônico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt; É mais comum o usuário entrar em uma escalada quantitativa - única droga de forma mais freqüente, também pode passar a misturar várias drogas, à procura de efeitos permanentes ou mais fortes, porem a grande maioria dos usuários não entra em escalada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Inicialmente, o uso de substâncias psicoativas é por motivo médico ou experimental.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;A progressão a transtorno por uso de substância:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Fase um:&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;O uso experimental, geralmente ocorre na pré-adolescência, época em que qualquer consumo de substância psicoativa pode sair do controle. Porem, nos Estados Unidos a epidemia de cocaína na década de 1980 desafiou esta regra e indivíduos na faixa etária de 21-35 anos representaram uma grande parcela de novos usuários durante toda década de 80, principalmente após surgir à cocaína em sua forma fumada (conhecida como crack). Ainda assim, nem todos os usuários progrediram de uso experimental ao uso recreacional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Fase dois:&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;O uso recreacional de álcool e outras drogas, não conduz necessariamente a padrões problemáticos de utilização. Por exemplo, a maioria da população, faz uso da droga álcool e/ou nicotina, sem uma evidente progressão a outras drogas ou sem graves incidentes. Logo se entende que o uso recreativo da droga "álcool" ou "nicotina" não catapulta o usuário a dependência do mesmo (pelo menos não imediatamente)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;Fase três:&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;O uso de substâncias é considerado um "transtorno" ou "uso de maneira problemática" quando o individuo se enquadra nos critérios para:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Abuso de substância&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Dependência Química&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Quando por determinação médica, e também como uma medida judicial de proteção, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, todo menor que represente uma ameaça para si mesmo e para terceiros deve ser imediatamente internado (art. 101, inc. V e VI, ECA).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;A inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos é também medida aplicável aos pais (art. 129, inc. II e 136, inc. II, ECA). É um direito assegurado pela constituição!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;  Para mais informações, acesse o artigo:&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;a title='Internação compulsória para tratamento de alcoólatras e dependentes químicos' href='http://www.adroga.casadia.org/leis/internacao-compulsoria-tratamento-alcoolatras-dependentes-quimicos.htm'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt; text-decoration:underline'&gt;Internação compulsória para tratamento de alcoólatras e dependentes químicos&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;de autoria do promotor Raul de Mello Franco Júnior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt; Uma substância pode ser prescrita por um médico para o tratamento de uma doença física ou condição psicológica. O uso é então interrompido quando a condição aguda melhora. A substância prescrita pode ser tomada por longos períodos de tempo se a condição a ser tratada é de natureza crônica. Esse padrão de utilização pode, ou não pode ser problemático, dependendo da capacidade do paciente de interromper a medicação, uma vez que já não é medicamente justificada. Padrões de consumo problemático deste tipo são conhecidos como as dependências de baixa dosagem (baixa dependência).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Alguns médicos, ao prescreverem substâncias psicoativas, subestimam as qualidades das substâncias viciantes que estão sendo prescritas. Isso pode ser especialmente problemático quando o paciente tem uma predisposição genética a dependência. Apesar de confiar na formação e experiência do profissional médico, quando falamos de psicotrópicos ou substâncias psicoativas, nem sempre poderemos assumir que o médico sabe o que é melhor nestas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Quando o início do uso da substância é experimental, a substância é usada inicialmente por curiosidade ou pelo seu efeito sobre o humor. A pessoa que experimenta a substância avalia os seus efeitos. Se a substância não é considerada agradável ou os efeitos não são benéficos, conforme a expectativa do experimentador, o uso/continuidade da substância é susceptível de ser interrompido. No entanto, se o efeito experimentado é considerado gratificante, o uso pode ser continuado, evoluindo de uso experimental ao uso recreacional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;A decisão de interromper ou continuar usando a substância é baseado em uma variedade de fatores psicológicos, sociais, fisiológicos e, talvez, os fatores espirituais, tais como crenças anteriores ou falta de compreensão sobre o perigo das drogas ou ainda, experiências passadas com uso de outras substâncias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Os problemáticos seriam "os outros"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;O uso experimental não é considerado problemático.&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:9pt'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;br/&gt;Um estudo do governo americano sobre o uso de drogas por adolescente, realizada há muitos anos, mostrou que a grande maioria dos adolescentes terá pelo menos uma experiência com algum tipo de substância que altera o humor em algum momento durante a sua adolescência. Na verdade o uso experimental de substâncias que alteram o humor é uma espécie de rito de passagem para adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #ffffdd'&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Durante o Império, no Brasil, fumar passou a ser um rito de passagem: significava a passagem do adolescente para a idade adulta. Fumar na presença de adultos significava ser aceito como um deles; significa ainda, de certa forma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;A grande surpresa:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;O estudo indicou ainda que a pequena minoria de adolescentes que não experimentaram substâncias psicoativas, como um todo, tiveram mais problemas psicológicos, em idade adulta, do que aqueles que haviam experimentado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:10pt'&gt;Esta é, obviamente, uma conclusão controversa que pode ter refletido um determinado período de tempo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-6657524430819446641?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/6657524430819446641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=6657524430819446641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6657524430819446641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6657524430819446641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_4919.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-6603821260730024519</id><published>2011-03-18T05:39:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:39:36.387-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Internacional&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#9b9b9b; font-family:Arial; font-size:5pt'&gt;02 de Novembro de 2010&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#cccccc; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;Estados Unidos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial; font-size:13pt'&gt;Califórnia delibera sobre a liberação da maconha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial; font-size:8pt'&gt;Estado que já autoriza o emprego medicinal da droga pode agora estender liberdade a 4 milhões de usuários ditos "recreativos"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#9b9b9b; font-family:Arial; font-size:6pt'&gt;&lt;em&gt;Por Fábio M. Barreto, de Los Angeles&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Tahoma; font-size:7pt'&gt;Segundo o Departamento de saúde Pública da Califórnia, 47.828 consomem maconha como pacientes num estado que desde 1996 autoriza o uso da droga com fins medicinais&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#4a4a4a; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;Munida das duas prescrições necessárias para a compra, S.F.K. entra no Herbal Remedies Caregivers, um dos 143 &lt;em&gt;pot dispensers&lt;/em&gt;, as lojas especializadas na venda de maconha em Los Angeles. Sem as receitas – normalmente prescritas a pacientes vítimas de câncer, artrite, depressão, dores crônicas, AIDS, deficiência motora e insônia –, não é possível nem mesmo entrar na pequena sala comercial de aspecto hermético, onde dois funcionários trabalham, entregando o produto e sugerindo equipamentos para consumo, sejam eles vaporizadores ou os chamados bongs, tubos de vidro ou plástico utilizados para filtrar a fumaça e permitir a absorção da droga.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#4a4a4a; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;Aos 57 anos, S.F.K está em seu terceiro mês de prescrição da &lt;em&gt;Cannabis&lt;/em&gt;. Ela sofre de Síndrome das Pernas Inquietas, doença debilitante causada pela deficiência de dopamina no cérebro e, em seu caso, indiferente aos tratamentos com remédios convencionais. Há um ano ela perdeu o emprego numa revenda de carros, por não conseguir ficar em pé por muito tempo e transmitir a segurança que considera fundamental ao seu trabalho. S.F.K. procurou o tratamento por sugestão de amigos. Gastou cerca de 1000 dólares em exames e consultas a cinco especialistas. Também comprou um vaporizador para inalar a maconha. "Nunca fumei e não pretendo começar agora", diz. Segundo S.F.K., desde o início do tratamento suas dores diminuíram, assim como os espasmos e movimentos involuntários. "A primeira noite de uso foi a melhor da minha vida, por causa do alívio nas dores", diz ela. "Sei que não encontrei a cura, mas, no meu caso, a &lt;em&gt;Cannabis &lt;/em&gt;combateu os sintomas melhor do que a alopatia."&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Desde 1996 a Califórnia autoriza o uso da maconha com fins medicinais. S.F.K. é uma de 47.828 pacientes que, segundo o Departamento de Saúde Pública do estado, consomem a maconha em tratamentos. Segundo as estatísticas da Administração Federal de Abuso de Substâncias e Saúde Mental, contudo, há pelo menos 4 milhões de pessoas que usam a droga ao menos uma vez por ano na Califórnia. Em tese, são esses usuários ditos "recreativos" que podem se beneficiar da aprovação da Proposition 19 nesta terça-feira – uma lei estadual que, levada a votação popular, libera o cultivo de  maconha em residências ou estufas coletivas, em área máxima de 2,4 metros quadrados por pessoa, e ainda descriminaliza o porte de até 28 gramas da erva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#4a4a4a; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;Seja ou não aprovada, a Proposition 19 nem de longe foi objeto de discussão aprofundada nos meses que antecederam a votação. A imprensa escrita, especialmente o jornal &lt;em&gt;Los Angeles Times&lt;/em&gt; e a revista &lt;em&gt;LA Weekly&lt;/em&gt;, dedicaram diversas reportagens ao assunto – mas foram os únicos bastiões verdadeiros da informação. Na ida às urnas, os californianos também deverão escolher seu novo governador e representantes para o senado e o congresso. Nenhum dos políticos mais conhecidos incluiu o tema em sua plataforma de campanha. Na televisão, somente um pequeno anúncio institucional foi veiculado. Coube a programas humorísticos a abordagem mais direta do assunto: no desenho animado Family Guy, o cão falante Brian defendeu a legalização da maconha, da mesma forma que o comediante e apresentador Bill Maher em seu programa na TV paga – ele inclusive permitiu que o ator Zack Galafinakis acendesse um baseado ao vivo, em seu palco. Com isso, os eleitores deverão decidir mais com base na ideologia do que numa avaliação objetiva das conseqüências da liberação do plantio e comércio da droga.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Numa análise recente, o Instituto Cato estimou que a Califórnia gaste cerca de 960 milhões de dólares por ano no combate ao plantio e comércio ilegal de maconha. Aplicando à erva a mesma tributação dos cigarros, o mesmo estudo estimou em 332 milhões de dólares a receita direta e indireta da legalização. São contas como essa que levam os militantes da Yes on 19 – grupo de ativistas responsável pela proposta – a sugerir que a aprovação da medida poderia render  mais de 1 bilhão de dólares aos cofres públicos, entre novas receitas e gastos evitados. O fato, porém, é que a Califórnia ainda precisaria estudar e criar legislações específicas para regular o plantio e a taxação da maconha e por isso, a esta altura, estimativas são apenas estimativas – nenhuma delas oficial.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;O impacto da legalização sobre o tráfico também é incerto. Nesse quesito, há críticos veementes da Proposition 19 dentro e fora dos Estados Unidos. Há duas semanas, o presidente mexicano Felipe Calderon considerou a proposta  "hipócrita" e capaz de incentivar o uso de drogas entre os americanos. "É triste ver os Estados Unidos exigindo que o México controle o tráfico, enquanto permite o uso comercial de uma droga", disse. A Califórnia consome, hoje, aproximadamente 14% de toda a maconha que circula por ano nos Estados Unidos. Mesmo que toda essa demanda passasse a ser atedida por produtores locais, ainda sobraria um grande volume de droga ilegal a ser contrabandeada do México para outros estados – os traficantes mexicanos são os principais fornecedores do mercado americano. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Muitas autoridades americanas compartilham do ponto de vista de Calderon. Elas temem, aliás, que plantadores da Califórnia, amparados por uma legislação permissiva, acabem disputando com os cartéis mexicanos uma fatia maior do tráfico nos Estados Unidos. Atualmente, sabe-se que lugares como Humboldt County, ao norte de São Francisco, já são paraísos para o cultivo da droga. Lá, jovens desempregados, com média de 22 anos de idade, vindos de diversas partes do país, reúnem-se para fazer fortuna com plantações subterrâneas e construções projetadas para ocultar as plantas da parca vigilância aérea da região.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#4a4a4a; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;Para muitos pais preocupados, o fato de a Proposition 19 só liberar o consumo para maiores de 21 anos não serve de alívio. Segundo eles, crianças e adolescentes passarão a ser alvo de um assédio ainda mais pernicioso do que já eram, por conta da facilidade de acesso à droga e da redução no preço. Esse é um argumento que também não foi devidamente respondido no período de campanha eleitoral.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A verdade é que as discussões sobre a legalização da maconha têm aspectos de saúde e segurança pública que mal foram arranhados no debate californiano. É provável que boa parte dos eleitores que hoje forem votar tome uma decisão apressada, diante da urna, com base em sentimentos ou crenças já arraigados - sejam eles libertários ("os indivíduos devem poder decidir sobre o consumo de drogas") ou conservadores (que levam em conta, por exemplo, interditos religiosos ou morais ao uso de entorpecentes). Em outras palavras, é provável que tomem uma decisão envolta – ao menos figurativamente – numa nuvem de fumaça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/california-delibera-sobre-a-liberacao-da-maconha'&gt;http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/california-delibera-sobre-a-liberacao-da-maconha&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-6603821260730024519?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/6603821260730024519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=6603821260730024519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6603821260730024519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6603821260730024519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_9903.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-1085009673401937692</id><published>2011-03-18T05:33:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:33:24.374-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;&lt;span style='color:#154575; text-decoration:underline'&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;							&lt;a href='http://veja.abril.com.br/281009/sumario.shtml'&gt;Edição 2136&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt; / 28 de outubro de 2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:6pt'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial'&gt;﻿&lt;/span&gt;&lt;span style='font-family:Times New Roman'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;table border='0' style='border-collapse:collapse'&gt;&lt;colgroup&gt;&lt;col style='width:620px'/&gt;&lt;/colgroup&gt;&lt;tbody valign='top'&gt;&lt;tr&gt;&lt;td vAlign='middle'&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:5pt'&gt;&lt;strong&gt;Especial&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#154575; font-family:Georgia; font-size:13pt'&gt;&lt;strong&gt;Uma prova de fogo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:8pt'&gt;As cenas de um helicóptero em chamas no ar, abatido por tiros &lt;br/&gt;de fuzil, deram ao mundo a dimensão trágica que o banditismo&lt;br/&gt;atingiu no Rio de Janeiro. A sede da Olimpíada 2016 já tem seu&lt;br/&gt;maior desafio: desbaratar as quadrilhas, prender os criminosos&lt;br/&gt;e libertar os bairros sob seu comando&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:5pt'&gt;&lt;br/&gt;Ronaldo França e Ronaldo Soares&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;1 QUEM CHEIRA MATA &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Essa realidade não é facilmente admitida. A tendência é tratar o usuário com leniência. Alguns países -- o México é um exemplo -- deixaram de considerar crime o porte de pequenas quantidades de cocaína. É uma medida temerária que aumenta a arrecadação dos bandidos e, como resultado, o seu poder de fogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;2 A CEGUEIRA DO NARCOLIRISMO &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;3 A TOLERÂNCIA COM A "MALANDRAGEM CARIOCA" &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;O "jeitinho brasileiro", a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem, que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária "de fachada", moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do imóvel era um morador de classe média da Zona Sul.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;4 O ESTÍMULO POPULISTA À FAVELIZAÇÃO &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidas por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;5 O MEDO DE REMOVER FAVELAS &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1?020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de cinquenta barracos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;6 FINGIR QUE OS BANDIDOS NÃO MANDAM &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o "micro-ondas", um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada ao país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, foi capturado, morto e queimado em um "micro-ondas" por traficantes da Vila Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;7 COMBATER O CRIME COM MAIS CRIME &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Depois de desalojarem os traficantes, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;8 MARGINAIS SÃO CABOS ELEITORAIS DE POLÍTICOS &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como "líderes comunitários" e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa existe uma "bancada da milícia". &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da Favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que "fechasse" com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do DEM e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito Cesar Maia. Acabou assassinado neste ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;9 A CORRUPÇÃO TORNA A POLÍCIA MAIS INEPTA &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo é de 60%. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio -- uma jaqueta e um par de tênis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;10 AS "COMUNIDADES" SERVEM DE ESCUDOS HUMANOS &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e se noticia que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de setenta pessoas compareceram ao enterro do traficante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;11 O GOVERNO FEDERAL ESTA SE LIXANDO &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 12 milhões de reais chegaram aos cofres do estado. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho com o qual o policial treina combates virtuais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;12 AS FAVELAS NÃO PRODUZEM DROGAS NEM ARMAS &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos -- Bolívia, Peru e Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;13 OS PORTOS BRASILEIROS SÃO UMA PENEIRA &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Somente 1% dos contêineres que passam pelos portos é escaneado para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas dos de Santos e de Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de carga. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;14 QUEM MANDA NAS CADEIAS SÃO OS BANDIDOS &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágio dos presos -- pago lá fora pelos familiares à organização --, planejam e coordenam ações criminosas. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;strong&gt;15 OS ADVOGADOS SÃO AGENTES DO TRÁFICO &lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque. &lt;br/&gt;• &lt;/em&gt;Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://veja.abril.com.br/281009/uma-prova-fogo-p-102.shtml'&gt;http://veja.abril.com.br/281009/uma-prova-fogo-p-102.shtml&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:7pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-1085009673401937692?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/1085009673401937692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=1085009673401937692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1085009673401937692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1085009673401937692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_4560.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-7983603889328404914</id><published>2011-03-18T05:30:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:30:21.666-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://super.abril.com.br/superarquivo/?edn=172Ed&amp;amp;yr=2002a&amp;amp;mt=janeirom&amp;amp;ys=2002y'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt; background-color:#ffcd3b'&gt;Edição 172&lt;strong&gt;  janeiro/2002&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_219271.shtml'&gt;http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_219271.shtml&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:12pt'&gt;&lt;strong&gt;Drogas o que fazer a respeito&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Após um século tentando eliminar as drogas, o mundo descobriu que isso é impossível. Saiba então como conviver com elas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;por Rodrigo Vergara&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;Bálsamo ou veneno? Comida dos deuses ou maldição do diabo? Hábito natural ou desvio da sociedade moderna? Não há resposta certa ou fácil quando o assunto são as drogas. As pesquisas de opinião refletem essa ambigüidade. Quando abordam o tema, em geral mostram que estamos longe de um consenso. Mas as pesquisas revelam algo mais. Em meio aos números, nota-se que quase não há indecisos sobre o assunto. Ou seja, não importa de que lado as pessoas estejam, o fato é que todas elas têm opinião formada – e arraigada – sobre o uso de drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;Surpreende encontrar esse grau de convicção em um assunto tão complexo, com aspectos médicos, econômicos, sociais, históricos e morais tão sinuosos. Quem examina esse vespeiro percebe que a coisa mais rara de achar são respostas 100% seguras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;"Só há uma coisa certa sobre as drogas: é preciso haver informação. Informação de qualidade, desvinculada da moral, do poder econômico e das forças políticas", diz o juiz aposentado Wálter Fanganiello Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas e um dos maiores experts no tema no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;É isso que tentamos oferecer a você nas próximas páginas: informação. Ao longo da leitura, você encontrará questões que raramente são formuladas a respeito das drogas. E outras que, apesar de formuladas há muito tempo, seguem sem resposta definitiva. Verá que os conceitos mais simples revelam contornos inéditos quando examinados à luz do debate. E conhecerá os interesses que até agora ditaram as regras do jogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Drogas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;TABACO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;A &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=nicotina'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;nicotina&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; é uma droga mais letal que a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e vicia com mais facilidade que a&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;; no entanto, é bem mais acessível que as outras duas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;ECSTASY&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;As drogas sintéticas, fabricadas em geral nos países ricos, são as que tiveram maior aumento de consumo nos últimos anos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=COCA%CDNA'&gt;&lt;span style='color:blue; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;COCAÍNA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;A política de redução de danos, que substitui drogas mais letais por outras menos agressivas, ainda não achou substituto para a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=HERO%CDNA'&gt;&lt;span style='color:blue; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;HEROÍNA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Os opiáceos são a droga usada há mais tempo pela humanidade. Há registros de 8 000 anos sobre o poder da papoula&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=MACONHA'&gt;&lt;span style='color:blue; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;MACONHA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Uma das razões para a criminalização da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; foi o lobby da indústria farmacêutica, cujos produtos concorriam com a erva&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;CRACK&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Uma das raras notícias boas sobre o crack foi um teste brasileiro que curou dependentes usando a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; como degrau para chegar à abstenção&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Como estamos lidando com o problema?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O modelo atual de combate às drogas busca nada mais nada menos que a abstinência completa das substâncias ilegais. Qualquer outro resultado que não passe pelo abandono dessas substâncias de uma vez por todas é considerado um fracasso. O argumento para chegar lá é forte: quem não largar o baseado ou a seringa vai para a cadeia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Essa guerra tem três frentes de batalha. A primeira é tentar acabar com a oferta, ou seja, combater os fornecedores, os narcotraficantes. A Polícia Federal brasileira, que apreende toneladas de entorpecentes todo ano, trabalha nessa frente. Outro exemplo saído desse front foi a substituição de cultivo realizada na Bolívia e no Peru, pela qual os agricultores receberam incentivos para trocar a lavoura de coca por outras culturas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;A segunda frente de combate é a redução da demanda. Há duas maneiras de convencer o sujeito a não usar drogas, ou seja, de prevenir o uso das drogas. Além de ameaçar prendê-lo, processá-lo e condená-lo – ou seja, reprimi-lo –, pode-se tentar educá-lo: ensinar-lhe os riscos que determinada substância traz à sua saúde e colocá-lo em contato com pessoas que já foram dependentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;A terceira frente de batalha é o tratamento. Chegar à eliminação das drogas não pelo ataque à oferta ou ao consumo, mas tratando aqueles que já estão dependentes da droga como vítimas que precisam de ajuda médica em vez de algozes que merecem repressão policial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Das três estratégias, a que tem recebido mais atenção e recursos é, disparado, o combate ao tráfico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Após sucessivos aumentos do orçamento destinado à guerra contra as drogas, os Estados Unidos são hoje o país que mais gasta com isso. Há 18 anos, o país dispendia 2 bilhões de dólares nesse combate. No ano 2000, o governo federal, sozinho, torrou 20 bilhões nessa guerra – outros 19 bilhões foram gastos por Estados e prefeituras. Desse total, 13,6 bilhões (68%) foram usados no combate ao tráfico de drogas e 6,4 bilhões (32%) destinaram-se a ações de redução da demanda. Destes últimos, porém, mais da metade acabou financiando a repressão: prisão, investigação e processo de usuários. As campanhas educativas receberam 3 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Em 1998, houve uma tentativa de correção de rumos. Em uma reunião da assembléia geral da ONU (com a presença do então presidente americano Bill Clinton e de Fernando Henrique Cardoso), a entidade fez uma recomendação, que todos os países membros assinaram, de que deveria haver mais equilíbrio entre os recursos destinados à redução da oferta e da demanda. Mas isso ainda não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;A abordagem atual funciona?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Os burocratas resistem a admitir, mas o mundo já perdeu a guerra contra as drogas. É essa a opinião unânime dos estudiosos do assunto, desde a conservadora e prestigiada revista inglesa The Economist até o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, um dos mais liberais dentre os que já ocuparam a cadeira. Um bom resumo da opinião desses experts é a declaração de Bruce Michael Bagley, Ph.D. em Ciência Política na Universidade da Califórnia e consultor sobre tráfico e segurança pública: "A política antidrogas é um fracasso. As drogas estão mais baratas, mais puras e mais acessíveis do que nunca. E o consumo de drogas aumenta ao redor do mundo".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Traduzindo suas palavras em números: no combate à oferta, as forças policiais apreendem apenas 20% da droga em circulação. Já pelo flanco da demanda, os tratamentos que visam a abstinência curam só 30% dos usuários. "Eu não sustentaria por um dia sequer uma campanha de vacinação que fracassasse em 70% dos casos", diz o médico Fábio Mesquita, coordenador do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e vice-presidente da Associação Internacional de Redução de Danos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;De fato, se estivéssemos vencendo, o inimigo não estaria tão viçoso. A ONU estima que o tráfico movimenta 400 bilhões de dólares no mundo, equivalente ao PIB do México. Para comparar, a indústria farmacêutica global fatura 300 bilhões; a do tabaco, 204 bilhões; a do álcool, 252 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;O irônico é que a própria repressão sustenta esse vigor, graças a uma famosa lei de mercado – "quanto maior o risco, maior o lucro". No caso da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, essa margem chega a ser de 322 000%. Um quilo de ópio custa 90 dólares no Afeganistão e 290 000 dólares nas ruas americanas. E 90% do preço final fica com os traficantes do país consumidor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Correndo subterrâneo, esse rio de dinheiro vira uma fonte inesgotável de corrupção. No Brasil, a CPI do Narcotráfico calculou que o tráfico emprega pelo menos 200 000 pessoas no país, mais que o Exército, cujo efetivo é de 190 000 pessoas. Exercendo o trabalho para o qual é paga, essa gente causa outros problemas, como o aumento da&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=criminalidade'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;criminalidade&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;. É evidente: quem se dispõe a enfrentar a lei atrás de lucros enormes não vai se prender a outras convenções sociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Na Inglaterra, um estudo da Universidade de Cambridge calculou que dependentes de drogas são responsáveis por 32% dos crimes. "Mas, ao contrário do que se pensa, a violência não é decorrente do uso da droga, mas do comércio ilegal", diz Mesquita. Sua opinião é confirmada por pesquisa da Universidade de Columbia, em Nova York: 21% dos presos por atos violentos em 1999 nos Estados Unidos cometeram seus crimes apenas sob o efeito do álcool, 3% haviam usado crack ou &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e 1%, &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;. Os demais estavam sóbrios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Por outro lado, há nas cadeias uma multidão de pessoas pouco violentas presas por envolver-se com drogas. Nos Estados Unidos, são 400 000 pessoas (20% da população carcerária), sendo 180 000 por posse e 220 000 por tráfico. Detalhe: só em 12% dos casos houve arma de fogo envolvida. Ou seja, há 340 000 presos por envolvimento não-violento com drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Enfim, são altos os custos da atual abordagem sobre as drogas. Mas os benefícios compensam? Nem de longe. Há, hoje, 180 milhões de usuários de drogas no mundo, segundo a ONU. Pior: dados de 112 países divulgados no mês passado pela entidade mostram que o consumo de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e anfetamina aumentou em 60% das nações entre 1996 e 2001. Além disso, triplicou a produção mundial de ópio e dobrou a de coca, entre 1985 e 1996.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Exceção à regra, os Estados Unidos reportam uma redução de consumo desde os anos 70, mas são poucos os que atribuem essa redução à ação oficial. "A repressão tem mais a ver com o ritmo natural de uma epidemia: as pessoas vêem que quem usa tem problemas e, então, não usam", diz o economista Peter Reuter, professor do Departamento de Criminologia na Universidade de Maryland, consultor do governo americano e considerado um dos maiores especialistas do mundo no tema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Restaria uma justificativa moral para a manutenção da atual política: se a maioria acha que a guerra vale a pena, que se respeite a democracia. Mas nem nos Estados Unidos isso acontece: mais de 75% dos americanos acreditam que a guerra contra as drogas está sendo perdida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Se perdemos a guerra contra as drogas, quem ganhou?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Do ponto de vista econômico, há ao menos cinco grandes beneficiados pelo modelo atual de combate às drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;1) O produtor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;No caso da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, estão incluídos aí o agricultor que planta papoulas e o processador que faz da planta uma droga para consumo. Da renda obtida na venda final, o lavrador fica com 6% e o processador, com 2%, segundo estudo da ONU.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;2) Traficante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Nos mercados de ópio da Ásia, o intermediário é mal remunerado: morde 2% da receita. Os outros 90% acabam no bolso do tráfico internacional, que arca com o risco de transportar a mercadoria até o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;3) Mercado financeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;A dinheirama gerada pelo negócio não fica guardada no colchão do traficante, é claro. Quem presta esse serviço são os bancos que operam em paraísos fiscais e os governos dessas localidades, em que o sigilo é a alma do negócio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;4) Indústria de armas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Além de sustentar uma vida de rei para os criminosos, a renda do tráfico também é, digamos, reinvestida na produção. Em um negócio em que não se pode ter uma sede vistosa, isso significa proteção, armamento. "O tráfico financia indiretamente mais da metade das armas ilegais em circulação no país", diz Luiz Eduardo Soares, ex-coordenador de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e hoje secretário da Prefeitura de Porto Alegre. Nas favelas do Rio, os traficantes têm até mísseis antiaéreos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;5) Forças de repressão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Você poderia dizer que as forças de repressão (polícias etc.) são compostas por funcionários públicos, que – em tese, pelo menos – não fazem uso pessoal do dinheiro que lhes é confiado para viabilizar seu trabalho. Ainda que fosse assim, quem não quer o poder de administrar alguns bilhões de dólares? São, portanto, mais um beneficiário desse negócio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O curioso é que, embora 90% da renda da droga fique nos países consumidores, ou seja, as nações ricas, essa receita ilegal faz mais diferença nos países produtores, em geral muito pobres. Comparada com o PIB dos Estados Unidos, de 11 trilhões de dólares, nem a receita global do tráfico faz medo: não chega a 4% da pujança americana. Mas, na Colômbia, o narcotráfico injeta no país o equivalente a 10% do PIB. Hoje, a Colômbia é certificada pelos americanos como zona de exclusão de drogas, um reconhecimento à simpatia do atual governo colombiano pela política antidrogas americana. "Mas, mesmo quando o país não tinha esse tratamento, a Colômbia nunca pediu socorro ao Fundo Monetário Internacional, tamanha a contribuição da droga no país", diz Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Os países ricos prestam mais atenção nos custos que as drogas lhes causam. O Canadá, por exemplo, gasta 14,8 bilhões de dólares (2,7% do PIB) com abuso de substâncias em geral, sendo 1,1 bilhão com drogas ilegais (atenção: 92% dessa verba é gasta com o abuso de drogas legais). Desses últimos, 6% vão para tratamento de saúde, 29% para repressão e 60% são desperdiçados com absenteísmo, morte e perdas de produtividade – quem usa drogas ganha, em média, 60% menos do que seria esperado para sua idade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Afinal, o que é droga?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Depende. Do ponto de vista médico, "drogas são substâncias usadas para produzir alterações nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional", de acordo com a cartilha da Secretaria Nacional Antidrogas. Essa definição inclui &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;,&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, mas também café, chocolate e Prozac, sem falar no álcool e no cigarro. Do ponto de vista legal e jurídico, existem as drogas livres, que qualquer um pode comprar sem controle (álcool e cigarro); as de uso controlado (que podem ser compradas com receita médica); e as ilegais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O que impressiona é que não há nenhum critério técnico que justifique a inclusão das substâncias em uma ou outra categoria. "À luz da ciência, não há ponto de corte", diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes, da Universidade Federal de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Hero%EDna'&gt;&lt;span style='color:blue; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Heroína&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; causam dependência? Sim. Mas a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=nicotina'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;nicotina&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, presente no cigarro que qualquer criança pode comprar na esquina, é, disparada, a droga com maior poder de criar dependência (leia quadro na pág. 55). Segundo a ONU, 1,5 bilhão de pessoas sofrem de alcoolismo, contra 55 milhões de dependentes de drogas ilegais. Além disso, algumas drogas ilegais, como o LSD, não causam dependência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;As drogas ilegais são proibidas porque causam danos à saúde? Evidente. Mas álcool e cigarro são as substâncias que mais matam no Brasil, segundo o médico Fábio Mesquita. "Não há lógica nenhuma na &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=legaliza%E7%E3o'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;legalização&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; ou não."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Na verdade, a classificação das drogas muda de acordo com o lugar e o momento. "Muitas das substâncias hoje ilegais foram usadas durante milhares de anos para tratar dor e angústia mental e dar prazer", diz o historiador Richard Davenport-Hines. Em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, inédito no Brasil), ele lembra que, há poucas décadas, nos Estados Unidos anfetaminas e outras drogas foram consumidas por donas-de-casa infelizes, homens de negócio e "até pelo presidente americano John F. Kennedy, quando tinha que encontrar-se com líderes estrangeiros", escreveu (leia texto sobre a história das drogas na pág. 60).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;O Estado tem o direito de proibir o uso?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Roberto (nome fictício) foi preso fumando um baseado. Encarcerado, ele ficou matutando sobre a periculosidade de seus colegas de cela: um aplicou o golpe do bilhete premiado em uma velhinha; o outro tentou roubar um banco; e o terceiro matou a mulher. "E eu?", pergunta-se. "Mereço ser isolado da sociedade? Quem eu ameaço estando em liberdade, além de mim mesmo?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Em favor de seu cliente, o advogado de Roberto poderia citar a revista inglesa The Economist, que abraça a tese do filósofo John Stuart Mill: "A respeito de si mesmo, sobre seu corpo e mente, o indivíduo é soberano". Esse raciocínio não só inocentaria Roberto, como impediria o Estado de se meter sobre o que cada um faz consigo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Mas há uma brecha na teoria: se Roberto, depois de anos fumando &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, tiver um câncer, o Estado terá que tratá-lo. O prejuízo seria coletivo. "O direito coletivo suplanta o individual. Todo mundo tem direito à propriedade, mas, se o Estado quer abrir uma avenida onde está sua casa, você vai ter que se mudar", diz Wálter Maierovitch. Ou seja, se o simples uso da droga – não se trata aqui de crimes ou acidentes envolvendo usuários sob o efeito da droga, que são outra história – acarreta um custo social, o Estado teria o direito de se intrometer. Além disso, é dever do Estado proteger o cidadão. A obrigatoriedade do cinto de segurança segue o mesmo raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;"O detalhe", diz Maierovitch, que é juiz aposentado, "é que há infrações cíveis, administrativas e criminais. O trato criminal serve para situações que geram intranqüilidade social, o que não é o caso do usuário de drogas. Ele deve ser resgatado, não criminalizado."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;É o que faz hoje Portugal, cuja legislação serve de modelo: lá, o porte de drogas é proibido, mas não criminalizado. A punição para os infratores é a mesma – para ficar no mesmo exemplo – de quem não usa cinto de segurança, ou seja, uma multa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;É preciso lembrar, porém, que o Estado em geral representa os interesses dos grupos mais influentes. "Nos Estados Unidos, a classe média, que tem grande influência sobre a opinião pública, tem muito medo de ver suas crianças envolvidas com drogas", diz o cientista político Bruce Bagley.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Em muitos casos, e em especial no americano, os grupos mais próximos da burocracia são puritanos. "As drogas foram proscritas na América por americanos idealistas, que acreditavam que a natureza humana poderia ser tornada perfeita, que a virtude deve triunfar sobre o vício", diz o historiador Richard Davenport-Hines.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Para o médico Fábio Mesquita, interesses econômicos também pesaram na decisão. "A&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; foi proibida, entre outras razões, por pressão da indústria farmacêutica, que produzia substâncias que disputavam com a erva o mercado dos remédios para abrir apetite, reduzir dor e enjôo."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Para Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia e defensor da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=legaliza%E7%E3o'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;legalização&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; das drogas, a demora da burocracia oficial na correção da política contra as drogas é típica. "Em uma empresa privada, um programa fracassado é abortado assim que se detecta seu insucesso, para evitar prejuízo ainda maior. Um programa governamental ruim, não. Alega-se sempre que ele precisa ser um pouco diferente, um pouco maior e um pouco mais caro", disse ele, em 1992, à revista alemã Der Spiegel.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Duelo de idéias&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Conheça os argumentos de quem defende a criminalização e os de quem a combate&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Por que usar drogas deve constituir um crime&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;1 – Fazem mal à saúde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Maconha'&gt;&lt;span style='color:blue; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Maconha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt; provoca câncer, &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; aumenta as chances de isquemia e ataque cardíaco. Além disso, o uso de drogas reduz a auto-estima e aumenta a chance de depressão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;2 – Causam dependência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Coca%EDna'&gt;&lt;span style='color:blue; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Cocaína&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; causam vício com o uso freqüente. Estatísticas indicam que até 10% dos usuários de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; ficam dependentes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;3 – Incitam a violência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Na Holanda, 5 000 dos 25 000 dependentes de drogas são responsáveis por cerca de metade dos crimes leves. Na Inglaterra, eles respondem por 32% da atividade criminal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;4 – As mais leves levam às mais pesadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Quase todos os usuários de drogas pesadas já consumiram &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;. O governo americano diz que fumar &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; aumenta em 56% a chance de consumo de outra droga&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;5 – Sem punição, o uso vai aumentar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;A Holanda liberou o uso de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e ele subiu 400%. Nos Estados Unidos, o uso de álcool caiu 50% com a Lei Seca (1920-33) e só voltou ao nível anterior em 1970&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;6 – Causam prejuízo à sociedade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Usuários de drogas consomem mais recursos do sistema público de saúde e têm produtividade menor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;7 – Pervertem quem as usa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O uso da droga transforma pessoas produtivas em indolentes, responsáveis em inconseqüentes, cidadãos em párias&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Por que as drogas devem ser descriminalizadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;1 – A criminalização faz mal à saúde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Tratar o uso como crime mantém os usuários longe do serviço de saúde. E o produto ilegal, vendido sem controle, é tão perigoso para a saúde quanto remédio sem bula&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;2 – Repressão não cura dependência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Criminalizar o uso afugenta os usuários ocasionais, mas não os viciados. E encarcerar dependentes não os livra da droga. Há tráfico nas cadeias&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style='color:black'&gt;3 – &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Criminalidade'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;Criminalidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style='color:black'&gt;&lt;strong&gt; cairia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;A maior parte dos crimes relacionados a drogas decorre do comércio ilegal, não do uso ou do efeito psicoativo das substâncias. Além disso, o tráfico financia a compra de armas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;4 – As mais leves não levam às mais pesadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;As pesquisas que fazem essa associação não são conclusivas. Como explicar, por exemplo, que a maioria das pessoas que usa &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; não migra para drogas mais pesadas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;5 – Descriminalizar reduz os danos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Descriminalizar não significa liberar, apenas parar de tratar o usuário como criminoso. A droga pode continuar proibida e o uso pode ser combatido com campanhas educativas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;6 – A sociedade nada ganha com a criminalização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Hoje, quem lucra são os produtores, os traficantes, o mercado financeiro, a indústria de armas e as forças de repressão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;7 – Cada um faz o que quer consigo mesmo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Ninguém tem o direito de dizer o que cada pessoa faz com o próprio corpo, desde que não cause prejuízo a ninguém&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Que mal causam o usuário e o traficante?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Descriminalizar a droga pode fazer sentido quando se trata de um sujeito inofensivo como Roberto. Mas o que dizer dos inúmeros casos de pessoas que, sob efeito de uma substância psicoativa – legal ou ilegal –, furtam, roubam e matam? E dos traficantes, que, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, são responsáveis pela maioria das chacinas na cidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Cada caso merece tratamento diferente, mas é bom lembrar que a maioria dos usuários é como o Roberto, nada ameaçador. Segundo Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas, da USP, e coordenador do curso médico da Faculdade de Medicina do ABC, há vários tipos de usuários, de acordo com seu grau de dependência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;O primeiro é o usuário experimental. Nos Estados Unidos, no que diz respeito à&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, metade das pessoas com menos de 40 anos, uns 70 milhões de pessoas, já experimentaram a droga. O segundo tipo é o usuário ocasional como o Roberto, que usa drogas socialmente. Uma pesquisa do governo americano mostra que, nos últimos 12 meses, 25 milhões de pessoas (12,4% da população maior de 12 anos) haviam usado alguma droga ilegal. Desses, metade havia feito uso no último mês. Os usuários severos, o terceiro tipo, que precisam de tratamento, são 3,6 milhões (1,7% da população).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O dependente é um problema para a sociedade porque ele perde o controle, consome a droga em situações de risco, causa acidentes e comete crimes. "Medidas repressivas reduzem o número de usuários ocasionais, mas a quantidade de dependentes, que é o que importa, não diminui", diz Dartiu Xavier. E qual é a vantagem de impedir que usuários ocasionais de álcool ou drogas consumam essas substâncias? Além disso, há dependentes de todo tipo de coisa: sexo, jogo, comida e até trabalho. "Tem gente viciada em sexo, que transa com vários parceiros sem camisinha e transmite doenças. Mas nem por isso vamos proibir o sexo", diz Xavier. Se essas pessoas causam acidentes ou cometem crimes, essas atitudes é que precisam ser penalizadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Para o economista Peter Reuter, a repressão só funciona se for um meio de obrigar as pessoas a levar a sério seus problemas com as drogas. "A política atual não tem sentido porque só tem sentido punitivo. E a punição não pode ser um fim em si mesmo", diz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;De fato, experiências em curso sugerem que o que traz resultados é tratar, não reprimir o dependente. Na Suíça, clínicas de tratamento para dependentes de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;recuperam dois terços dos pacientes e reduzem em 60% seus contatos com a polícia. Criminalizar o uso, porém, aumenta a distância entre o usuário e o remédio de que ele precisa. Na Holanda, onde a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; é vendida legalmente e há bastante tolerância ao uso de drogas, 80% dos usuários estão em contato com os órgãos de saúde pública. No Brasil, menos de 2%. "O problema da droga é um problema de saúde e de educação", afirma o ex-ministro José Carlos Dias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O traficante, por sua vez, mereceria tratamento mais duro. "O fornecedor visa o lucro, o controle de partes da sociedade e o domínio de território. Ele causa dano social maior", diz Wálter Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas. Se bem que o pequeno traficante, que vende a droga para manter o vício, se aproxima bastante da condição de vítima. "Ele deveria ter punição mais branda. Na prisão, ele só vai ser aperfeiçoado no crime", diz Dias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Como seria o mundo se as drogas fossem legalizadas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Conheça as vantagens e as desvantagens de viver em um mundo onde o uso de drogas fosse liberado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Que ninguém se iluda: o primeiro efeito da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=legaliza%E7%E3o'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;legalização&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; das drogas seria o aumento imediato do consumo, por várias razões. Primeiro, o preço cairia muito. Segundo Mark Kleiman, da Universidade da Califórnia, o custo de produção e distribuição da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;equivale a 5% do seu valor atual. Uma porção de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; custaria o mesmo que um saquinho de chá. Não bastasse esse incentivo, o estigma social do usuário seria menor: ninguém precisaria esgueirar-se para fumar um baseado. Ou seja, o acesso às drogas, por mais rigorosa que fosse a legislação regulando seu comércio, seria muito mais fácil e seguro do que é hoje. Resta saber que regras adotar para cada droga.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Alguns, como Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de Economia, acham que todas as drogas deveriam ser vendidas como são os remédios: pela indústria farmacêutica. Em seu mundo ideal, ele já vislumbra a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; light e a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; de baixo teor. A idéia parece extravagante e acarreta várias desvantagens, mas teria pelo menos um benefício inconteste: obrigaria os usuários a procurar um médico, o que permitiria ao governo saber quantas pessoas consomem o quê no país. E drogas produzidas legalmente teriam controle de qualidade. Hoje, a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; vendida em São Paulo chega a ter 93% de impurezas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Se bem que, no Brasil, esse benefício talvez não se concretizasse. Anfetaminas, por exemplo, são vendidas sob prescrição médica por aqui. Resultado: somos os maiores consumidores da droga. "O controle sobre medicamentos é muito ruim no país", diz Fábio Mesquita. Não que a burla ocorra só aqui. Nos Estados Unidos, é proibido vender álcool a menores de 21 anos, mas 87% dos estudantes do ensino médio já tomaram uns tragos. &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;Maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, porém, só passou pelos pulmões de 46% deles. A diferença deve-se ao fato de que o uso da erva é crime.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Para o sociólogo Luiz Eduardo Soares, deveríamos legalizar as drogas aos poucos, começando pela &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, que seria tratada como o álcool e a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=nicotina'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;nicotina&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;. "O álcool em nada difere das drogas ilegais. E estamos perdendo a guerra contra o álcool? Não. Estamos convivendo e aprendendo, difundindo o autocontrole, evitando efeitos sobre terceiros, coibindo a propaganda."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;A &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=legaliza%E7%E3o'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;legalização&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; permitiria taxar a venda de drogas. O dinheiro poderia financiar a prevenção e o tratamento de usuários. Diante dos preços atuais, mesmo um super imposto de 500% quebraria o comércio ilegal. O tráfico se transformaria em um negócio tão pouco atraente quanto é hoje o contrabando de cigarros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Some-se a isso um controle sobre as armas e a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=criminalidade'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;criminalidade&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; despencaria, diz Soares. "Os problemas socioeconômicos iriam se manifestar em algum lugar, mas o número dos crimes com morte cairia, porque o número de armas cairia e a fonte de financiamento para comprá-las estaria seca." Os morros do Rio, por exemplo, poderiam ser finalmente reintegrados à cidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Existem alternativas eficientes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Da maneira como foi formulada, a guerra contra as drogas está perdida desde o dia em que alguém escolheu como meta a erradicação completa e total. Tal façanha era e sempre foi impossível, admitem os especialistas. Mas o fato é que só agora isso saltou aos olhos da intelligentsia. "Nunca encontrei um administrador público que acreditasse de verdade que acabaria com as drogas. Mesmo os funcionários da agência americana de combate às drogas, a DEA, admitem isso quando conversam conosco", diz o sociólogo Luiz Eduardo Soares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Constatado o erro, os agentes públicos buscam agora uma meta que substitua a antiga utopia. E estão encontrando alternativas promissoras. A mais difundida é a redução de danos, que evita o erro anterior. Já que erradicar as drogas é impossível, tenta-se reduzir os estragos que elas causam aos usuários e à sociedade. Ou seja, as mortes, as doenças e o crime. Faz parte desse espírito, por exemplo, oferecer seringas a usuários de drogas injetáveis para evitar que eles compartilhem agulhas e contraiam doenças. Ou, como ocorre mundo afora, substituir uma droga ilegal por outra que cause menos prejuízo à saúde. "A redução de danos é claramente o caminho que os estudiosos e o mundo todo estão indicando", diz Bruce Bagley.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;A mais revolucionária experiência em curso hoje ocorre na Suíça. Lá, quem quiser usar&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; pode obtê-la de graça do governo. Parece piada, mas o Estado construiu clínicas para os usuários, com direito a parede branquinha, maca com lençol, seringa e até um enfermeiro para aplicar a injeção. Resultado: o tráfico e as mortes por overdose acabaram, todos os usuários estão sob cuidados médicos e muitos estão deixando o vício.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;O Brasil também anda experimentando. Em São Paulo, dependentes de crack foram estimulados a consumir &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;. "Em oito meses, 68% deles largaram as duas drogas", diz Dartiu Xavier, um dos autores da experiência, até então inédita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Atrás de opções, os agentes públicos estão redescobrindo as campanhas de educação e prevenção. Segundo o instituto de pesquisas americano Rand Corporation, nos anos 90 esses programas foram 12 vezes mais efetivos que o combate ao tráfico e o encarceramento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Mas nem os críticos da atual política querem paz para os traficantes. Nesse campo, as sugestões procuram otimizar o combate. O ex-secretário nacional antidrogas, Wálter Maierovitch, tem sua fórmula: controle eletrônico das transações financeiras, regulamentação dos paraísos fiscais e vigilância sobre os químicos necessários para a produção das drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Drogas leves levam a drogas mais pesadas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Entre os estudiosos, a "teoria da escadinha", como é conhecida essa hipótese, é aceita por alguns e condenada por outros. As pesquisas existentes sobre o assunto, longe de esclarecer, são lenha extra para a fogueira. André Malbergier, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Unifesp, faz parte do grupo que defende essa tese e tem argumentos razoáveis. Primeiro, diz ele, o uso inaugural serviria para quebrar o gelo. "A pessoa que consome algo que altera seu estado de consciência fica mais vulnerável a usar outras substâncias que mexam com isso", diz André. No caso de drogas ilegais, o uso romperia uma barreira moral. "O sujeito usa uma vez e não recebe punição. Pronto. Está aberto o caminho para outras ilegalidades", diz ele. Por fim, existe a facilidade social. "O consumidor de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;tem maior probabilidade de conhecer o usuário – e o traficante – de uma substância mais forte e mais letal", afirma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Há dados epidemiológicos que apóiam a teoria da escadinha. Segundo o órgão oficial americano de prevenção ao uso de drogas, quem usa &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; tem 56% mais chances de vir a consumir outro tipo de droga.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Quem critica a teoria da escadinha afirma que tais pesquisas são direcionadas. "Pergunta-se ao usuário de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; se já usou &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e liga-se uma coisa à outra. Se usarem o método em outros hábitos, vão descobrir que usar cigarro, beber cerveja, andar de ônibus e ter cachumba também leva a drogas mais pesadas", diz o médico Fábio Mesquita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Para Dartiu Xavier, que também não crê na teoria da escadinha, não existem drogas leves e pesadas. Tudo depende de como o usuário se relaciona com elas. Para um alcoólatra, que metaboliza bem o álcool, cerveja é droga pesada e &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, não. Para alguém que não tem limites alimentares, doce pode causar dependência. A escadinha sugere que uma droga desemboca na outra, mas a maioria dos usuários de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; a abandona espontaneamente. "Quase todos os usuários de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; ou &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; já fumaram &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, mas a maioria dos usuários da erva não consome &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; ou&lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;", diz o economista Peter Reuter.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Uma tradição ou uma maldição?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Saiba como um hábito de 8 000 anos virou uma sina há um século&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;O pensamento único dos governos hoje em dia em relação às drogas faz parecer que elas sempre foram proibidas. Nada mais enganoso. Há apenas 80 anos, o uso das drogas hoje ilegais era tão comum que, até 1920, nos Estados Unidos havia lojas para quem quisesse fumar ópio. &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=Maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;Maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; também podia ser fumada livremente até o início do século.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Na verdade, na história da humanidade, as drogas passaram muito mais tempo liberadas que proibidas. O ópio é, provavelmente, a primeira droga usada pelo homem: os poderes da papoula são conhecidos há pelo menos 8 000 anos. A coca já era usada pelos habitantes dos Andes há 2 000 anos. E há registros de uso da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; como remédio em escritos chineses do século I a.C. "Ópio e &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; foram remédios tradicionais e valiosos usados por muitos séculos", afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;A coca foi levada para a Europa pelos espanhóis e passou a ser consumida misturada com álcool. Com essa formulação, recebeu até um selo oficial do Papa Leão XIII. Em 1884, o americano John Pemberton inventou uma mistura de vinho, folhas de coca e grãos de kola, um tipo de &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=tranq%FCilizante'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;tranqüilizante&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; para os americanos, "o povo mais nervoso do mundo", segundo seus anúncios. O álcool foi retirado da fórmula em 1886. Em 1901 e 1902, foi a vez da coca. Mas a bebida manteve o ótimo nome que havia recebido: Coca-Cola. A &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; só foi descoberta em 1860 e era um anestésico cirúrgico muito usado. Em 1885, só o laboratório Merck produziu 83 toneladas da substância.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Os problemas com as drogas começaram com a multiplicação dos casos de abuso e dependência, em geral pacientes de meia-idade que se viciavam no remédio ou trabalhadores que procuravam alívio para sua vida diária. Já no século XVII, médicos alertavam para os perigos do ópio e, no final do século XIX, muitos pararam de prescrever a &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;. Mas havia tônicos vendidos sem receita cuja composição era 99,9% &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Era preciso uma regulamentação e logo surgiram as primeiras. Mas o rigor e a maneira como elas foram adotadas revelam outros interesses além de proteger a população.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Havia muito racismo. Nos Estados Unidos, as campanhas alertavam que os negros enlouquecidos pela &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=coca%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;cocaína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; e os chineses sob efeito do ópio podiam fazer mal às mulheres brancas. E havia motivos econômicos, é claro. A fibra de cânhamo, derivada da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=maconha'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;maconha&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, concorria com fibras sintéticas recém-descobertas. Além disso, algumas drogas eram um obstáculo à sociedade industrial. "Até o início do século XX, a resposta oficial às drogas dependia se elas aumentavam ou não a produtividade humana", diz Davenport-Hines. Não por acaso, as primeiras idéias de proibir o uso miravam só os trabalhadores. As drogas minavam sua capacidade de produzir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O curioso é que a China, a primeira a proibir o uso do ópio, teve sua decisão desafiada pela Inglaterra, que lucrava traficando para os chineses. A divergência gerou duas guerras entre os dois países, em 1839 e 1857, vencidas pelos europeus, que abriram o mercado chinês. Não que os ingleses apreciassem o ópio. "É um artigo de luxúria, que não deve ser permitido a não ser para o propósito de comércio e que deve ser mantido longe do consumo interno", escreveu Warren Hastings, governador da possessão britânica de Bengala, na Ásia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Então, no início do século XX, os Estados Unidos tomaram duas iniciativas importantes: criminalizaram o usuário e pressionaram por um acordo internacional contra a venda de drogas. Mas que substâncias seriam proibidas? "As distinções entre as drogas legais e as apenas reguladas, como as anfetaminas, eram muito sutis e, às vezes, falsas. Boa parte dessas distinções devem-se ao lobby da indústria farmacêutica em prol de seus novos produtos", diz o historiador.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;É importante lembrar que, quando o uso foi criminalizado, as drogas já não eram vendidas livremente. Em muitos Estados, só médicos podiam fornecê-las. Depois, nem eles. Nos primeiros quatro meses sob a lei, 257 médicos e 40 dentistas foram processados. Em 1922, a Suprema Corte proibiu até que os pacientes recebessem doses decrescentes para curar a dependência. Em 1924, o uso medicinal da &lt;a target='_self' href='http://supermundo.abril.com.br/busca/?qu=hero%EDna'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:blue'&gt;heroína&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black'&gt; foi proibido. Ao dependente só restava agir à sombra da lei ou abster-se.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O poder americano abriu caminho no mundo para sua visão sobre as drogas e sua política sobre as drogas expandiu o seu poder político. No final da Segunda Guerra, os americanos indicaram que não liberariam as colônias holandesas e britânicas ocupadas pelos japoneses durante o conflito se os governos coloniais não adotassem a proibição. Até então, os governos coloniais achavam que impor tal política às populações locais era imperialista e contraprodutivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Finalmente, em 1979, o presidente Richard Nixon lançou sua Guerra Contra as Drogas, que se revelou um fracasso, mas foi retomada depois por Ronald Reagan e George Bush (pai). "Foi um desastre proibir as drogas", afirma Davenport-Hines.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Por que as pessoas se drogam?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O sentido de usar drogas varia de cultura para cultura e de momento para momento. Mas, por trás de todas as nuanças, o interesse do usuário é sempre o mesmo e o mais óbvio possível: a busca do prazer. E droga dá prazer, não há como negar. Por que, então, algumas pessoas usam drogas e outras não? E por que algumas pessoas usam uma droga e viciam, e outras não?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;"A droga dá prazer, mas não para qualquer um. Tem gente que não gosta da sensação de ficar com a consciência alterada. Essas pessoas não voltarão a usar, porque ninguém fica dependente de algo que cause desprazer. O que prova que não é o acesso à droga que gera o uso", diz o psiquiatra Dartiu Xavier. Além disso, algumas pessoas se dão bem com certas substâncias, mas não com outras. "A interação da química do usuário com a da droga é importante. O prazer obtido com essa interação é que vai nortear o risco de a pessoa querer usar mais", diz o médico Arthur Guerra de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O conhecimento humano ainda não permite saber, de antemão, quem vai virar dependente de uma substância. Mas as pistas indicam que os dependentes de droga têm dificuldades em sentir prazer e encontram nas drogas um alívio para o sofrimento que os atormenta emocionalmente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;O uso precoce é um dos fatores de risco mais importantes. Até os 16 ou 18 anos, a personalidade do jovem ainda não está desenvolvida, ele ainda está tentando encontrar sua forma de se relacionar com o mundo. Oferecer a ele uma fonte instantânea de prazer pode ofuscar sua visão para outros mecanismos saudáveis que, tanto quanto as drogas, têm o poder de alterar sua consciência e seus sentimentos, como os esportes, os estudos e as atividades artísticas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Famílias pouco afetivas também povoam o histórico de muitos usuários regulares. É como se o sujeito possuísse um déficit afetivo, uma sede do prazer negado pela família. Essa lacuna ele vai ocupar de alguma maneira, muitas vezes com drogas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Por fim, a prevalência de transtornos psíquicos entre usuários reforça a tese de que as drogas trazem alívio a quem as consome. Depressão, pânico, distúrbio de atenção e quadros de ansiedade são mais comuns entre usuários de droga. E, em geral, precedem o uso. Em São Paulo, uma pesquisa com 523 usuários de drogas identificou que 44% tinham doença depressiva. Desses, 77% já sofriam de depressão antes do contato com drogas. Ou seja: o uso de drogas é conseqüência e não causa desse desequilíbrio, desse desespero emocional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;A pressão social também favorece o uso de drogas. Mas não se trata, aqui, da influência de "más companhias" e, sim, de algumas das mensagens transmitidas à sociedade. Entre outros recados, ensina-se às crianças que a felicidade está ligada ao consumo e que a tristeza e a solidão devem ser eliminadas. "Estamos dizendo que a felicidade pode ser comprada e que tristeza e solidão devem ser evitadas a qualquer preço. Se você parar para pensar, a relação doentia entre consumidores e produtos é igual à que existe entre os dependentes e as drogas", diz Dartiu Xavier.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Para Richard Davenport-Hines, que estudou a relação entre os homens e as drogas ao longo da história, o ser humano consome drogas porque isso simplesmente faz parte da sua natureza. "Seres humanos precisam ocasionalmente de momentos de fuga da sua existência costumeira. Alguns escalam montanhas, outros entram para monastérios, outros ficam completamente bêbados e alguns usam drogas. Não há nada natural em estar sóbrio."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:9pt'&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Na livraria:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;The Pursuit of Oblivion&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Richard Davenport-Hines, Weidenfeld &amp;amp; Nicolson, 2001&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Intoxicating Minds&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Ciaran Regan, Columbia University Press, 2001&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Food of The Gods&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Terence McKenna, Bantam Books, 1992&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Se Liga! O Livro das Drogas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Myltainho Severiano da Silva, Record, 1997&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;The Alchemy of Culture&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;Richard Rudgley, British Museum Press, 1993&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt; &lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;&lt;strong&gt;Na internet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;www.undcp.org&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;www.samhsa.gov&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;www.druglibrary.org&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='background: #eaeaea'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Trebuchet MS; font-size:8pt'&gt;www.drcnet.org&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-7983603889328404914?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/7983603889328404914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=7983603889328404914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7983603889328404914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7983603889328404914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_2084.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-7827283694407658800</id><published>2011-03-18T05:26:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:26:21.928-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa da Unifesp afirma que autoestima afasta os jovens das drogas (14/01/2011)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-size:6pt'&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;Características como autoestima, determinação, disciplina e adaptabilidade diminuem as chances de adolescentes abusarem de álcool e cigarro, além de outras drogas, revela uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com 2.691 estudantes do ensino médio, a maioria com idade entre 15 e 16 anos.&lt;/span&gt;&lt;span style='font-family:Verdana'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Arial; font-size:6pt'&gt;O estudo mostrou ainda que a droga mais consumida pelos jovens, no mês anterior à pesquisa, foi o álcool (50,2%). Em seguida, aparecem o tabaco (14,1%) e outras drogas (11,6%).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Arial; font-size:6pt'&gt;A pesquisa foi apresentada como dissertação de mestrado no departamento de psicologia da Unifesp pela pesquisadora Tatiana de Castro Amato, para quem o resultado ressalta a relevância de ações e valores, especialmente a disciplina e determinação, para a prevenção ao uso de drogas na adolescência, cuja prática tem sido um grande desafio. ´´Esses fatores estão mais relacionados à prática esportiva e ao bom desempenho escolar. Saber que eles também se relacionam ao menor uso de drogas os tornam mais preciosos para o desenvolvimento do adolescente´´, diz Tatiana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Arial; font-size:6pt'&gt;De acordo com ela, existem poucos trabalhos que abordam quais comportamentos ou características dos adolescentes diminuem as chances de envolvimento com o uso abusivo de drogas ou de comportamentos de risco - a maioria tenta apenas responder o que leva ao uso do tóxico. Para ela, a redução da vulnerabilidade dos adolescentes a partir do investimento em hábitos, características internas e ambientes saudáveis ao desenvolvimento deve ser objetivo dos programas de promoção da saúde.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Arial; font-size:6pt'&gt;Ela também destaca que intervenções em escolas e serviços de saúde com foco em autonomia e responsabilidade do adolescente têm se mostrado eficientes na prevenção do problema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 36pt'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;Autor: Editoria: BRASIL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;Fonte: Folha de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/web/noticia/ler_noticia.php?id_noticia=104580'&gt;&lt;span style='font-size:7pt'&gt;http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/conteudo/web/noticia/ler_noticia.php?id_noticia=104580&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:2pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-7827283694407658800?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/7827283694407658800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=7827283694407658800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7827283694407658800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7827283694407658800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado_18.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-2107956406019701960</id><published>2011-03-18T05:18:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:18:38.405-03:00</updated><title type='text'>Material para júri simulado</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='margin-left: 18pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;&lt;strong&gt;Abuso de drogas é uma doença crônica, diz neurocientista (26/03/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-left: 18pt'&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;A neurocientista e psiquiatra Nora Volkow, 53, foi a primeira mulher a assumir a direção do Nida (instituto nacional dos EUA para o abuso de drogas), em 2003. Eleita pela revista "Time" uma das cem pessoas mais influentes do mundo, foi pioneira no uso da tomografia para investigar o efeito das drogas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Neurocientista e psiquiatra Nora Volkow, primeira mulher a dirigir o Nida e pioneira no uso de tomografia para estudar vício em drogas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Publicou mais de 400 artigos, mostrando que a dopamina tem um papel fundamental em todas as dependências -das drogas ilícitas ao vício em jogos ou compulsão alimentar- e reforçando a ideia de que a dependência é uma doença crônica, que deve ser tratada como tal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Volkow nasceu no México, na mesma casa em que seu bisavô, o revolucionário russo Leon Trotsky, foi assassinado. Na última quarta-feira (24), esteve em São Paulo, onde realizou uma palestra na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Leia a seguir trechos da entrevista que a cientista concedeu à Folha.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;*&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - Como a sra. define a dependência?&lt;br/&gt;NORA VOLKOW - É uma doença crônica e reincidente, que envolve mudanças no cérebro que levam ao consumo compulsivo de drogas apesar de suas consequências devastadoras. A decisão inicial de usar uma droga é voluntária, mas seu uso crônico pode precipitar mudanças cerebrais que comprometem os sistemas de recompensa, motivação e mesmo o livre-arbítrio.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - Qual a diferença entre os mecanismos que levam ao vício em drogas e os que levam a outras dependências, como jogo compulsivo?&lt;br/&gt;VOLKOW - Temos evidências de que os mecanismos cerebrais de dependências comportamentais, como jogo compulsivo, são similares aos produzidos por drogas. As substâncias psicoativas interferem nos mecanismos de recompensa, controlados pelo neurotransmissor dopamina. A maioria das drogas aumenta exageradamente a produção de dopamina, o que sobrecarrega o sistema de motivação e afeta circuitos cerebrais como a memória, a tomada de decisões e a motivação. O jogo compulsivo interfere nos mesmos circuitos cerebrais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - O que as tomografias nos contam sobre a dependência?&lt;br/&gt;VOLKOW - Poder monitorar o cérebro em atividade nos permitiu realmente "ver" as mudanças associadas à dependência e seu risco. As tecnologias de imagem são instrumentos poderosos para combater o estigma, ainda muito difundido, de que abandonar o vício é uma questão de vontade. Demonstrar que [a dependência] é uma doença pode levar a uma enorme mudança na visão que médicos, políticos, o público em geral e muitos cientistas têm do vício e do dependente.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - São essas evidências que levam a sra. a defender que o dependente não seja criminalizado?&lt;br/&gt;VOLKOW - Não é meu papel dizer à sociedade como lidar com o status legal desses indivíduos, mas posso usar o conhecimento que tenho para informar os responsáveis pelas políticas públicas que a dependência é um distúrbio médico e que os tratamentos para ela funcionam. Pesquisas mostram que tratamentos feitos dentro do sistema prisional reduzem o abuso de drogas e a volta à prisão, o que pode ser uma forma de acabar com o círculo vicioso de abuso de droga e problemas com a justiça criminal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - E qual é sua opinião sobre a descriminalização da maconha?&lt;br/&gt;VOLKOW - Tenho de me ater aos fatos. Não sabemos exatamente o que aconteceria nessas circunstâncias, mas sabemos que, quando uma droga se torna mais disponível, o uso cresce. É o que acontece com o tabaco e o álcool.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - Quais são os melhores tratamentos disponíveis?&lt;br/&gt;VOLKOW - Os mais eficazes envolvem o uso personalizado de medicamentos e terapias comportamentais. Em particular, a dependência a opiáceos pode ser tratada com bastante sucesso. Para as dependências severas, necessitamos de um sistema de cuidados crônicos, com a consciência de que recaídas são comuns e devem ser rapidamente tratadas.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;FOLHA - E quais são as perspectivas de novos tratamentos?&lt;br/&gt;VOLKOW - Graças à ciência básica, particularmente na área de genética, estamos identificando novos alvos para os medicamentos. Outra abordagem é o uso de medicamentos aprovados para outros usos, mas que podem ser úteis para tratar dependência. As técnicas de imagem cerebral também estão abrindo novas oportunidades terapêuticas. Por exemplo, uma técnica chamada neurofeedback pode permitir que a pessoa freie voluntariamente áreas específicas do cérebro para controlar a compulsão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;Autor: Iara Biderman&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:6pt'&gt;&lt;span style='color:#303030'&gt;Fonte: &lt;a href='http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u712315.shtml'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='color:black; text-decoration:underline'&gt;Folha de S.Paulo&lt;/span&gt;&lt;span style='color:#303030'&gt;&lt;br /&gt;						&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href='http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3463:abuso-de-drogas-e-uma-doenca-cronica-diz-neurocientista&amp;amp;catid=29:dependencia-quimica-noticias&amp;amp;Itemid=94'&gt;&lt;span style='font-size:8pt'&gt;http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3463:abuso-de-drogas-e-uma-doenca-cronica-diz-neurocientista&amp;amp;catid=29:dependencia-quimica-noticias&amp;amp;Itemid=94&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style='color:#303030; font-family:Verdana; font-size:3pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-2107956406019701960?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/2107956406019701960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=2107956406019701960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2107956406019701960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2107956406019701960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-juri-simulado.html' title='Material para júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-783315913308610388</id><published>2011-03-18T05:14:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T05:24:06.278-03:00</updated><title type='text'>Material para o júri simulado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:2.55pt;margin-right:0cm;margin-bottom: 7.1pt;margin-left:36.0pt;mso-line-height-alt:6.6pt;vertical-align:baseline"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:15.5pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#47423A;letter-spacing:-.5pt; mso-font-kerning:18.0pt"&gt;ONU diz que legalização das drogas não acaba com crime&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:18.0pt;mso-bidi-font-size:15.5pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#47423A;letter-spacing:-.5pt; mso-font-kerning:18.0pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:7.5pt;mso-bidi-font-size:10.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#BEBCB9; mso-font-kerning:18.0pt"&gt;11 de março de 2009 &lt;b&gt;•&lt;/b&gt; 15h54 &lt;b&gt;•&lt;/b&gt; atualizado às 16h02&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:5.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 17.25pt;mso-outline-level:1;vertical-align:baseline"&gt;&lt;span style="font-size: 6.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#5D5850;mso-no-proof:yes"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="Imagem_x0020_1" spid="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" alt="EFE" style="'width:52.5pt;height:25.5pt;visibility:visible;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\Users\Usuario\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.png" title="EFE"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;img width="70" height="34" src="file:///C:\Users\Usuario\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image002.jpg" alt="EFE" shapes="Imagem_x0020_1" /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 5.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#5D5850"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:15.5pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#47423A;letter-spacing:-.5pt;mso-font-kerning:18.0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;A ONU disse nesta quarta que a legalização das drogas não soluciona o problema do crime organizado, mas admitiu que a violência que se alimenta do mercado negro dos narcóticos causou enormes danos à comunidade internacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;"Se olharmos o impacto das drogas sobre a segurança, temos que reconhecer que nos últimos dez anos ocorreram danos muito significativos", afirmou Antonio María Costa, chefe do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Os narcotraficantes estão comprando "funcionários, eleições e partidos; em uma palavra: poder", disse Costa numa entrevista coletiva em Viena, onde hoje começou a reunião anual da Comissão de Narcóticos (CDN, na sigla em inglês) da ONU.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Enquanto os guetos são consumidos pelas drogas e a violência, e a África Ocidental é acossada pelo narcotráfico, os cartéis "ameaçam a América Central e o dinheiro da droga penetra em instituições financeiras em quebra", acrescentou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;"Podemos reagir de forma emocional ou racional. A reação emocional é simplesmente dizer ''Vamos legalizar as drogas e destruiremos o mercado''. Isto é uma simplificação", disse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;A ONU diz que o mercado das drogas ilícitas mata 200 mil pessoas e movimenta US$ 320 bilhões ao ano, número equivalente ao da economia da Suécia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;"As drogas são ilegais porque são prejudiciais. Não são prejudiciais por serem ilegais", reiterou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Sobre os pedidos de uma guinada na política mundial contra os narcóticos, o especialista disse que "é preciso uma mudança contra o crime, não a favor das drogas".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Para que isto aconteça, Costa pediu a aplicação das convenções internacionais contra as drogas. Além disso, afirmou que a não implementação desses acordos levou um grupo de "países a enfrentar uma situação de criminalidade decorrente de suas próprias decisões".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;O funcionário da ONU também pediu à comunidade internacional que não aplique políticas extremistas que, por um lado, levariam à legalização de substâncias narcóticas e, por outro, abririam caminho a violações dos direitos humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Sobre este último ponto, Costa quis dizer que os países não devem aplicar penas punitivas desproporcionais, pois, "apesar de a droga e o crime matarem, os Governos não deveriam matar por causa disso".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Segundo o chefe do UNODC, a cada dia chegam aos mercados milhares de toneladas de heroína e cocaína, além de quantidades significativas de outras drogas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;O fato de haver dificuldades para fiscalizar estas substâncias não significa que elas devem deixar de ser controladas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;"A humanidade deveria aceitar a pedofilia e o tráfico de pessoas ou de armas por um senso ingênuo de que é inevitável ou intratável?", perguntou Costa, para quem "suspender os controles sobre o uso de drogas seria uma renúncia cínica do Estado à sua responsabilidade de proteger a saúde dos cidadãos".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Os representantes de todos os países da ONU vão aprovar em Viena uma declaração política e um plano de ação com metas contra as drogas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;O documento redigido por consenso indica que "o objetivo final" da estratégia até 2019 é "minimizar e eventualmente eliminar a disponibilidade e o uso de drogas ilícitas".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;A produção de cocaína se manteve praticamente igual na última década, em aproximadamente 900 toneladas ao ano, apesar de a superfície de cultivo da planta ter sido reduzida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;No caso da heroína, a produção dobrou em relação a 1998, segundo a ONU, devido ao aumento das plantações de papoula no Afeganistão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;No mesmo período, o consumo de drogas sintéticas também registrou uma alta considerável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align: baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;As Nações Unidas alegam que a estratégia adotada há 11 anos permitiu conter o problema da droga, já que o número de pessoas no mundo que consomem narcóticos ilegais pelo menos uma vez ao ano é de 208 milhões, ou seja, 4,9% da população do planeta com entre 15 e 64 anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:8.1pt;margin-right:0cm;margin-bottom:8.6pt; margin-left:0cm;mso-line-height-alt:7.1pt;vertical-align:baseline"&gt;&lt;span style="font-size:8.0pt;mso-bidi-font-size:6.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#5D5850"&gt;Mais de 300 ONGs criticaram a estratégia antidrogas definida pela ONU para a próxima década por considerá-la continuísta e ineficaz, por criminalizar o consumidor, por fomentar a criminalidade e por propiciar o surgimento de novos casos de aids e tuberculose.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:7.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3627987-EI294,00-ONU+diz+que+legalizacao+das+drogas+nao+acaba+com+crime.html"&gt;http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3627987-EI294,00-ONU+diz+que+legalizacao+das+drogas+nao+acaba+com+crime.html&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-783315913308610388?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/783315913308610388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=783315913308610388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/783315913308610388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/783315913308610388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/03/material-para-o-juri-simulado.html' title='Material para o júri simulado'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-6241329980198896874</id><published>2011-02-27T21:37:00.002-03:00</published><updated>2011-02-27T21:43:43.439-03:00</updated><title type='text'>Semana da Mulher e Moacyr Scliar (que descanse em paz...)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; "&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;A mulher sem medo &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="250" style="font-size: medium; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr size="2" noshade=""&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Meter medo na mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;hr size="2" noshade=""&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela não tem medo de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: medium; "&gt;&lt;b&gt;Folha.com&lt;/b&gt;, 17 de dezembro de 2010 &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Ele não sabia o que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto, que era o de escrever um livro chamado "A Vida com a Mulher sem Medo", uma obra que, imaginava, poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: senão eu grito com você, senão eu bato em você, senão eu deixo você sem comida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, não temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: "Bem que eu queria ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração e de afeto, mas você vê, não consigo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade: perto de onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou num vidro de boca larga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Voltou para casa e ficou esperando que a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim se sentiria o vencedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, enorme, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pé sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário, ria às gargalhadas. Foi buscar uma vassoura, caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas. O que deixou-a assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de perversão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constatava, ela não tinha medo de baratas, assim como não tivera medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma coisa no mínimo amedrontadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr noshade="" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span style="font-size: medium; "&gt;&lt;b&gt;MOACYR SCLIAR&lt;/b&gt; escreve nesta coluna, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="mailto:moacyr.scliar@uol.com.br"&gt;moacyr.scliar@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701201107.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-6241329980198896874?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/6241329980198896874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=6241329980198896874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6241329980198896874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6241329980198896874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2011/02/semana-da-mulher-e-moacyr-scliar-que.html' title='Semana da Mulher e Moacyr Scliar (que descanse em paz...)'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-6803230324212081570</id><published>2010-12-13T18:17:00.002-02:00</published><updated>2010-12-13T18:22:14.608-02:00</updated><title type='text'>Cartão do Fabio Yabu, das Princesas do Mar, pra vc!</title><content type='html'>&lt;a href="http://mudeomundo.com.br/wp-content/uploads/2010/12/cartoes_fabio_yabu_2011_09.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 551px; DISPLAY: block; HEIGHT: 695px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://mudeomundo.com.br/wp-content/uploads/2010/12/cartoes_fabio_yabu_2011_09.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://mudeomundo.com.br/wp-content/uploads/2010/12/cartoes_fabio_yabu_2011_09.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://mudeomundo.com.br/wp-content/uploads/2010/12/cartoes_fabio_yabu_2011_09.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-6803230324212081570?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/6803230324212081570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=6803230324212081570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6803230324212081570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6803230324212081570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/12/cartao-do-fabio-yabu-das-princesas-do.html' title='Cartão do Fabio Yabu, das Princesas do Mar, pra vc!'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-841260144691349824</id><published>2010-08-29T21:04:00.002-03:00</published><updated>2010-08-29T21:14:52.922-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='umbigolândia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/THr1nKm1azI/AAAAAAAAAW8/VfzKMDmahyA/s1600/09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510987147252165426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/THr1nKm1azI/AAAAAAAAAW8/VfzKMDmahyA/s400/09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Boa semana!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Fonte:Boston Globe&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-841260144691349824?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/841260144691349824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=841260144691349824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/841260144691349824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/841260144691349824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/08/boa-semana.html' title=''/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/THr1nKm1azI/AAAAAAAAAW8/VfzKMDmahyA/s72-c/09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-4051273073468287998</id><published>2010-08-29T20:54:00.001-03:00</published><updated>2010-08-29T20:59:03.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='resumo'/><title type='text'>Folha de S. Paulo - Folha Corrida</title><content type='html'>São Paulo, domingo, 29 de agosto de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS MANCHETES DA SEMANA&lt;br /&gt;SEGUNDA, 23.AGO &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2308201002.htm"&gt;Dilma estuda aperto econômico&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;TERÇA, 24.AGO &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2408201002.htm"&gt;PSDB agora vai priorizar a eleição em quatro Estados&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;QUARTA, 25.AGO &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2508201003.htm"&gt;União e Petrobras discordam sobre volume de reserva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;QUINTA, 26.AGO &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2608201002.htm"&gt;Outros três ligados ao PSDB tiveram sigilo fiscal violado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SEXTA, 27.AGO &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2708201003.htm"&gt;Governo estuda a privatização de usinas nucleares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SÁBADO, 28.AGO &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2808201002.htm"&gt;SP vai abrir a Copa em estádio do Corinthians&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/corrida/cr2908201005.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/corrida/cr2908201005.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-4051273073468287998?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/4051273073468287998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=4051273073468287998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4051273073468287998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4051273073468287998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/08/folha-de-s-paulo-folha-corrida.html' title='Folha de S. Paulo - Folha Corrida'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-5125340201736590562</id><published>2010-08-23T20:37:00.002-03:00</published><updated>2010-08-23T20:54:03.710-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><title type='text'>Hitler era descendente de africanos e judeus, diz revista</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;Pra voltar tem q ter notícia boa...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;&lt;p id="atual"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;Publicada em 23/08/2010 às 18h33m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;cite&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;O  Globo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;cite&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;RIO - Adolf Hitler provavelmente tem entre seus ascendentes africanos e  judeus, dois grupos que repudiava. É isso o que apontam estudos feitos a partir  de amostras de DNA recolhidas entre parentes do ditador nazista, como publica a  revista belga Knack. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;cite&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="display: inline !important; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- Ele [o gene]  é geralmente encontrado nos berberes do Marrocos, na Argélia, na Líbia  e na Tunísia, assim como em judeus asquenazes e sefardistas - explicou o  historiador Marc Vermeeren. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/cite&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é primeira vez que historiadores sugerem que Hitler tem ancestrais judeus.  Especula-se também que Alois, seu pai, tenha sido filho ilegítimo de uma  empregada doméstica chamada Maria Schickelgruber e de um judeu de 19 anos  chamado Frankenberger.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Leia a matéria toda em &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/08/23/hitler-era-descendente-de-africanos-judeus-diz-revista-917457647.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/08/23/hitler-era-descendente-de-africanos-judeus-diz-revista-917457647.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-5125340201736590562?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/5125340201736590562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=5125340201736590562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/5125340201736590562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/5125340201736590562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/08/hitler-era-descendente-de-africanos-e.html' title='Hitler era descendente de africanos e judeus, diz revista'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-8820691659191323178</id><published>2010-06-22T18:41:00.005-03:00</published><updated>2010-06-22T19:39:39.216-03:00</updated><title type='text'>Pessoal particular</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/TCE6cA-q8DI/AAAAAAAAAW0/PJipeOB36os/s1600/red-fox-mother-pup_12667_990x742.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/TCE6cA-q8DI/AAAAAAAAAW0/PJipeOB36os/s400/red-fox-mother-pup_12667_990x742.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485730074087583794" /&gt;&lt;/a&gt;Photo by Sean Crane, National Geographic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Pessoal particular&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seu Jorge&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe que eu quero, muito lhe espero&lt;br /&gt;Mas agora o assunto é particular&lt;br /&gt;Não acabou o amor, só o compromisso&lt;br /&gt;Isto não é banal, está com um novo amor&lt;br /&gt;E batalhou por isso, isto é muito pessoal.&lt;br /&gt;Ela sabe que eu quero, quanto tempo for espero&lt;br /&gt;Me desejo, me derreto com seu jeito de me olhar&lt;br /&gt;Porque o seu amor já virou meu vício&lt;br /&gt;Eu posso até me dar mal&lt;br /&gt;Por não ser seu amor, ou não ter compromisso&lt;br /&gt;Isto é particular.&lt;br /&gt;Agora eu vou lhe dá uma dica, uma dica&lt;br /&gt;O mundo é tão lindo&lt;br /&gt;Ainda tem eu aqui te querendo, querendo ( ainda por cima tem eu te querendo, te querendo )&lt;br /&gt;Acordei pensando nisso&lt;br /&gt;E o bom da vida é viver bem&lt;br /&gt;Estar bem, querer bem&lt;br /&gt;Deixa eu namorar&lt;br /&gt;Viver bem&lt;br /&gt;Estar bem, querer bem&lt;br /&gt;Não é nada mau&lt;br /&gt;Viver bem, estar bem é particular&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8820691659191323178?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8820691659191323178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8820691659191323178' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8820691659191323178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8820691659191323178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/06/pessoal-particular.html' title='Pessoal particular'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/TCE6cA-q8DI/AAAAAAAAAW0/PJipeOB36os/s72-c/red-fox-mother-pup_12667_990x742.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-153693326135562712</id><published>2010-06-20T23:27:00.002-03:00</published><updated>2010-06-20T23:30:42.722-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><title type='text'>Periodização - História da Filosofia</title><content type='html'>&lt;div style="width:425px" id="__ss_4559232"&gt;&lt;strong style="display:block;margin:12px 0 4px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/lcbasso/periodizacao-histria-da-filosofia" title="Periodizacao - História da Filosofia"&gt;Periodizacao - História da Filosofia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;object id="__sse4559232" width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=periodizacao-100620212610-phpapp01&amp;stripped_title=periodizacao-histria-da-filosofia" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" 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scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matérias'/><title type='text'>Biografias - Para 1o ano</title><content type='html'>&lt;div style="width:425px" id="__ss_4559212"&gt;&lt;strong style="display:block;margin:12px 0 4px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/lcbasso/biografias-1-ano-4559212" title="Biografias 1º ano"&gt;Biografias 1º ano&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;object id="__sse4559212" width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=biografias1ano-100620211940-phpapp01&amp;stripped_title=biografias-1-ano-4559212" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed name="__sse4559212" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=biografias1ano-100620211940-phpapp01&amp;stripped_title=biografias-1-ano-4559212" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" 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href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/06/biografias-para-1o-ano.html' title='Biografias - Para 1o ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-499911857405299974</id><published>2010-06-19T16:22:00.002-03:00</published><updated>2010-06-19T16:50:11.593-03:00</updated><title type='text'>Introdução à Lógica</title><content type='html'>&lt;div style="width:425px" id="__ss_4549448"&gt;&lt;strong style="display:block;margin:12px 0 4px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/lcbasso/introduo-lgica" title="Introdução à Lógica"&gt;Introdução à Lógica&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;object id="__sse4549448" width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lgica4-100619144426-phpapp02&amp;amp;stripped_title=introduo-lgica"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed name="__sse4549448" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=lgica4-100619144426-phpapp02&amp;amp;stripped_title=introduo-lgica" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="padding:5px 0 12px"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-499911857405299974?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/499911857405299974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=499911857405299974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/499911857405299974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/499911857405299974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/06/introducao-logica.html' title='Introdução à Lógica'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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Como tal, ela se distingue da mera ética teórica, mais preocupada com a forma e a “cogência” (cogency) dos conceitos e dos argumentos éticos, pois, embora não possa abrir mão das questões propriamente formais (tradicionalmente estudadas pela metaética), está instada a resolver os conflitos éticos concretos. Tais conflitos surgem das interações humanas em sociedades a princípio seculares, isto é, que devem encontrar as soluções a seus conflitos de interesses e de valores sem poder recorrer, consensualmente, a princípios de autoridade transcendentes (ou externos à dinâmica do próprio imaginário social), mas tão somente “imanentes” pela negociação entre agentes morais que devem, por princípio, ser considerados cognitiva e eticamente competentes. Por isso, pode-se dizer que a bioética tem uma tríplice função, reconhecida acadêmica e socialmente: (1) descritiva, consistente em descrever e analisar os conflitos em pauta; (2) normativa com relação a tais conflitos, no duplo sentido de proscrever os comportamentos que podem ser considerados reprováveis e de prescrever aqueles considerados corretos; e (3) protetora, no sentido, bastante intuitivo, de amparar, na medida do possível, todos os envolvidos em alguma disputa de interesses e valores, priorizando, quando isso for necessário, os mais “fracos” (Schramm, F.R. 2002. Bioética para quê? Revista Camiliana da Saúde, ano 1, vol. 1, n. 2 –jul/dez de 2002 – ISSN 1677-9029, pp. 14-21). Mas a Bioética, como forma talvez especial da ética, é, antes, um ramo da Filosofia, podendo ser definida de diversos modos, de acordo com as tradições, os autores, os contextos e, talvez, os próprios objetos em exame. Algumas definições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Eu proponho o termo Bioética como forma de enfatizar os dois componentes mais importantes para se atingir uma nova sabedoria, que é tão desesperadamente necessária: conhecimento biológico e valores humanos.” (Van Rensselaer Potter, Bioethics. Bridge to the future. 1971) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “Bioética é o estudo sistemático das dimensões morais - incluindo visão moral, decisões, conduta e políticas - das ciências da vida e atenção à saúde, utilizando uma variedade de metodologias éticas em um cenário interdisciplinar”.(Reich WT. Encyclopedia of Bioethics. 2nd ed. New York; MacMillan, 1995: XXI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “A bioética, da maneira como ela se apresenta hoje, não é nem um saber (mesmo que inclua aspectos cognitivos), nem uma forma particular de expertise (mesmo que inclua experiência e intervenção), nem uma deontologia (mesmo incluindo aspectos normativos). Trata-se de uma prática racional muito específica que põe em movimento, ao mesmo tempo, um saber, uma experiência e uma competência normativa, em um contexto particular do agir que é definido pelo prefixo ‘bio’. Poderíamos caracteriza-la melhor dizendo que é uma instância de juízo, mas precisando que se trata de um juízo prático, que atua em circunstâncias concretas e ao qual se atribui uma finalidade prática a través de várias formas de institucionalização. Assim, a bioética constitui uma prática de segunda ordem, que opera sobre práticas de primera ordem, em contato direto com as determinações concretas da ação no âmbito das bases biológicas da existência humana.” (Ladrière, J. 2000. Del sentido de la bioética. Acta Bioethica VI(2): 199-218, p. 201-202).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “A palavra ‘bioética’ designa um conjunto de pesquisas, de discursos e práticas, via de regra pluridisciplinares, que têm por objeto esclarecer e resolver questões éticas suscitadas pelos avanços e a aplicação das tecnociências biomédicas. (...) A rigor, a bioética não é nem uma disciplina, nem uma ciência, nem uma nova ética, pois sua prática e seu discurso se situam na interseção entre várias tecnociências (em particular, a medicina e a biologia, com suas múltiplas especializações); ciências humanas (sociologia, psicologia, politologia, psicanálise...) e disciplinas que não são propriamente ciências: a ética, para começar; o direito e, de maneira geral, a filosofia e a teologia. (...) A complexidade da bioética é, de fato, tríplice. Em primeiro lugar, está na encruzilhada entre um grande número de disciplinas. Em segundo lugar, o espaço de encontro, mais o menos conflitivo, de ideologias, morais, religiões, filosofias. Por fim, ela é um lugar de importantes embates (enjeux) para uma multidão de grupos de interesses e de poderes constitutivos da sociedade civil: associação de pacientes; corpo médico; defensores dos animais; associações paramédicas; grupos ecologistas; agro-business; industrias farmacêuticas e de tecnologias médicas; bioindustria em geral” (Hottois, G 2001. Bioéthique. G. Hottois &amp; J-N. Missa. Nouvelle encyclopédie de bioéthique. Bruxelles: De Boeck, p. 124-126)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  “A bioética é o conjunto de conceitos, argumentos e normas que valorizam e justificam eticamente os atos humanos que podem ter efeitos irreversíveis sobre os fenômenos vitais” (Kottow, M., H., 1995. Introducción a la Bioética. Chile: Editorial Universitaria, 1995: p. 53)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Singer P 1994. Ética Prática. São Paulo: Martins Fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ghente.org/bioetica/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8089516841587232310?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8089516841587232310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8089516841587232310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8089516841587232310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8089516841587232310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/textos-3-ano.html' title='Textos 3º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-3149370348174650783</id><published>2010-05-16T12:21:00.001-03:00</published><updated>2010-05-16T12:21:26.247-03:00</updated><title type='text'>Texto 3º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial'&gt;&lt;strong&gt;Prólogo – "Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal" – Hannah Arendt&lt;span style='font-size:9pt'&gt;&lt;br /&gt;						&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Posso também imaginar muito bem que uma controvérsia autêntica poderia ter surgido do subtítulo do livro; pois quando falo da banalidade do mal, falo num nível estritamente factual, apontando um fenômeno que nos encarou de frente no julgamento. Eichmann não era nenhum lago, nenhum Macbeth e nada estaria mais distante de sua mente do que a determinação de Ricardo de "se provar um vilão". A não ser por sua extraordinária aplicação em obter progressos pessoais, ele não tinha nenhuma motivação. E esse aplicação em si não era de forma alguma criminosa; ele certamente nunca teria matado seu superior para ficar com seu posto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Para falarmos em termos coloquiais, ele simplesmente nunca percebeu o que estava fazendo. Foi precisamente essa falta de imaginação que lhe permitiu sentar meses a fio na frente do judeu alemão que conduzia o interrogatório da polícia, abrindo seu coração para aquele homem e explicando insistentemente como ele conseguira chegar só à patente de tenente-coronel da ss e que não fora falha sua não ter sido promovido. Em princípio ele sabia muito bem do que se tratava, e em sua declaração final à corte, falou da "reavaliação de valores prescrita pelo governo [nazista]". Ele não era burro. Foi pura irreflexão — algo de maneira nenhuma idêntico à burrice — que o predispôs a se tornar um dos grandes criminosos desta época. E se isso é "banal" e até engraçado, se nem com a maior boa vontade do mundo se pode extrair qualquer profundidade diabólica ou demoníaca de Eichmann, isso está longe de se chamar lugar-comum.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Certamente não é nada comum que um homem, diante da morte e, mais ainda, já no cadafalso, não consiga pensar em nada além do que ouviu em funerais a sua vida inteira, e que essas "palavras elevadas" pudessem toldar inteiramente a realidade de sua própria morte. Essa distância da realidade e esse desapego podem gerar mais devastação do que todos os maus instintos juntos — talvez inerentes ao homem; essa é, de fato, a lição que se pode aprender com o julgamento de Jerusalém. Mas foi uma lição, não uma explicação do fenômeno, nem uma teoria sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Aparentemente mais complicada, mas na verdade muito mais simples que examinar a estranha interdependência entre inconsciência e mal, é a questão relativa aos tipos de crime de que se tratava ali — um crime, além do mais, que todos concordam ser sem precedentes. Pois o conceito de genocídio, introduzido especificamente para cobrir um crime antes desconhecido e embora aplicável até certo ponto, não é inteiramente adequado, pela simples razão de que os massacres de povos inteiros não são sem precedentes. Eram a ordem do dia na Antiguidade, e os séculos de colonização e imperialismo fornecem muitos exemplos de tentativas desse tipo, mais ou menos bem-sucedidas. A expressão "massacres administrativos" é a que parece melhor definir o fato. O termo surgiu em relação ao imperialismo britânico; os ingleses deliberadamente rejeitaram esse procedimento como meio de manter seu domínio sobre a índia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;A expressão tem a virtude de dissipar a suposição de que tais atos só podem ser cometidos contra nações estrangeiras ou de raça diferente. É bem sabido que Hitler começou seus assassinatos em massa brindando os "doentes incuráveis" com "morte misericordiosa", e que pretendia ampliar seu programa de extermínio se livrando dos alemães "geneticamente defeituosos" (os doentes do coração e do pulmão). Mas à parte isso, é evidente que esse tipo de morte pode ser dirigido contra qualquer grupo determinado, isto é, que o princípio de seleção é dependente apenas de fatores circunstanciais. É bem concebível que na economia automatizada de um futuro não muito distante os homens possam tentar exterminar todos aqueles cujo quociente de inteligência esteja abaixo de determinado nível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Em Jerusalém essa questão foi discutida inadequadamente por ser de fato muito difícil de captar juridicamente. Ouvimos os protestos da defesa dizendo que Eichmann era afinal apenas uma "pequena engrenagem" na máquina da Solução Final, bem como os da acusação, que acreditava ter descoberto em Eichmann o verdadeiro motor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Eu mesma não atribuí às duas teorias importância maior do que a que lhes atribuiu a corte de Jerusalém, visto que toda a teoria da engrenagem é legalmente sem sentido e portanto não importa nada a ordem de magnitude que se atribui à "engrenagem" chamada Eichmann. Em sua sentença a corte naturalmente concedeu que tal crime só podia ser cometido por uma burocracia gigante usando os recursos do governo. Mas na medida em que continua sendo um crime — e essa é, de fato, a premissa de um julgamento — todas as engrenagens da máquina, por mais insignificantes que sejam, são na corte imediatamente transformadas em perpetradores, isto é, em seres humanos. Se o acusado se desculpa com base no fato de ter agido não como homem, mas como mero funcionário cujas funções podiam ter sido facilmente realizadas por outrem, isso equivale a um criminoso que apontasse para as estatísticas do crime — que determinou que tantos crimes por dia fossem cometidos em tal e tal lugar — e declarasse que só fez o que era estatisticamente esperado, que foi um mero acidente ele ter feito o que fez e não outra pessoa, uma vez que no fim das contas, alguém tinha de fazer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Claro que é importante para as ciências políticas e sociais que a essência do governo totalitário, e talvez a natureza de toda burocracia, seja transformar homens em funcionários e meras engrenagens, assim os desumanizando. E se pode debater prolongadamente e com proveito o governo de Ninguém, que é o que de fato significa a forma política conhecida como bureaucracia. Mas é preciso entender com clareza que as decisões da justiça podem considerar esses fatores só na medida em que são circunstâncias do crime — como num caso de roubo em que a condição econômica do ladrão é levada em conta sem desculpar o roubo e muito menos apagar sua existência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;É verdade que a psicologia e sociologia modernas, sem falar da burocracia moderna, nos acostumaram demais a explicar a responsabilidade do agente sobre seu ato em termos deste ou daquele determinismo. Mas é discutível se essas explicações aparentemente profundas das ações humanas são certas ou erradas. O que é indiscutível é que nenhum procedimento judicial seria possível com base nelas, e que a administração de justiça com base nessas teorias seria uma instituição muito pouco moderna, para não dizer ultrapassada. Quando Hitler disse que viria o dia em que na Alemanha se consideraria uma "desgraça" ser jurista, ele estava falando com absoluta coerência de seu sonho de uma burocracia perfeita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Todos eles [conceitos jurídicos] concordam num ponto: ordens manifestamente criminosas não devem ser obedecidas. A corte, além disso, se referiu a um caso surgido anos antes em Israel: soldados foram levados a julgamento por massacrar habitantes civis de uma aldeia árabe na fronteira, pouco antes do começo da campanha do Sinai. Os habitantes foram encontrados na frente de suas casas depois do toque de recolher militar, de que aparentemente não tinham conhecimento. Infelizmente, a um exame mais minucioso a comparação parece deficiente sob dois aspectos. Antes de mais nada, devemos considerar que a relação entre exceção e regra, que é de primordial importância para reconhecer a criminalidade de uma ordem executada por um subordinado, foi invertida no caso dos atos de Eichmann.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Portanto, com base nesse argumento poderíamos efetivamente defender a negativa de Eichmann a obedecer certas ordens de Himmler, ou sua hesitação em obedecer: elas eram manifestas exceções à regra dominante. O julgamento concluiu que isso era especialmente incriminador para o acusado, o que certamente era muito compreensível, mas não muito coerente. Isso se pode ver com facilidade nas conclusões pertinentes das cortes militares israelenses que foram citadas como apoio pelos juizes. E que dizem o seguinte: para ser desobedecida, a ordem precisa ser "manifestamente ilegal"; a ilegalidade "deve tremular acima dela "como uma bandeira negra, como um aviso dizendo 'proibido'".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Em outras palavras, a ordem, para ser reconhecida pelo soldado como "manifestamente ilegal", tem de violar, por sua excepcionalidade, os cânones do sistema legal ao qual ele está acostumado. E a jurisprudência israelense concorda nesses pontos com a de outros países. Sem dúvida, ao formular esses artigos, os legisladores estavam pensando em casos como o de um oficial que repentinamente enlouquece e ordena, digamos, a seus subordinados que matem outro oficial. Em qualquer julgamento comum de um caso assim ficaria claro imediatamente que o que foi ordenado ao soldado não foi que consultasse a voz da consciência ou um "sentido de legalidade que existe no fundo de toda consciência humana, até daqueles que não estão familiarizados com os livros de leis [...] contanto que o olho não seja cego e o coração não seja duro e corrompido". Ao contrário, o que se espera do soldado é que seja capaz de distinguir entre a regra e a notável exceção à regra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Se aplicarmos todo esse arrazoado ao caso de Eichmann de forma significativa, somos forçados a concluir que Eichmann agiu inteiramente dentro dos limites do tipo de discernimento que se esperava dele: agiu de acordo com a regra, examinou a ordem expedida para ele quanto à sua legalidade "manifesta", sua regularidade; não teve de depender de sua "consciência", uma vez que não era daqueles que não têm familiaridade com as leis do seu país. O caso era exatamente o contrário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Resta, porém, um problema fundamental, que está implicitamente presente em todos esses julgamentos pós-guerra e que tem de ser mencionado aqui porque toca uma das grandes questões morais de todos os tempos, especificamente a natureza e a função do juízo humano. O que exigimos nesses julgamentos, em que os réus cometeram crimes "legais" é que os seres humanos sejam capazes de diferenciar o certo do errado mesmo quando tudo o que têm para guiá-los seja apenas seu próprio juízo, que, além do mais, pode estar inteiramente em conflito com o que eles devem considerar como opinião unânime de todos a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;E essa questão é ainda mais séria quando sabemos que os poucos que foram suficientemente "arrogantes" para confiar em seu próprio julgamento não eram, de maneira nenhuma, os mesmos que continuavam a se nortear pelos velhos valores, ou que se nortearam por crenças religiosas. Desde que a totalidade da sociedade respeitável sucumbiu a Hitler de uma forma ou de outra, as máximas morais que determinam o comportamento social e os mandamentos religiosos — "Não matarás!" — que guiam a consciência virtualmente desapareceram. Os poucos ainda capazes de distinguir certo e errado guiavam-se apenas por seus próprios juízos, e com toda liberdade; não havia regras às quais se conformar, às quais se pudessem conformar os casos particulares com que se defrontavam. Tinham de decidir sobre cada caso quando ele surgia, porque não existiam regras para o inaudito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;A controvérsia gerada por este livro, assim como a controvérsia, semelhante em muitos aspectos, sobre O deputado, de Hochhuth, revelou o quanto os homens de nosso tempo são perturbados por essa questão do juízo (ou, como se diz muitas vezes, pelas pessoas que ousam "julgar"). O que veio à luz não foi nem niilismo, nem cinismo, como se poderia esperar, mas uma confusão bastante extraordinária sobre questões elementares de moralidade — como se um instinto em tais questões fosse realmente a última coisa que se pudesse esperar de nosso tempo. As muitas notas curiosas surgidas no correr dessas disputas parecem particularmente reveladoras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://hannaharendt.wordpress.com/2009/10/22/epilogo-eichmann-em-jerusalem-um-relato-sobre-a-banalidade-do-mal-arendt/&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-3149370348174650783?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/3149370348174650783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=3149370348174650783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/3149370348174650783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/3149370348174650783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/texto-3-ano.html' title='Texto 3º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-8569938677790961050</id><published>2010-05-15T17:13:00.001-03:00</published><updated>2010-05-15T17:13:17.054-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8569938677790961050?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8569938677790961050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8569938677790961050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8569938677790961050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8569938677790961050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-7809180627749618146</id><published>2010-05-15T13:46:00.002-03:00</published><updated>2010-05-15T15:16:45.305-03:00</updated><title type='text'>Liberdade Liberdade</title><content type='html'>Vem ver, vem reviver comigo amor&lt;br /&gt;O centenário em poesia&lt;br /&gt;Nesta pátria, mãe querida&lt;br /&gt;O império decadente, muito rico, incoerente&lt;br /&gt;Era fidalguia&lt;br /&gt;Surgem os tamborins, vem emoção&lt;br /&gt;A bateria vem no pique da canção&lt;br /&gt;E a nobreza enfeita o luxo do salão&lt;br /&gt;Vem viver o sonho que sonhei&lt;br /&gt;Ao longe faz-se ouvir&lt;br /&gt;Tem verde e branco por aí&lt;br /&gt;Brilhando na Sapucaí&lt;br /&gt;Da guerra nunca mais&lt;br /&gt;Esqueceremos do patrono, o duque imortal&lt;br /&gt;A imigração floriu de cultura o Brasil&lt;br /&gt;A música encanta e o povo canta assim&lt;br /&gt;Pra Isabel, a heroína&lt;br /&gt;Que assinou a lei divina&lt;br /&gt;Negro, dançou, comemorou o fim da sina&lt;br /&gt;Na noite quinze reluzente&lt;br /&gt;Com a bravura, finalmente&lt;br /&gt;O marechal que proclamou&lt;br /&gt;Foi presidente&lt;br /&gt;Liberdade, liberdade!&lt;br /&gt;Abra as asas sobre nós&lt;br /&gt;E que a voz da igualdade&lt;br /&gt;Seja sempre a nossa voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fKX2Mu_hDyY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed 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href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7809180627749618146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/liberdade-liberdade.html' title='Liberdade Liberdade'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-3120775011960786548</id><published>2010-05-15T13:36:00.002-03:00</published><updated>2010-05-15T13:44:06.533-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 153, 153); line-height: 15px; font-size: 11px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); line-height: 25px; font-size: 20px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1 id="identificador_musica" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 17.5pt; font-weight: 400; text-transform: none; letter-spacing: normal; color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic; text-decoration: none; line-height: 26px; "&gt;O Inferno São Os Outros&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; font-size: 16px; "&gt;&lt;h2 style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 13.5pt; font-weight: 400; text-transform: none; letter-spacing: normal; color: rgb(183, 183, 0); text-decoration: none; "&gt;&lt;a id="identificador_artista" href="http://letras.terra.com.br/titas/" style="color: rgb(183, 183, 0); font-size: 13.5pt; text-decoration: none; text-transform: none; "&gt;Titãs&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 13.5pt; font-weight: 400; text-transform: none; letter-spacing: normal; color: rgb(183, 183, 0); text-decoration: none; "&gt;&lt;a id="identificador_artista" href="http://letras.terra.com.br/titas/" style="color: rgb(183, 183, 0); font-size: 13.5pt; text-decoration: none; text-transform: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 153, 153); line-height: 15px; font-size: 11px; "&gt;Composição: Branco Mello / Charles Gavin / Tony Bellotto&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;O Inferno São Os Outros&lt;br /&gt;Não quero rotina, nem disciplina,&lt;br /&gt;Não tenho hora, pra ir embora&lt;br /&gt;Não vou pro trabalho, não ganho dinheiro&lt;br /&gt;Não ando na moda, não olho no espelho&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;Não tenho endereço, casa, nome e sobrenome&lt;br /&gt;Não tenho documento, carro, conta e telefone&lt;br /&gt;Se todo mundo acha, que estou errado, eu acho que não&lt;br /&gt;Se todo mundo acha, que estou louco, eu acho que não&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;O problema não é meu&lt;br /&gt;O paraíso é para todos&lt;br /&gt;O problema não sou eu&lt;br /&gt;O inferno são os outros, o inferno são os outros&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;Não tenho amigo, nem inimigo&lt;br /&gt;Não me engano mais&lt;br /&gt;Ninguém vive em paz&lt;br /&gt;Não uso relógio&lt;br /&gt;Não escondo a idade&lt;br /&gt;Não ouço conselho&lt;br /&gt;E nem falo a verdade&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;Não tenho endereço, casa, nome e sobrenome&lt;br /&gt;Não tenho documento, carro, conta e telefone&lt;br /&gt;Se todo mundo acha, que estou errado, eu acho que não&lt;br /&gt;Se todo mundo acha, que estou louco, eu acho que não&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;O problema não é meu&lt;br /&gt;O paraíso é para todos&lt;br /&gt;O problema não sou eu&lt;br /&gt;O inferno são os outros, o inferno são os outros&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(85, 85, 85); font-size: 13px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="660" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oNpFAY_wFNc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oNpFAY_wFNc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="660" 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href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/o-inferno-sao-os-outros-titas.html' title=''/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-6066104722150233804</id><published>2010-05-15T13:21:00.002-03:00</published><updated>2010-05-15T13:35:28.862-03:00</updated><title type='text'>Textos 2º ano</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;1. Conceito de Liberdade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Apesar de todos os condicionamentos, o homem é um ser livre, pois em última instância é sempre ele que decide agir ou não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;-. Sendo livre pode decidir ajustar-se ou não às regras sociais que encontra. Pode realizar ou não actos que constituem verdadeiras rupturas com os condicionalismos e as solicitações externas ou internas (Liberdade de).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;-Sendo livre toma decisões que têm como objectivo responder à sua necessidade de realização pessoal, em conformidade com o seu próprio projecto de vida (Liberdade para).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Mas o que se entende por liberdade? - Designa a capacidade que todo o homem possui de actuar segundo a sua própria decisão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;2.Pressupostos da Liberdade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A liberdade implica:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;-Autonomia do sujeito face às suas condicionantes. Embora o homem esteja sempre condicionado por factores externos e internos, para que uma acção possa ser considerada livre é necessário que ele seja a causa do seus actos, isto é, que tenha uma conduta livre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;-Consciência da acção. A acção humana é a manifestação de uma vontade livre e portanto consciente do seus actos. Este pressuposto implica que o sujeito não ignore a intenção, os motivos e as circunstâncias, assim como as consequencias da  da própria acção. Pressuposto que está todavia longe de estar sempre satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;-Escolhas fundamentada em valores. A acção implica sempre a manifestação de certas preferências, implicando o homem nessa escolha. Nem sempre contudo, esta dimensão da liberdade é consciente, embora seja sempre materializada na própria acção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;3.Formas de Liberdade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Liberdade interior: autonomia face a si mesmo (Liberdade psicológica) e de agir segundo valores livremente escolhidos (Liberdade Moral)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;- Liberdade Exterior: autonomia face à sociedade (Liberdade sociológica) e de exercer os direitos básicos de qualquer cidadão (Liberdade Política).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;4. Responsabilidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A liberdade é inseparável da responsabilidade, pois aquele que reconhece como suas determinadas decisões, tem que igualmente reconhecer e assumir as consequências e os efeitos das mesmas. Este será uma assunto que desenvolvermos em detalhe quando abordarmos, em detalhe, a dimensão ética do agir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;5. Individualização&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Embora o homem não seja livre de escolher  o que lhe acontece, é todavia livre de responder desta ou daquela forma ao que lhe acontece (F. Salvater).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;É nestas escolhas que o homem faz que define a sua individualidade, personalidade. As opções que tomamos ao longo da vida é que nos diferenciam. É por elas que somos julgados e avaliados nas nossas condutas. Aquilo que somos manifesta-se portanto naquilo que fazemos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Carlos Fontes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: small; color: rgb(34, 136, 34); line-height: 16px; "&gt;&lt;b&gt;afilosofia.no.sapo&lt;/b&gt;.&lt;b&gt;pt&lt;/b&gt;/&lt;b&gt;10accao3&lt;/b&gt;.&lt;b&gt;htm&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-6066104722150233804?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/6066104722150233804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=6066104722150233804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6066104722150233804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6066104722150233804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/textos-2-ano.html' title='Textos 2º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-2456963008562329930</id><published>2010-05-15T13:02:00.002-03:00</published><updated>2010-05-15T13:19:11.053-03:00</updated><title type='text'>Críticas 1º ano</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Ridley Scott filma Robin Hood político e restitui força do herói&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Com liberdades em relação à história, diretor trata o nascimento do mito com ênfase para as cenas de batalha &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALEXANDRE AGABITI FERNANDEZ&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;COLABORAÇÃO PARA A FOLHA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ncarnação da justiça social, símbolo da revolta dos fracos contra os poderosos, o mito medieval de Robin Hood foi muito parodiado no cinema, quando não literalmente ridicularizado. É o que acontece em "Os Aventureiros do Tempo", de Terry Gilliam (1981), ou em "Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões" (1991), de Kevin Reynolds, com Kevin Costner na pele do justiceiro. Diluída, a lenda recupera força pelas mãos de Ridley Scott. O filme fala mais do nascimento do mito do que do próprio. Para isso, toma algumas liberdades em relação à história.&lt;br /&gt;A mais importante, e que está na origem de todas as outras liberdades, é fazer Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, perecer no retorno da Terceira Cruzada, durante o cerco a um castelo na França. O roteiro também muda algumas coisas na lenda. A tradição reza que Robin de Locksley é um fidalgo. No filme, Robin (Russell Crowe) tem o sobrenome Longstride e é um humilde arqueiro a serviço do rei Ricardo (Danny Huston).&lt;br /&gt;Depois de algumas peripécias, ele assume a identidade de Sir Robert Loxley (Douglas Hodge), cavaleiro real morto enquanto levava a coroa de volta à Inglaterra. Fingindo ser Loxley, Robin acaba entregando a coroa ao inepto João sem Terra (Oscar Isaac), irmão de Ricardo, que se torna o novo soberano. Em seguida, vai a Nottingham, terra do verdadeiro Loxley, e acaba vivendo com a mulher deste, Lady Marian (Cate Blanchett). O Robin Hood revisto por Ridley Scott vai se tornando cada vez mais político à medida que a narrativa avança.&lt;br /&gt;Ele não é ainda "aquele que rouba dos ricos para dar aos pobres", mas é descrito como arauto da causa democrática, em luta contra os poderes instituídos -sejam eles o corrupto xerife do condado ou o próprio João sem Terra. Este aumenta os impostos a ponto de condenar boa parte da população à fome; trai a Magna Carta, que o impedia de exercer o poder absoluto, e leva a Inglaterra à beira da guerra civil.&lt;br /&gt;Como de hábito, Scott mostra gosto por cenas de batalha. A melhor é a do cerco de Ricardo ao castelo, com lançamento de líquidos viscosos ferventes e corpos caindo das torres. A menos convincente é a do combate final, em que o Exército francês é vencido ao desembarcar na Inglaterra. A chuva de flechas é perfeita demais para ser verossímil, a montagem fragmenta excessivamente os movimentos e o espaço, e a presença de Lady Marian -com armadura- só serve para que Robin a salve, adoçando o austero romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;hr  noshade="" style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;b&gt;ROBIN HOOD &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Ridley Scott&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Produção:&lt;/b&gt; EUA/Reino Unido, 2010&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Onde:&lt;/b&gt; nos cines Bristol, Center Norte Cinemark e circuito&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Com:&lt;/b&gt; Russell Crowe, Cate Blanchett&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Classificação:&lt;/b&gt; 14 anos&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Avaliação:&lt;/b&gt; bom &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1405201018.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1405201018.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; color: rgb(56, 48, 51); font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif, Arial, Helvetica; font-size: 12px; line-height: 14px; "&gt;&lt;h5 style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 20px; margin-right: 20px; margin-bottom: 15px; margin-left: 20px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 14px; font-weight: bold; color: rgb(55, 54, 51); width: auto; min-height: 43px; "&gt;Rodrigo Fonseca &lt;br /&gt;&lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;O Globo&lt;/small&gt; | &lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;15:15h&lt;/small&gt; | &lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;29.ABR.2010&lt;/small&gt; &lt;br /&gt;&lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;&lt;/small&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;strong style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 20px; font-style: normal; font-weight: bold; font-size: 14px; color: rgb(55, 54, 51); text-decoration: none; display: block; "&gt;Vulcão 3-D de licença poética‘&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; padding-top: 20px; padding-right: 20px; padding-bottom: 20px; padding-left: 20px; width: auto; "&gt;‘Alice no País das Maravilhas’ substitui a menininha indefesa da versão animada dos estúdios Disney de 1951 (que sedimentou a personagem de Lewis Carroll no imaginário cinéfilo) por uma Joana d’Arc impávida, cuja gana guerreira vem do talento da atriz australiana Mia Wasikowska. Tal releitura — que vem ouriçando o conservadorismo da crítica — comprova o pecado cometido por Timothy William Burton: o pecado da autoralidade. Abençoada seja!&lt;br /&gt;É zero a subserviência do diretor de “Ed Wood” à fauna de Carroll — compreensível quando se trata da filtragem de um autor por outro. Há fusões e reduções de personagens e plots dramáticos nesta revisão burtoniana dos livros “Através do espelho” (1871) e “Aventuras de Alice no País das Maravilhas” (1865). Da revisão, brota um vulcão multicolorido, realçado pelo 3-D, que deixa evidente o único rasgo de fidelidade do cineasta à matéria-prima: vem de Carroll a necessidade de impor o nonsense ao realismo. Daí os exageros — e as licenças poéticas — de um filme que tem no Chapeleiro Maluco (o bruxo Johnny Depp) um arlequim triste. Triste por perceber, no contato com Alice, sua própria inadequação a um mundo onde a falta de regras não aplaca solidões. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; padding-top: 20px; padding-right: 20px; padding-bottom: 20px; padding-left: 20px; width: auto; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;h5 style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 20px; margin-right: 20px; margin-bottom: 15px; margin-left: 20px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 14px; font-weight: bold; color: rgb(55, 54, 51); width: auto; min-height: 43px; "&gt;Érico Reis &lt;br /&gt;&lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;O Globo&lt;/small&gt; | &lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;15:13h&lt;/small&gt; | &lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;29.ABR.2010&lt;/small&gt; &lt;br /&gt;&lt;small style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; color: rgb(37, 169, 224); "&gt;&lt;/small&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;strong style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 20px; padding-bottom: 0px; padding-left: 20px; font-style: normal; font-weight: bold; font-size: 14px; color: rgb(55, 54, 51); text-decoration: none; display: block; "&gt;Uma história lisérgica demais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; padding-top: 20px; padding-right: 20px; padding-bottom: 20px; padding-left: 20px; width: auto; "&gt;O.k., este Bonequinho admite sua total incapacidade de decifrar charadas filosóficas e psicológicas contidas na obra de Lewis Carroll. Esperava que Tim Burton, diretor de obras de visual e proposta requintados como a animação “A noiva-cadáver” lançasse luz nos enigmas propostos por Carroll. Mas as adivinhações e paralelos formulados pelo escritor inglês não ficaram claros. Burton não buscou fidelidade nos dois livros de Charles Dodgson, nome verdadeiro de Lewis Carroll: “Aventuras de Alice no País das Maravilhas” e sua continuação, “Através do espelho”.&lt;br /&gt;A infidelidade começa com a protagonista (Mia Wasikowska), que, no filme de Burton, tem 19 anos, não é mais uma garotinha, e volta a um mundo fantástico ao cair numa toca de coelho, onde reencontra amigos como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) empenhados em se defender da déspota Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter).&lt;br /&gt;Visualmente, o filme é impecável, valorizado pelo formato 3-D e por efeitos visuais de primeira. O elenco, com destaque para Helena, impagável no efeito que lhe aumenta a cabeça, também está bem. Mas apesar (ou por causa) de Tim Burton, a história segue lisérgica demais. &lt;/p&gt;&lt;p style="outline-style: none; outline-width: initial; outline-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; padding-top: 20px; padding-right: 20px; padding-bottom: 20px; padding-left: 20px; width: auto; "&gt;&lt;a href="http://rioshow.oglobo.globo.com//eventos/criticas-profissionais/alice-no-pais-das-maravilhas-2191.aspx"&gt;http://rioshow.oglobo.globo.com//eventos/criticas-profissionais/alice-no-pais-das-maravilhas-2191.aspx&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-2456963008562329930?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/2456963008562329930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=2456963008562329930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2456963008562329930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2456963008562329930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/criticas-1-ano.html' title='Críticas 1º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-2935854634340279696</id><published>2010-05-15T10:06:00.004-03:00</published><updated>2010-05-15T10:20:47.451-03:00</updated><title type='text'>Atenção a este tema: Web tem guerra eleitoral suja</title><content type='html'>*Matéria do iG bem legal. Importante pq td dia a gente tem cx de mails invadida por tranqueiras contra Lula, Dilma e Serra. Escolha seu voto com base em informações, não em fofoca. E, mesmo assim, selecione as fontes de suas informações.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: -webkit-xxx-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica; font-size: 12px; "&gt;&lt;h2 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal bold 32px/36px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Guerra suja eleitoral acontece na internet&lt;/h2&gt;&lt;h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 16px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 18px/22px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Facilidade de acesso e a sensação de anonimato permitem que centenas de pessoas publiquem elogios e acusações sobre candidatos&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(238, 238, 238); font-family: arial; line-height: 21px; "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal bold 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Nara Alves, iG São Paulo&lt;/strong&gt; | &lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;14/05/2010 19:34&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(238, 238, 238); font-family: arial; line-height: 21px; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(238, 238, 238); font-family: arial; line-height: 21px; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 14px; line-height: 20px; "&gt;A baixaria eleitoral ganhou definitivamente sua versão 2.0. As campanhas presidenciais e simpatizantes de Dilma Rousseff e José Serra travam uma verdadeira guerra suja digital. Com dois agravantes: a facilidade de acesso e a sensação de anonimato. Se no mundo analógico seria quase impossível um cidadão comum publicar uma coluna no jornal ou exibir sua opinião na televisão, na internet qualquer pessoa pode fazer isso a qualquer momento. E, ainda, sem se identificar. Em poucos minutos, uma informação – verdadeira ou falsa – navega de um blog a outro, invade redes sociais e caixas de email, atingindo potencialmente os 65 milhões de internautas, metade do eleitorado brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(238, 238, 238); font-family: arial; line-height: 21px; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 14px; line-height: 20px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(238, 238, 238); font-family: arial; line-height: 21px; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-size: 14px; line-height: 20px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica; line-height: normal; font-size: 12px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Diferente das eleições anteriores, a área de internet não está subordinada à coordenação da campanha tucana nas demais mídias, como rádio e TV. Neste ano, há uma equipe independente, não subordinada ao marqueteiro Luiz Gonzalez, liderada pelo cientista político Eduardo Graeff, também tesoureiro da campanha. O PSDB estima que haja cerca de 150 blogs considerados pró-tucanos, ou seja, que existam para reforçar a convicção de quem já pretende votar em candidatos do partido. Outros 150 blogs seriam anti-petistas, segundo Graeff.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Um exemplo de blog anti-petista é o &lt;a href="http://naoquerodilma.blogspot.com/" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: underline; color: rgb(0, 80, 136); "&gt;“Eu não quero Dilma Rousseff presidente do Brasil”, &lt;/a&gt;que nasceu a partir de uma comunidade na rede social Facebook. O criador da página se apresenta como Flavio Ortigao, um carioca formado em bioquímica e microbiologia técnica sem ligação partidária formal com o PSDB. Em um dos posts publicados no blog, Ortigao diz: “No Brasil, uma candidata representando um grupo político com uma visão totalitária ameaça as liberdades individuais, o direito de propriedade e a liberdade de expressão. Nós, os amantes da liberdade, rejeitamos isso”.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;As hostilidades atingem tucanos no mesmo grau. O blog &lt;a href="http://byebyeserra.wordpress.com/" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: underline; color: rgb(0, 80, 136); "&gt;“Tia Carmela e o Zezinho”, &lt;/a&gt;registrado como “Bye-bye Serra”, usa a sátira para atacar José Serra. O blog faz a seguinte pergunta: Para onde Serra deve ir depois de perder a eleição novamente em 2010? Mais de mil pessoas já votaram na enquete. O autor da página não se identifica, mas na descrição explica que “o escárnio aqui realizado destina-se a fazer humor e não pretende prejudicar ninguém que não mereça”.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Graeff atribui os ataques online contra Serra a “soldados do PT, sindicatos e ONGs aparelhadas”. Segundo ele, essas páginas já disseminaram sete mentiras sobre o candidato tucano. “Dizem que Serra não gosta de nordestinos, que vai acabar com o Bolsa Família, que ele é contra a Zona Franca de Manaus, que vai suspender concursos públicos, arrochar salários dos funcionários, tirar direitos desta ou daquela categoria, e privatizar o Banco do Brasil, a Petrobras, o Pão de Açúcar e o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu”.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica; line-height: normal; font-size: 12px; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Para rebater as mensagens disseminadas pelos blogs, Graeff criou o &lt;a href="http://www.gentequemente.org.br/" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: underline; color: rgb(0, 80, 136); "&gt;“Gente que mente”. &lt;/a&gt;Na descrição, o partido esclarece que “esse blog foi criado pelo PSDB e é administrado por um grupo de colaboradores do partido. O nosso objetivo é combater o uso da mentira como arma política”. Na lista de mentiras apontadas pelo blog estão, principalmente, declarações de Dilma Rousseff e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre obras e projetos do governo petista.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;No fim de abril, o PT ingressou com duas representações contra o PSDB por considerar o site um ataque à honra da pré-candidata petista. “É uma campanha suja contra Dilma”, diz o deputado José Eduardo Cardozo (SP), secretário-geral do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma. Um dos exemplos de agressão dado pelo deputado é a frase “Dilma, só fraude explica”, divulgada pelo site. Uma das representações foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e acusa os tucanos de propaganda negativa e antecipada. Se o PSDB for condenado, terá que pagar multa de 5 mil reais a 25 mil reais, além de retirar o conteúdo do site. A segunda, criminal, junto à Procuradoria Geral da República, tem como alvo Eduardo Graeff. A pena para o crime vai de um a seis meses de detenção, além de multa.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;De acordo com Graeff, a audiência do “Gente que mente” aumentou em dez vezes após as representações. Além deste, o dirigente tucano registrou outro domínio anti-petista. O site “Petralhas” foi registrado pelo Instituto Social Democrata, criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e está inativo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;strong style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; "&gt;Manuais anti-Dilma e anti-Serra&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;As duas campanhas montaram centrais de produção de informações para abastecer os parlamentares e lideranças envolvidas no debate da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Os governistas recebem emails com a reprodução de artigos e análises publicados pela mídia em defesa da pré-candidata petista e do PT e de ataques ao adversário. Nos emails dos deputados da base aliada, é comum o recebimento de matérias criticando a cobertura da imprensa, considerada sem equilíbrio.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Na oposição, uma linha da estratégia é orientar os parlamentares para apresentação de discurso afinado de temas relevantes da semana. Via e-mail, integrantes do PSDB, DEM e PPS receberam “papers” com sugestões de argumentos a serem explorados em entrevistas. O texto foi atribuído a Luiz Gonzalez, que nega a autoria.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 14px/20px arial; color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/guerra+suja+eleitoral+acontece+na+internet/n1237619468787.html"&gt;http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/guerra+suja+eleitoral+acontece+na+internet/n1237619468787.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(51, 51, 51); font-family:arial, sans-serif;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial, helvetica;"&gt;&lt;div class="barra-superior" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; clear: both; height: 21px; border-bottom-style: solid; border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); "&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/21px arial !important; color: rgb(238, 238, 238); float: left; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(51, 51, 51);  line-height: 20px; font-size:14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/21px arial !important; color: rgb(238, 238, 238); float: left; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/21px arial !important; color: rgb(238, 238, 238); float: left; "&gt;&lt;cite style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; list-style-type: none; list-style-position: initial; list-style-image: initial; text-decoration: none; font: normal normal normal 12px/normal arial !important; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-2935854634340279696?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/2935854634340279696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=2935854634340279696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2935854634340279696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2935854634340279696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/05/atencao-este-tema-web-tem-guerra.html' title='Atenção a este tema: Web tem guerra eleitoral suja'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-2421210958680529220</id><published>2010-04-28T11:48:00.002-03:00</published><updated>2010-04-28T12:00:28.586-03:00</updated><title type='text'>Dinâmica do abrigo nuclear</title><content type='html'>É uma apresentação, e não consigo colocar o gadget aqui sem interferir na estrutura da página. Se alguém souber, por favor, me ensine. Essa aqui é bem mais simples. Sorry.&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 16px; "&gt;&lt;h1 class="subject" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 8px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 19px; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0); line-height: 1.1; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; "&gt;Quem deve ser levado para um abrigo subterrâneo?&lt;/h1&gt;&lt;div class="content" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Imaginem que nossa cidade está sob ameaça de um bombardeio. Aproxima-se um homem e lhes solicita uma decisão imediata. Existe um abrigo subterrâneo que só pode acomodar seis pessoas. Mas 12 pretendem entrar.&lt;br /&gt;Abaixo, há uma relação das 12 pessoas interessadas a entrar no abrigo. Faça sua escolha, destacando apenas seis delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( ) Um violinista, com 40 anos, narcótico viciado.&lt;br /&gt;( ) Um advogado, com 25 anos.&lt;br /&gt;( ) A mulher do advogado, com 24 anos, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ou ficar juntos no abrigo, ou fora dele.&lt;br /&gt;( ) Um sacerdote com 75 anos.&lt;br /&gt;( ) Uma prostituta, com 34 anos.&lt;br /&gt;( ) Um ateu com 20 anos, autor de vários assassinatos.&lt;br /&gt;( ) Uma universitária que fez voto de castidade.&lt;br /&gt;( ) Um físico, 28 anos, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo uma arma.&lt;br /&gt;( ) Um declamador fanático, com 21 anos.&lt;br /&gt;( ) Uma menina de 12 anos, e baixo Q.I.&lt;br /&gt;( ) Um homossexual, com 47 anos.&lt;br /&gt;( ) Um excepcional, com 32 anos, que sofre de ataques epilépticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="content" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-2421210958680529220?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/2421210958680529220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=2421210958680529220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2421210958680529220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2421210958680529220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/dinamica-do-abrigo-nuclear.html' title='Dinâmica do abrigo nuclear'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-1223667102920468760</id><published>2010-04-26T17:24:00.004-03:00</published><updated>2010-04-28T12:40:12.765-03:00</updated><title type='text'>Prova 3º ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Turma,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Na minha postagem tá faltando o quadrinho no número 4. Não consigo postar na ordem (aahhhhhh... preciso urgente fazer um curso sobre web). Escolham se querem ver como pdf. É a prova de redação. Só q não vale a narração, só pode ser artigo de opinião ou carta.  &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;http://docs.google.com/fileview?id=0B8b0gwHmE8d2YWRlZWFlNzAtYTllZC00MTE5LTkwMTktYjQ3ZmYzZGI3NmZm&amp;amp;hl=en&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;http://&lt;span class="Apple-style-span"   style=" font-weight: normal;  color: rgb(0, 128, 0); font-family:arial, sans-serif;font-size:small;"&gt;www.ifgoias.edu.br/selecao/...2/prova%20-%20&lt;b&gt;vestibular&lt;/b&gt;%202009-2.pdf&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center"&gt;&lt;strong&gt;Avaliação de Filosofia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(CEFET-GO/2009-2) REDAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;*Nota da organizadora •  Será atribuída nota zero se a redação fugir ao tema proposto; se o candidato utilizar apenas alguma palavra ou expressão referente ao tema, mas sem a articulação de ideias que configurem o seu desenvolvimento; se o texto for considerado caótico, comprometendo o seu sentido. Também serão eliminados os candidatos cujo aproveitamento seja inferior a 30 pontos ou aqueles que apresentarem qualquer tipo de identificação na Folha de Redação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center"&gt;&lt;span style=" background-;font-size:10pt;color:#bfbfbf;"&gt;&lt;strong&gt;Tema: Trotes em universidades: os limites entre o rito de passagem e as brincadeiras de mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;COLETÂNEA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;1.   Raspar o cabelo de um calouro e chamá-lo de "bicho" pode parecer uma parte inofensiva do "trote" nas universidades de hoje, mas remete a uma tradição de humilhação que se inicia na era medieval, afirmam pesquisadores. Ninguém sabe exatamente quando ocorreu o primeiro trote, mas é certeza que foi antes de as universidades serem chamadas de "universidades". "As universidades medievais se formaram como apêndices da Igreja, quase como departamentos da Igreja Católica", explica Glauco Mattoso, autor do livro "O calvário dos carecas", de 1985, que conta como surgiu o trote.[...] Nessa época, o conhecimento era completamente restrito ao ambiente universitário. "Na Idade Média, todo mundo era analfabeto. Isso é antes do surgimento da imprensa, então os livros eram todos escritos à mão e muito raros. Era caro estudar. Quando alguém entrava em uma universidade, era um privilégio", explica o pesquisador. "Os alunos que já estavam na faculdade viam o novato como um verdadeiro bicho do mato. É daí que vem a ideia de chamar calouros de 'bichos'", conta Mattoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(Fonte: http://www.g1.globo.com./sites/especiais/noticias)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;2. "Qual é mesmo a Idade das Trevas"?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Por Marcos Guterman, Seção: Zeitgeist, História 00:31:06&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Veterano faz calouro da PUC-SP se embriagar: iniciação à barbárie.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;As cenas deprimentes dos trotes universitários deste ano me fizeram lembrar de "Os Intelectuais na Idade Média", livro do historiador francês Jacques Le Goff em que ele analisa como começou essa tradição na Europa, no século 14. Lá pelas tantas, ele escreve: "A iniciação de um novato é descrita como uma cerimônia de 'purgação', destinada a despojar o adolescente do seu jeito rústico, até mesmo xucro. Ironizam-se seu cheiro de animal selvagem, seu olhar desvairado, suas orelhas compridas, seus dentes parecidos com presas. Arrancam-lhe chifres e excrescências imaginárias. Lavam-no, dão-lhe um polimento nos dentes. Numa paródia de confissão, ele revela, por fim, seus vícios extraordinários. Desse modo o futuro intelectual abandona sua condição original, que se parece muito à do camponês, do rústico da literatura satírica da época. Da animalidade à humanidade, da rusticidade à urbanidade, essas cerimônias em que o velho fundo primitivo aparece deturpado e quase esvaziado de seu conteúdo original lembram que o intelectual foi arrancado do clima rural, da civilização agrária, do mundo selvagem da terra." Como se nota, na chamada "Idade das Trevas", o calouro era visto como um animal a ser humanizado. No século 21, parece ocorrer justamente o inverso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(Fonte: http://blog.estadão.com.br)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Comentário de: Edgard Benozatti [Visitante] adaptado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;11.02.09 @ 16:48&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Professor, o que realmente assusta não é ver jovens recém-ingressos na faculdade querendo se divertir e se confraternizar com os colegas com os quais vão conviver pelos próximos 4 anos, o que me assusta, caro professor, é essa onda do "politicamente correto", a qual atinge até as pessoas que eu tinha na mais alta estima intelectual, como você, querido professor. Jovens gostam de beber, meu caro, nós queremos forçar nossos limites ao máximo e viver intensamente. Se existe algum período em nossa existência em que nosso bem-estar vai ficar em segundo lugar, esse período é a faculdade, justamente nos nossos 20 e poucos anos. Compreendo que é o papel de alguns tentar impor limites aos que querem acabar com eles, porém, caro professor, não venha culpar uma tradição que visa à diversão e a criar vínculos entre os recém-ingressos na faculdade e os que nela já estão. Se você deseja culpar alguém por este sentimento de insegurança e revolta que lhe invadiu ao ver calouros sendo pintados e embriagados, culpe apenas o espírito da juventude.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Comentário de:Adriano Axel [Visitante] adaptado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;13.02.09@ 09:37&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Gostaria apenas de fazer um apelo a todos, ao Guterman e aos leitores deste blog, para que deixassem a crítica emotiva de lado e dessem um pouco de atenção a ponderações mais cuidadosas. Bixos que são pintados, por exemplo, numa situação normal não são apenas "pintados" como animais sob tratamento industrial. Estão felizes por comemorarem uma conquista pessoal e, ao mesmo tempo, estão dividindo essa comemoração com futuros amigos veteranos. Em termos de ritual, a informalidade da pintura funciona como uma espécie de catalizador da aproximação veterano-bixo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;3. [...] posso dizer, convictamente, que trote que respeita a vontade do bixo não é considerado trote. O gostoso, o excitante, o gerador de adrenalina é a subjugação do calouro pelo veterano. Devido a isto, acredito que as propostas de trote-cidadão (do tipo ações solidárias e/ou educativas como coletar lixo, pintar escolas, doar sangue, etc) estão fadadas ao insucesso, podendo mesmo serem transformadas em trotes tradicionais, caso  haja subjugação em suas realizações [...] Penso que  o trote habital (excluído os definidos como aberrantes) está aí presente e sob a anuência das instituições universitárias. É necessária maior definição para a sua abordagem no próximo ano: ou continua liberado ou se cria um meio termo, porque o limite entre o trote integrador-brincadeira e o trote abusivo é muito tênue e variável de pessoa para pessoa, não dá para ser objeto de um acordo entre os veteranos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(Fonte: http://www.interface.org.br/revista5/debates4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;4. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; "&gt;&lt;img src="http://www.tiagonepomuceno.com.br/tirinhas/trotando.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;5. Depois da alegria de ter passado no vestibular, o medo. A satisfação por ver que meses de estudo e dedicação haviam dado bons frutos convive com a preocupação com o trote, ritual de iniciação à vida universitária que não raro ganha as manchetes de jornais pelas suas características violentas. Foi esse o sentimento que tomou conta de Ana Cláudia Reis quando recebeu a notícia de que ingressaria no curso superior de Administração. Entretanto, o trote acabou sendo uma surpresa positiva para Ana Cláudia. Ela foi convidada pela comissão organizadora da recepção aos calouros das Faculdades Ibmec, em São Paulo, a participar de atividades recreativas em uma creche da cidade. "Eu me perguntava o que os veteranos iam fazer com a gente, se haveria brincadeiras de mau gosto", lembra. "Mas quando soube que o trote seria solidário, foi um alívio instantâneo." A experiência foi tão boa que hoje, três anos depois, ela  é  uma  das responsáveis pela coordenação da recepção aos calouros da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(Fonte: http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=3869)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;6.  O estudante Bruno César Ferreira, de 21 anos, vítima de agressão na segunda-feira, 9, durante trote do curso de medicina veterinária da Anhanguera Educacional, em Leme, disse que a única certeza que tem em relação ao seu futuro, como estudante, é de que não volta para a universidade na qual sofreu maus tratos. "Para lá eu não volto. Eles estão educando vândalos, não futuros profissionais. Tenho medo de ser reprimido.[...] Cheguei às 7 horas, entrei e lá pelas 8 horas fui ver os valores das mensalidades  na secretaria. Quando saí, um veterano me pediu para tirar a  camiseta, boné, meus pertences. Achei que ia raspar minha cabeça e me pintar, até aí tudo bem. Mas foi bem mais que isso, porque fizeram a gente (calouros) entrar em uma lona na qual tinha excremento de animais e aves em decomposição. Pensei: se isso representa a medicina veterinária, perdi a vontade", conta o estudante agredido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(SIMIONATO. Maurício. Aluno diz que foi chicoteado durante trote. Folha de S.Paulo, 11 fev. 09. Cotidiano C1. adaptado)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;7.  Era hora de descanso, passeávamos, conversando. Falamos dos colegas. Vi, então, de dentro da brandura patriarcal do Rabelo, descascar-se uma espécie de inesperado Tersito, produzindo injúrias e maldições. "Uma cáfila! Uma corja! Não imagina, meu caro Sérgio. Conte como uma desgraça ter de viver com esta gente." E esbeiçou um lábio sarcástico para os rapazes que passavam. "Aí vão as carinhas sonsas, generosa mocidade... Uns perversos! Têm mais pecados na consciência que um confessor no ouvido; uma mentira em cada dente, um vício em cada polegada da pele. Fiem-se neles. São servis, traidores, brutais, adulões. Vão juntos. Pensa-se que são amigos... Sócios da bandalheira! Fuja deles, fuja deles. Cheiram a corrupção, empestam de longe. Corja de hipócritas! Imorais! Cada dia de vida tem-lhes vergonha de véspera".[...] "Viu aquele da frente, que gritou calouro? Se eu dissesse o que se conta dele... aqueles olhinhos úmidos de Senhora das Dores... olhe; um conselho: faça-se aqui, faça-se homem. Os fracos perdem-se. Isto é uma multidão; é preciso força de cotovelos para romper. Não sou criança, nem idiota; vivo só e vejo de longe; mas vejo. Não pode imaginar. Os gênios fazem aqui dois sexos, como se fosse uma escola mista. Os rapazes tímidos, ingênuos, sem sangue, são brandamente impelidos para o sexo da fraqueza; são dominados, festejados, pervertidos como meninas ao desamparo. Quando, em segredo dos pais, pensam que o colégio é a melhor das vidas, com o acolhimento dos mais velhos, entre brejeiro e afetuoso, estão perdidos... faça-se homem, meu amigo! Comece por não admitir protetores."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;(POMPÉIA, Raul. O Ateneu. Porto Alegre: L&amp;amp;PM. 1999)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Proposta 1 – &lt;strong&gt;Carta de leitor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;A carta de leitor é um gênero que atende a diversos propósitos comunicativos, como opinar, elogiar, reclamar, reivindicar, entre outros. Encontrada frequentemente no meio jornalístico, a carta de leitor apresenta uma opinião sobre determinado assunto lido nos periódicos. A argumentação e a interlocução presentes nesse texto têm por finalidade convencer o interlocutor sobre determinado ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Suponha que você seja o pai ou a mãe de um calouro universitário que tenha vivido um trote. Diante de tantas reportagens lidas sobre a temática &lt;strong&gt;Trote em universidades: os limites entre o rito de passagem e as brincadeiras de um gosto&lt;/strong&gt;, você queira posicionar-se sobre a experiência vivida por seu filho, dialogando com o jornal ou revista por meio de uma carta de leitor. Considere as ideias contidas nos textos presentes na coletânea como argumentos e contra-argumentos de sua carta. Apesar de ser uma carta de leitor, você não deve assiná-la.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Proposta 2 – &lt;strong&gt;Artigo de opinião  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;O artigo de opinião é um texto de caráter jornalístico que traz a interpretação, análise ou opinião do articulista sobre determinado fato, assunto ou tema de relevância, de forma a convencer o leitor a aceitar uma ideia, mudar uma atitude e adotar uma postura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10pt;"&gt;Escreva um artigo de opinião para um jornal local, discutindo, a partir de fatos mais recentes, a sua concepção acerca do questionamento expresso no tema: &lt;strong&gt;Trote em universidades: os limites entre o rito de passagem e as brincadeiras de mau gosto&lt;/strong&gt;. Lembre-se de que os argumentos e contra-argumentos serão fundamentais para permitir a construção de uma análise crítica dos dados obtidos na coletânea, bem como a interpretação das ideias nela contidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-1223667102920468760?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/1223667102920468760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=1223667102920468760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1223667102920468760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1223667102920468760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/prova-3-ano.html' title='Prova 3º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-8440603390090009983</id><published>2010-04-21T02:30:00.001-03:00</published><updated>2010-04-21T02:30:18.621-03:00</updated><title type='text'>Textos 3º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial'&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;Demétrio Magnoli    . &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você acredita em raças?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial'&gt;A Suprema Corte dos EUA estabeleceu, semanas atrás, por estreita maioria, que os direitos dos cidadãos não podem se sujeitar a critérios raciais. Mas as opiniões dos juízes da maioria e da minoria não contestaram o princípio de fundo, de que as pessoas podem ser classificadas pela pertinência a um grupo racial. A exceção apareceu na opinião do juiz Anthony Kennedy, que escreveu: "Quem exatamente é branco e quem é não-branco? Ser forçado a viver sob um rótulo racial oficial é inconsistente com a dignidade dos indivíduos na nossa sociedade."   &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial'&gt;  A nação americana  elaborou sua identidade através das lentes do conceito de &lt;em&gt;melting pot&lt;/em&gt;: o caldo de componentes diversos, que se misturam mas jamais se fundem. Depois de abolida a escravidão, as leis de segregação reafirmaram a fronteira entre brancos e negros, colocando o problema de definir a raça de cada um. A regra da "gota de sangue única" forneceu a solução: para ser negro, basta um só antepassado negro. Nos EUA, essa experiência histórica converteu a raça num fenômeno natural, como os rios, as montanhas e as estrelas.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial'&gt;  O Brasil não produziu leis raciais desde a Abolição, o que nos libertou do problema de associar cada pessoa a um grupo de raça. A identidade nacional foi elaborada em torno do conceito de mestiçagem. Essa experiência coagulou-se na aquarela brasileira, composta por um continuum de cores sem fronteiras nítidas, que se traduz na linguagem do censo pela ambígua categoria dos "pardos". Do ponto de vista científico, o Brasil está certo e os EUA, errados. A investigação genética comprova que a humanidade não se divide em raças.  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial'&gt;  Duas obras recentes oferecem uma visão dessas investigações de ponta. Em Genes, povos e línguas (Companhia das Letras, 2000),  Luigi Cavalli-Sforza, que dirigiu o Projeto da Diversidade do Genoma Humano,  delineia uma "geografia gênica", reconstruindo as migrações que difundiram os seres humanos pelo planeta. Em A invenção das raças (Contexto, 2007), Guido Barbujani, um dos mais destacados geneticistas contemporâneos, desmonta o mito das raças e esclarece o sentido do conceito de diversidade humana. Todas as populações atuais da Europa, Ásia, América e Oceania originaram-se dos grupos humanos que deixaram a África recentemente, entre 100 mil e 50 mil anos atrás, e representam subconjuntos do patrimônio genético africano. A diversidade é mais forte na África e diminui em relação direta com o afastamento da África. Somos todos afrodescendentes.   &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial'&gt;  O voto de Kennedy é um sinal de que, na "pátria das raças", procura-se acertar o passo entre a política e a ciência. Enquanto isso, o Estado brasileiro entrega-se à operação inversa, investindo contra nossa experiência histórica para substituí-la pelo dogma da raça. O MEC obrigou as escolas a associar nominalmente cada aluno a um grupo racial. O Ministério da Saúde, por meio das carteiras do SUS, prega um rótulo racial a cada usuário do sistema público de saúde. Nas palavras de Kennedy, "é um rótulo que um indivíduo é impotente para mudar!".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Arial; font-size:9pt'&gt;Correio Geográfico - Agosto 2007 - Número 18 - Projeto de Ensino de Geografia &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8440603390090009983?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8440603390090009983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8440603390090009983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8440603390090009983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8440603390090009983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/textos-3-ano_7006.html' title='Textos 3º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-2752188694636404697</id><published>2010-04-21T02:27:00.001-03:00</published><updated>2010-04-21T02:27:11.489-03:00</updated><title type='text'>Textos 3º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;Em 1896, Nina Rodrigues, famoso médico da escola tropicalista baiana, defendia na "Gazeta Médica da Bahia" a seguinte tese: "Individualmente sob certos aspectos dois homens poderão ser considerados iguais: jamais o serão porém se se atender às funções fisiológicas. Conferir ao indivíduo uma liberdade sem limitações é um exagero da demagogia, é uma aberração da utilidade pública." Opondo-se à idéia do livre-arbítrio, presente no código da jovem República, Rodrigues passava a defender não só a concepção da "responsabilidade atenuada", como a diferença natural entre as raças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Na verdade, o médico baiano, para além de advogar a superioridade de sua profissão frente aos juristas - afinal tratava-se de uma sociedade miscigenada e, na sua opinião, doente -&lt;a href='http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-65641997000100003&amp;amp;lang=pt'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;span style='color:black'&gt;, fazia coro às teorias da época que, seguindo máximas do determinismo racial e geográfico, não só estabeleciam desigualdades ontológicas entre os grupos etnológicos, como condenavam abertamente o cruzamento de espécies.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;&lt;span style='color:black'&gt;Era essa a opinião de teóricos como Taine e Le Bonn, sem esquecer do Conde Arthur de Gobineau, que concebeu suas teorias raciais quando de sua estada no país como representante francês, em meados do século. Conhecidos como teóricos do poligenismo, ou simplesmente como darwinistas sociais, esses pensadores procuravam traçar paralelos com a teoria de Darwin, no que se refere às sociedades. A máxima era supor que o que valia para a natureza, valia para os homens, e que desigualdades sociais e políticas não passavam de diferenças biológicas e naturais. Em outros termos, tratava-se, sempre, de uma questão de adaptação ao meio: a superioridade da raça branca estaria comprovada por sua supremacia política, mas referida à sua" evidente" capacidade física e moral.&lt;a href='http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0103-65641997000100003&amp;amp;lang=pt'/&gt;&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;span style='color:black'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;No entanto, se para esses teóricos, das raças puras sabia-se o que esperar (já que o suposto era que a humanidade dividia-se entre superiores e inferiores), mais difícil era lidar com a mestiçagem, considerada sempre como um fator de desequilíbrio e de degeneração. O que se dizia é que entre o mestiço e o branco haveria, nessa perspectiva, a mesma distância que separava o asno do cavalo, já que esses "elementos cruzados" corporificariam o resultado da união entre espécies por demais distintas entre si.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;SCHWARCZ, Lilia Moritz. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dos Males da Medida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Psicol. USP,  São Paulo, v. 8, n. 1, 1997.   &lt;a href='http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S010365641997000100003&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso'&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S010365641997000100003&amp;amp;lng=en&amp;amp;nrm=iso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;"&lt;strong&gt;Racismo&lt;/strong&gt; é, então[...], aquele comportamento por meio do qual uma pessoa ou um grupo de pessoas manifesta uma idéia preconcebida ─ ou seja, um &lt;strong&gt;preconceito&lt;/strong&gt; ─ contra um ou vários indivíduos pertencentes a um grupo de origem diferente e em geral considerada inferior. Observemos aqui que, em inglês, a palavra correspondente a "preconceito" é &lt;em&gt;prejudice&lt;/em&gt;. E que o elemento "&lt;em&gt;judice&lt;/em&gt;" presente nela significa "julgamento". Então, o preconceito é um prejulgamento, ou seja: é um juízo, um julgamento que se faz antecipadamente, precipitado, pela aparência, sem que se conheça a essência de alguém, de um grupo ou mesmo de um objeto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;				&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;E o filósofo francês Voltaire, no dicionário que publicou em 1764, ainda foi mais longe. Para ele,  "o  preconceito é uma opinião sem julgamento".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;A origem de todo racismo é, então, o preconceito. [...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;O indivíduo racista parte de uma idealização de si mesmo para desvalorizar a pessoa ou grupo que ele considera inferior. Essa idealização resulta de uma impressão mental fixa, numa opinião preconcebida, derivada não de uma avaliação espontânea e sim de julgamentos repetidos rotineiramente. Aí, nesses julgamentos, o racista atribui, por suposição, características pessoais e de comportamento invariáveis a todos os membros de determinado grupo de pessoas.[...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;O &lt;strong&gt;estereótipo&lt;/strong&gt; é uma espécie de fotografia que nossa imaginação faz. É uma idéia preconceituosa, uma suposição, que se cria, de um grupo de pessoas, a partir do comportamento de um ou mais indivíduos daquele grupo. [...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;Vamos ver também que existem várias formas e manifestações de racismo, desde o &lt;strong&gt;preconceito&lt;/strong&gt;, que é apenas um julgamento; passando pela &lt;strong&gt;discriminação&lt;/strong&gt;, que é a forma de tratamento desigual, pela &lt;strong&gt;segregação&lt;/strong&gt;, que é a separação física de grupos, baseada no racismo; passando também pelo &lt;strong&gt;molestamento&lt;/strong&gt;, que é a agressão física por motivos "raciais"; e podendo chegar ao extremo do &lt;strong&gt;genocídio&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;LOPES, Nei. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O racismo explicado aos meus filhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Rio de Janeiro: Agir, 2007&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt; "Simbá, o marujo, conseguindo chegar à margem do rio, avistou montanhas cobertas de bosques compactos e, no meio de um vale, uma bela e grande cidade cujos monumentos lhe pareceram numerosos e imponentes. Ele se dirige até a cidade, e qual não é sua surpresa quando percebe que a multidão de gente, que de longe parecia povoar as ruas, era, na verdade, uma multidão de macacos! Havia grandes e pequenos, novos e velhos; mas todos eram macacos extremamente feios, fazendo caretas atrozes e circulando de um lado para o outro, uns apressados, outros, não; todos lúgubres. Depois de muito andar a esmo de um lado para o outro, Simbá chegou, enfim, ao alto de um bairro, onde avistou um grande palácio que julgou ser o do Rei deste povo; e, entrando nos pátios onde os macacos que passeavam nada fizeram para prendê-lo, penetrou nos apartamentos, e depois de atravessar várias galerias teve uma agradável surpresa, ao ouvir o som de uma voz humana; e, de fato, dirigindo-se para o lado de onde vinha a voz, entrou numa sala e viu, finalmente, um homem! E este homem lia o Alcorão. De modo que não apenas encontrara um ser de sua espécie, mas um ser com quem podia se entender. [...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;Suponho, madrinha, que com a aguda inteligência que a distingue... você adivinhou que Simbá estava no Brasil, que os macacos eram os brasileiros e que o rei era o Imperador."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;"Nenhum brasileiro é de sangue puro; as combinações dos casamentos entre brancos, indígenas e negros multiplicaram-se a tal ponto que os matizes da carnação são inúmeros, e tudo isso produziu, nas classes baixas e nas altas, uma degenerescência do mais triste aspecto".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;RAEDERS, George&lt;strong&gt;&lt;em&gt;. O inimigo cordial do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: o Conde de Gobineu no Brasil. Trad. Rosa Freire&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt; ________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:9pt'&gt;Joseph Arthur de Gobineau (Ville-d'Avray, 1816 — Turim, 1882) foi um diplomata, escritor e filósofo francês. Um dos mais importantes teóricos do racismo no século XIX. Segundo ele, a mistura de raças era inevitável e levaria a raça humana a graus sempre maiores de degenerescência física e intelectual. É-lhe atribuída a frase "Não creio que viemos dos macacos mas creio que vamos nessa direção".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;"Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;"Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;KING, Martin Luther&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black'&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:10pt'&gt;________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;span style='font-family:Arial'&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-family:Verdana; font-size:9pt'&gt;Martin Luther King, Jr. (1929-1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do activismo pelos direitos civis nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1964.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-2752188694636404697?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/2752188694636404697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=2752188694636404697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2752188694636404697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2752188694636404697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/textos-3-ano_21.html' title='Textos 3º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-1470259911343577684</id><published>2010-04-21T02:24:00.001-03:00</published><updated>2010-04-21T02:24:47.203-03:00</updated><title type='text'>Textos 3º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;CHAUÍ, Marilena. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Contra a violência&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;1. Ética, violência e racismo  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Numa perspectiva geral, podemos dizer que a ética procura definir, antes de mais nada, a figura do agente ético e de suas ações e o conjunto de noções (ou valores) que balizam o campo de uma ação que se considere ética. O agente ético é pensado como sujeito ético, isto é, como um ser racional e consciente que sabe o que faz, como um ser livre que decide e escolhe o que faz, e como um ser responsável que responde pelo que faz. A ação ética é balizada pelas idéias de bom e mau, justo e injusto, virtude e vício, isto é, por valores cujo conteúdo pode variar de uma sociedade para outra ou na história de uma e mesma sociedade, mas que propõem sempre uma diferença intrínseca entre condutas, segundo o bem, o justoo virtuoso. Assim, uma ação só será ética se for consciente, livre e responsável e só será virtuosa se for realizada em conformidade com o bom e o justo. A ação ética só é virtuosa se for livre e só será livre se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão interior ao próprio agente e não vier da obediência a uma ordem, a um comando ou a uma pressão externos. Enfim, a ação só é ética se realizar a natureza racional, livre e responsável do agente e se o agente respeitar a racionalidade, liberdade e responsabilidade dos outros agentes, de sorte que a subjetividade ética é uma intersubjetividade. A ética não é um estoque de condutas e sim uma práxis que só existe pela e na ação dos sujeitos individuais e sociais, definidos por formas de sociabilidade instituídos pela ação humana em condições históricas determinadas.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ética se opõe à violência, palavra que vem do latim e significa: 1) tudo o que age usando a força para ir contra a natureza de algum ser (é desnaturar);2) todo ato de força contra a espontaneidade, a vontade e a liberdade de alguém (é coagir, constranger, torturar, brutalizar);3) todo ato de violação da natureza de alguém ou de alguma coisa valorizada positivamente por uma sociedade (é violar);4) todo ato de transgressão contra aquelas coisas e ações que alguém ou uma sociedade define como justas e como um direito;5) conseqüentemente, violência é um ato de brutalidade, sevícia e abuso físico e/ou psíquico contra alguém e caracteriza relações intersubjetivas e sociais definidas pela opressão, intimidação, pelo medo e pelo terror.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A violência se opõe à ética porque trata seres racionais e sensíveis, dotados de linguagem e de liberdade como se fossem coisas, isto é, irracionais, insensíveis, mudos, inertes ou passivos. Na medida em que a ética é inseparável da figura do sujeito racional, voluntário, livre e responsável, tratá-lo como se fosse desprovido de razão, vontade, liberdade e responsabilidade é tratá-lo não como humano e sim como coisa, fazendo-lhe violência nos cinco sentidos em que demos a esta palavra.  É sob este aspecto (entre outros, evidentemente), que o racismo é definido como violência. Não é demais lembrar quando essa idéia aparece.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De fato, não se sabe muito bem qual é a origem da palavra "raça" - os antigos gregos falavam em etnia e genos, os antigos hebreus, em povo, os romanos, em nação;e essas três palavras significavam o grupo de pessoas descendentes dos mesmos pais originários. Alguns dicionários indicam que, no século XII, usava-se a palavra francesa "haras" para se referir à criação de cavalos especiais e pode-se supor que seu emprego se generalizou para outros animais e para vegetais, estendendo-se depois aos humanos, dando origem à palavra "raça". Outros julgam que a palavra se deriva de um vocábulo italiano, usado a partir do século XV, "razza", significando espécie animal e vegetal e, posteriormente, estendendo-se para as famílias humanas, conforme sua geração e a continuidade de suas características físicas e psíquicas (ou seja, ganhando o sentido das antigas palavras etnia, genos e nação). Quando, no século XVI, para seqüestrar as fortunas das famílias judaicas da Península Ibérica, a fim de erguer um poderio náutico para criar impérios ultramarinos, a Inquisição inventou a expressão "limpeza de sangue", significando a conversão dos judeus ao cristianismo. Com isso, a distinção religiosa, que separava judeus e cristãos, recebeu pela primeira vez um conteúdo étnico.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É interessante observar, porém, que a palavra "racial" surge apenas no século XIX, particularmente com a obra do francês Gobineau, que, inspirando-se na obra de Darwin, introduziu formalmente o termo "raça" para combater todas formas de miscigenação, estabelecendo distinções entre raças inferiores e superiores, a partir de características supostamente naturais. E, finalmente, foi apenas no século XX que surgiu a palavra "racismo", que, conforme Houaiss, é uma crença fundada numa hierarquia entre raças, uma doutrina ou sistema político baseado no direito de uma raça, tida como pura e superior, de dominar as demais. Com isso, o racismo se torna preconceito contra pessoas julgadas inferiores e alimenta atitudes de extrema hostilidade contra elas, como a separação ou o apartamento total - o apartheid - e a destruição física do genos, isto é, o genocídio.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seja no caso ibérico, seja no da colonização das Américas, seja no de Gobineau, seja no do apartheid, no do genocídio praticado pelo nazismo contra judeus, ciganos, poloneses e tchecos, ou o genocídio atual praticado pelos dirigentes do Estado de Israel contra os palestinos, a violência racista está determinada historicamente por condições materiais, isto é, econômicas e políticas. Em outras palavras, o racismo é uma ideologia das classes dominantes e dirigentes, interiorizada pelo restante da sociedade.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ora, o fato de que no Brasil não tenha havido uma legislação apartheid, nem formas de discriminação como as existentes nos Estados Unidos, e que tenha havido miscigenação em larga escala, faz supor que, entre nós, não há racismo. O fato de que tenha sido necessária a promulgação da Lei Afonso Arinos e que o racismo tenha sido incluído pela Constituição de 1988 entre os crimes hediondos, deve levar-nos a tratar a suposição da inexistência do racismo num contexto mais amplo, qual seja, no de um mito poderoso, o da não-violência brasileira. Trata-se da imagem de um povo ordeiro, pacífico, generoso, alegre, sensual, solidário que desconhece o racismo, o sexismo, o machismo e o preconceito de classe, que respeita as diferenças étnicas, religiosas e políticas, não discrimina as pessoas por sua posição econômico-social nem por suas escolhas sexuais, etc.  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=5816&amp;amp;Itemid=239&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-1470259911343577684?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/1470259911343577684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=1470259911343577684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1470259911343577684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1470259911343577684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/textos-3-ano.html' title='Textos 3º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-4521200541962704759</id><published>2010-04-21T02:22:00.005-03:00</published><updated>2010-04-21T11:39:27.046-03:00</updated><title type='text'>Vídeos 2º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="445" height="364"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m9cgsZDNgLg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m9cgsZDNgLg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-4521200541962704759?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/4521200541962704759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=4521200541962704759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4521200541962704759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4521200541962704759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/blog-post.html' title='Vídeos 2º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-7544348047839237502</id><published>2010-04-21T02:22:00.001-03:00</published><updated>2010-04-21T02:22:17.805-03:00</updated><title type='text'>Textos 2º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:14pt'&gt;SARTRE, Jean-Paul. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O existencialismo é um humanismo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que é o existencialismo?[...]&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O  que  torna  as  coisas  complicadas  é  a  existência  de  dois tipos  de  existencialistas:  por  um  lado,  os  cristãos [...] e, por outro, os ateus [...]. O que eles têm em comum é simplesmente o fato de todos considerarem que a existência precede a essência, ou, se se preferir, que é necessário partir da subjetividade. O que significa isso exatamente? &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Consideremos um  objeto  fabricado,  como,  por  exemplo,  um  livro  ou  um corta-papel;  esse  objeto  foi  fabricado  por  um  artífice  que  se  inspirou  num conceito;  tinha,  como  referencias,  o  conceito  de  corta-papel  assim  como determinada  técnica  de  produção, que  faz  parte do  conceito  e  que, no  fundo,  é uma  receita.  Desse  modo,  o  corta-papel  é,  simultaneamente,  um  objeto  que  é produzido  de  certa  maneira  e  que,  por  outro  lado,  tem  uma  utilidade  definida: seria  impossível  imaginarmos  um  homem  que  produzisse  um  corta-papel  sem saber  para  que  tal  objeto  iria  servir.  Podemos  assim  afirmar  que,  no  caso  do corta-papel, a essência  – ou  seja, o conjunto das  técnicas e das  qualidades  que permitem  a  sua  produção  e  definição  –  precede  a  existência;  e  desse  modo, também,  a  presença  de  tal  corta-papel  ou  de  tal  livro  na  minha  frente  é determinada. Eis aqui uma  visão técnica do mundo em função da qual podemos afirmar que a produção precede a existência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Afirma que,  se Deus não existe, há  pelo menos  um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito: este ser é o homem, ou, como diz Heidegger, a realidade humana. O que significa, aqui, dizer que  a  existência  precede  a  essência?  Significa  que,  em  primeira  instância,  o homem  existe,  encontra  a  si  mesmo,  surge  no  mundo  e  só  posteriormente  se define. O homem, tal como o existencialista o concebe, só não é passível de uma definição porque,  de  início,  não  é  nada:  só posteriormente  será  alguma  coisa  e será aquilo que ele fizer de si mesmo. Assim, não existe natureza humana, já que não existe um Deus para concebê-la. O homem é tão-somente, não apenas como ele  se  concebe,  mas  também  como  ele  se  quer;  como  ele  se  concebe  após  a existência, como ele se quer após esse impulso para a existência. O homem nada mais  é  do  que  aquilo  que  ele  faz  de  si  mesmo:  é  esse  o  primeiro  princípio  do existencialismo.  É  também  a  isso  que  chamamos  de  subjetividade:  a subjetividade de que nos acusam. Porém, nada mais queremos dizer senão que a dignidade do homem é maior do que a da pedra ou da mesa. Pois queremos dizer que  o  homem,  antes  de  mais  nada,  existe,  ou  seja,  o  homem  é,  antes  de  mais nada,  aquilo  que  se  projeta  num  futuro,  e  que  tem  consciência  de  estar  se projetando no  futuro. De início,  o  homem é um projeto que se vive a si mesmo subjetivamente  ao  invés  de  musgo,  podridão  ou  couve-flor;  nada  existe  antes desse projeto; não há nenhuma inteligibilidade no céu, e o homem será apenas o que  ele  projetou  ser.  Não  o  que  ele  quis  ser,  pois  entendemos  vulgarmente  o querer como uma decisão consciente que, para quase todos nós, é posterior àquilo que  fizemos  de  nós  mesmos.  Eu  quero  aderir  a  um  partido,  escrever  um  livro, casar-me,  tudo  isso  são  manifestações  de  uma  escolha  mais  original,  mais espontânea  do  que  aquilo  a  que  chamamos  de  vontade.  Porém,  se  realmente  a existência precede a essência, o homem é responsável pelo que é. Desse modo, o primeiro passo do existencialismo é o de pôr todo homem na posse do que ele é de submetê-lo à responsabilidade total de sua existência. Assim, quando dizemos que o homem  é  responsável  por si mesmo,  não  queremos  dizer que o homem  é apenas  responsável  pela  sua  estrita  individualidade,  mas  que  ele  é  responsável por  todos os homens. A palavra subjetivismo tem  dois  significados, e os  nossos adversários se aproveitaram desse duplo sentido. Subjetivismo significa, por um lado,  escolha  do  sujeito  individual  por  si  próprio  e,  por  outro  lado, impossibilidade  em  que  o  homem  se  encontra  de  transpor  os  limites  da subjetividade  humana.  É  esse  segundo  significado  que  constitui  o  sentido profundo  do  existencialismo.  Ao  afirmarmos  que  o  homem  se  escolhe  a  si mesmo,  queremos  dizer  que  cada  um  de  nós  se  escolhe,  mas  queremos  dizer também  que,  escolhendo-se,  ele  escolhe  todos  os  homens.  De  fato,  não  há  um único de nossos atos que, criando o homem que queremos ser, não esteja criando, simultaneamente,  uma  imagem  do homem  tal  como julgamos  que  ele  deva  ser. Escolher ser isto ou aquilo é afirmar, concomitantemente, o valor do que estamos escolhendo, pois não podemos nunca escolher o mal; o que escolhemos é sempre o bem e nada pode ser bom para nós sem o ser para todos. Se, por outro lado, a existência  precede  a  essência,  e  se  nós  queremos  existir  ao  mesmo  tempo  que moldamos  nossa  imagem, essa  imagem  é válida  para  todos  e  para  toda  a nossa época.  Portanto,  a  nossa  responsabilidade  é  muito  maior  do  que  poderíamos supor, pois ela engaja a humanidade inteira. Se  eu sou um operário e se escolho aderir  a  um  sindicato  cristão  em  vez  de  ser  comunista,  e  se,  por  essa  adesão, quero  significar  que  a  resignação  é,  no  fundo,  a  solução  mais  adequada  ao homem, que o reino do homem não é sobre a terra, não estou apenas engajando a mim  mesmo:  quero  resignar-me  por  todos  e,  portanto,  a  minha  decisão  engaja toda  a  humanidade.  Numa  dimensão  mais  individual,  se  quero  casar-me,  ter filhos, ainda que esse casamento dependa exclusivamente de minha situação, ou de  minha  paixão,  ou  de  meu  desejo,  escolhendo  o  casamento  estou  engajando não  apenas  a mim  mesmo,  mas  a  toda  a  humanidade, na trilha  da  monogamia.  Sou,  desse  modo, responsável  por  mim  mesmo  e  por  todos e  crio  determinada imagem do homem por mim mesmo escolhido; por outras palavras: escolhendo-me, escolho o homem. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo  isso  permite-nos  compreender  o  que  subjaz  a  palavras  um  tanto grandiloqüentes  como  angústia,  desamparo,  desespero.  Como  vocês  poderão constatar, é extremamente simples. Em primeiro lugar, como devemos entender a angústia? O existencialista declara freqüentemente que o  homem é angústia. Tal afirmação significa o seguinte: o homem que se engaja e que se dá conta de que ele não é apenas aquele que escolheu ser, mas também um legislador que escolhe simultaneamente  a  si  mesmo  e  a  humanidade  inteira,  não  consegue  escapar  ao sentimento  de  sua  total e  profunda responsabilidade.  É fato que muitas  pessoas não  sentem  ansiedade,  porém  nós  estamos  convictos  de  que  estas  pessoas mascaram  a  ansiedade  perante  si  mesmas,  evitam  encará-la;  certamente  muitos pensam  que,  ao  agir,  estão  apenas  engajando  a  si  próprios  e,  quando  se  lhes pergunta:  mas  se  todos  fizessem  o  mesmo?,  eles  encolhem  os  ombros  e respondem:  nem  todos  fazem  o  mesmo.  Porém,  na  verdade,  devemos  sempre perguntar-nos:  o  que  aconteceria  se  todo  mundo  fizesse  como  nós?  e  não podemos escapar a essa pergunta inquietante a não ser através de uma espécie de má  fé.  Aquele  que  mente  e  que  se  desculpa  dizendo:  nem  todo  mundo  faz  o mesmo, é alguém que não está em paz com sua consciência, pois o fato de mentir implica um valor universal atribuído à mentira. Mesmo quando ela se disfarça, a angústia  aparece. [...] Tudo se passa como se a humanidade inteira estivesse de olhos fixos em cada homem e se regrasse por suas ações. E cada homem deve perguntar a si próprio: sou eu, realmente, aquele que tem o direito de agir de tal forma que os meus atos sirvam de norma para toda a humanidade? E, se ele não fazer a si mesmo esta pergunta, é porque estará mascarando sua angústia. Não se trata  de  uma  angústia  que  conduz  ao  quietismo,  à  inação.  Trata-se  de  uma angústia  simples,  que  todos  aqueles  que  um  dia  tiveram  responsabilidades conhecem  bem.  Quando,  por  exemplo,  um  chefe  militar  assume  a responsabilidade de uma ofensiva e envia para a morte certo número de homens, ele  escolhe  fazê-lo,  e,  no  fundo,  escolhe  sozinho.  Certamente,  algumas  ordens vêm  de  cima,  porém  são  abertas  demais  e  exigem  uma  interpretação:  é  dessa interpretação –  responsabilidade sua – que  depende a vida de dez, catorze ou vinte  homens. Não  é  possível que  não exista certa angústia na decisão  tomada. Todos os chefes conhecem essa angústia. Mas isso não os impede de agir, muito pelo contrário: é a própria angústia que constitui a condição de sua ação, pois ela pressupõe  que  eles  encarem  a  pluralidade  dos  possíveis  e  que,  ao  escolher  um caminho, eles se dêem conta de que ele não tem nenhum valor a não ser o de ter sido  escolhido.  Veremos  que  esse  tipo  de  angústia  –  a  que  o  existencialismo descreve  –  se  explica  também  por  uma  responsabilidade  direta  para  com  os outros  homens  engajados  pela  escolha.  Não  se  trata  de  uma  cortina  entreposta entre nós e a ação, mas parte constitutiva da própria ação. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando  falamos  de  desamparo,  expressão  cara  a  Heidegger,  queremos simplesmente  dizer  que  Deus  não  existe  e  que  é  necessário  levar  esse  fato  às últimas  conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Trad.: Rita Correia Guedes . Fonte: &lt;em&gt;L'Existentialisme est un Humanisme&lt;/em&gt;, Les Éditions Nagel, Paris, 1970.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-7544348047839237502?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/7544348047839237502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=7544348047839237502' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7544348047839237502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/7544348047839237502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/textos-2-ano.html' title='Textos 2º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-8962149623684610444</id><published>2010-04-21T02:18:00.001-03:00</published><updated>2010-04-21T02:18:13.580-03:00</updated><title type='text'>Textos 1º ano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: center'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman'&gt;&lt;span style='font-size:18pt'&gt;&lt;strong&gt;Melancolia Filosófica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:13pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: right'&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman'&gt;&lt;span style='font-size:10pt'&gt;&lt;em&gt;David Hume&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:13pt'&gt;&lt;br /&gt;					&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Mas antes de me lançar nessas imensas profundezas da filosofia que se apresentam diante de mim, vejo-me inclinado a deter-me um instante em minha presente situação, e a avaliar essa viagem a que me propus fazer e que sem dúvida requer o máximo esforço e arte para ser concluída com sucesso. Sinto-me como um homem que, tendo encalhado em muitos recifes e tendo escapado com grande dificuldade de um naufrágio em um pequeno estreito, tem ainda a temeridade de retornar ao mar no mesmo navio avariado e castigado pelo mau tempo, e ainda carrega a sua ambição tão longe a ponto de percorrer o globo nessas circunstâncias desvantajosas. Minha memória dos erros e da perplexidade do passado tornaram-me desconfiado do futuro. A condição debilitada, a fraqueza e a desordem das faculdades que devo utilizar em minhas investigações aumentam a minha apreensão. E a possibilidade de emendar e corrigir tais faculdades leva-me quase ao desespero, e quase a preferir perecer nas pedras em que me encontro no momento, do que aventurar-me na imensidão do alto mar. Esta súbita visão de perigo em enche de melancolia; e como ocorre com essa paixão, dentre todas as demais, perder-se em si mesma, eu não posso deixar de alimentar o meu desespero com todas essas reflexões desanimadoras que o presente assunto me oferece com tamanha abundância. Sinto-me assustado e confuso com esta situação desesperante em que me encontro em minha filosofia, e imagino a mim mesmo como um monstro estranho e grosseiro que, não sendo capaz de se misturar e se unir em sociedade, foi expulso do convívio humano, totalmente abandonado e deixado inconsolável. De bom grado misturar-me-ia à multidão em busca de proteção e cordialidade, mas sendo possuidor de tal deformidade, não posso ousar misturar-me. Convido a outros que se unam a mim com o objetivo de constituir uma sociedade à parte, mas ninguém me atende. Todos se opõem à distância e temem a tormenta que me golpeia de todos os lados. Expus-me à inimizade de todos os metafísicos, lógicos, matemáticos e mesmo teólogos; devo alegrar-me com os insultos que tenho de suportar? Declarei a minha desaprovação de seus sistemas; devo surpreender-me por eles expressarem seu ódio de minha pessoa? Quando contemplo todas as disputas, contradições, calúnia e difamação; quando dirijo a minha atenção para o meu interior, não encontro nada senão dúvida e ignorância. Todo o mundo me opõe e me contradiz; tal é a debilidade que experimento que todas as minhas opiniões se desfazem e caem por si mesmas quando não sustentadas pela aprovação dos outros. Cada passo que dou com vacilação e cada nova reflexão me faz temer um erro ou um absurdo em meu raciocínio. Ora, com que confiança posso aventurar-me a um empreendimento tão audaz quando, além das infinitas debilidades que me são peculiares, descubro tantas outras que são comuns à natureza humana? Posso estar seguro de que ao abandonar todas as opiniões estabelecidas chegarei à verdade? E por qual critério devo distingui-la se a fortuna guia por fim os meus passos? Após o mais preciso e exato dos meus raciocínios, não posso dar uma razão do porquê deva eu assentir a ele e não experimento mais do que uma forte inclinação a considerar os objetos fortemente do ponto de vista a partir do qual se me apresentam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Nada é mais perigoso à razão do que os vôos da imaginação... Mas, por um lado, se a consideração dessas instâncias me leva a rejeitar todas as sugestões triviais da imaginação e a aderir ao entendimento...; mesma essa rejeição, se executada com sucesso, seria perigosa... . ... o entendimento, quando atua sozinho, subverte-se a si mesmo inteiramente, e não deixa o menor grau de evidência em qualquer proposição, seja em filosofia, seja na vida comum... Será que temos, então, de estabelecer como máxima geral que nenhum raciocínio elaborado ou refinado deva ser aceito?... Por tal meio eliminamos totalmente toda ciência e toda filosofia... Se aceitamos tal princípio..., chegamos aos maiores absurdos. Se o recusamos em favor desses raciocínios, subvertemos inteiramente o entendimento humano. Reflexões muito refinadas têm pouco ou nenhuma influência em nós; e no entanto não podemos estabelecer como regra que elas não tenham qualquer influência...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Ocorre que, felizmente, uma vez que a razão é incapaz de dissipar essas nuvens, a própria natureza basta para tal propósito, e me cura dessa melancolia e desse delírio filosófico, seja relaxando essa inclinação da mente, seja por alguma... impressão vivaz dos sentidos, que ofusca todas as quimeras. Eu janto, jogo gamão, converso e me divirto com meus amigos; e quando, após três ou quatro horas de divertimento, eu retorno a essas especulações, elas parecem tão frias... e ridículas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Assim, vejo-me absoluta e necessariamente inclinado a viver, e a conversar, e a agir como as outras pessoas nos seus afazeres diários... Estou pronto a lançar todos os meus livros e papéis ao fogo, e a jamais renunciar aos prazeres da vida por causa do raciocínio e da filosofia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;Quando então me canso de tanto divertimento e companhia, e tendo sido levado à meditar em meu quarto, ou em um passeio solitário ao longo do rio, sinto a minha mente completamente absorta em si mesma, e me vejo naturalmente inclinado a conduzir a minha visão a todos esses assuntos sobre os quais encontrei tanta disputa no curso da minha leitura e conversação. Não posso deixar de ter curiosidade acerca dos princípios morais do bem e do mal, a natureza e o fundamento dos governos, e a causa dessas tantas paixões e inclinações que atuam em mim e me governam. Me sinto desconfortável em pensar que aprovo um objeto e desaprovo outro; que chamo algo de belo e algo de feio; que decido a respeito da verdade e da falsidade... sem saber com base em quais princípios eu procedo... Sinto uma ambição crescente em mim de contribuir para a instrução da humanidade... Esses sentimentos surgem naturalmente em minha presente disposição... Sinto que deva ser um perdedor no que concerne ao prazer; e essa é a origem da minha filosofia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;(excertos do &lt;em&gt;Treatise of Human Nature&lt;/em&gt; de David Hume, Conclusão do Livro I)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href='http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/hume.htm'&gt;http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/hume.htm&lt;/a&gt;&lt;span style='color:black; font-family:Times New Roman; font-size:13pt'&gt;&lt;br /&gt;				&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8962149623684610444?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8962149623684610444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8962149623684610444' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8962149623684610444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8962149623684610444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/textos-1-ano_21.html' title='Textos 1º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-4321039869556343785</id><published>2010-04-21T01:54:00.006-03:00</published><updated>2010-04-21T02:13:58.895-03:00</updated><title type='text'>Mito da Caverna em quadrinhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: verdana; -webkit-text-decorations-in-effect: none; font-size: 13px; line-height: 20px; "&gt;Estória em quadrinhos sobre o "Mito da caverna", por Maurício de Sousa. O original está &lt;a href="http://www.monica.com.br/comics/piteco/pag1.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86H84X_etI/AAAAAAAAAWk/ArG4cwJj6GQ/s1600/piteco_platao_3-2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana; font-size: 10px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 20px; "&gt;Para ler melhor, vá clicando em cada imagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86HKM4R5kI/AAAAAAAAAWM/EnH0i7rvNg0/s1600/piteco_platao_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86HJU9OHjI/AAAAAAAAAWE/q8aIRE0i7PE/s1600/piteco_platao_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86HJU9OHjI/AAAAAAAAAWE/q8aIRE0i7PE/s400/piteco_platao_1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462451992361049650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86HKM4R5kI/AAAAAAAAAWM/EnH0i7rvNg0/s400/piteco_platao_2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462452007372711490" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 234px; height: 400px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86H84X_etI/AAAAAAAAAWk/ArG4cwJj6GQ/s400/piteco_platao_3-2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462452878041905874" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 400px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86GX2ttPnI/AAAAAAAAAV8/zzZoG4LvWts/s1600/piteco_platao_3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86GX2ttPnI/AAAAAAAAAV8/zzZoG4LvWts/s400/piteco_platao_3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462451142429326962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86HgVuTBSI/AAAAAAAAAWc/p9AUg1aVNW8/s400/piteco_platao_4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462452387703883042" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 400px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-4321039869556343785?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/4321039869556343785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=4321039869556343785' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4321039869556343785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4321039869556343785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/mito-da-caverna-em-quadrinhos.html' title='Mito da Caverna em quadrinhos'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S86HJU9OHjI/AAAAAAAAAWE/q8aIRE0i7PE/s72-c/piteco_platao_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-8222716208448262175</id><published>2010-04-21T01:34:00.002-03:00</published><updated>2010-04-21T01:51:13.765-03:00</updated><title type='text'>Textos 1º ano</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qzGGBefUkqU/SwHxnwLUm4I/AAAAAAAAAGA/gwMoY4zo_yY/s1600/mito1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 555px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qzGGBefUkqU/SwHxnwLUm4I/AAAAAAAAAGA/gwMoY4zo_yY/s1600/mito1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;PLATÃO &lt;strong&gt;A REPÚBLICA&lt;/strong&gt; LIVRO VII&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construída um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Estou vendo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais da que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — E bem possível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Sim, por Zeus!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Assim terá de ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer as olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os abjetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçada e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que as objetos que lhe mostram agora?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Muito mais verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — E se a forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Com toda a certeza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhas ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Não o conseguirá, pelo menos de início.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homem e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu da que, durante o dia, o Sol e a sua luz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — E evidente que chegará a essa conclusão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Sim, com certeza, Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — E se então distribuíssem honras e louvares, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Por certo que sim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — E se tiver de entrar de nova em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Sem nenhuma dúvida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz da fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; na mundo visível, ela engendrou a luz e o soberana da luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Pois bem! Compartilha-a também neste ponto e não te admires se aqueles que se elevaram a tais alturas desistem de se ocupar das coisas humanas e as suas almas aspiram sem cessar a instalar-se nas alturas. Isto é muito natural, se a nossa alegoria for exata.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Com efeito, é muito natural.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Mas como? Achas espantoso que um homem que passa das contemplações divinas às miseráveis coisas humanas revele repugnãncia e pareça inteiramente ridículo, quando, ainda com a vista perturbada e não estando suficientemente acostumado às trevas circundantes, é obrigado a entrar em disputa, perante os tribunais ou em qualquer outra parte, sobre sombras de justiça ou sobre as imagens que projetam essas sombras, e a combater as interpretações que disso dão os que nunca viram a justiça em si mesma?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Não há nisso nada de espantoso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — No entanto, um homem sensato lembrar-se-á de que os olhos podem ser perturbados de duas maneiras e por duas causas apostas: pela passagem da luz à escuridão e pela da escuridão à luz; e, tento refletido que o mesmo se passa com a alma, quando encontrar uma confusa e embaraçada para discernir certos objetos, não se rirá tolamente, mas antes examinará se, vinda de uma vida mais luminosa, ela se encontra, por falta de hábito, ofuscada pelas trevas ou se, passando da ignorância à luz, está deslumbrada pelo seu brilho demasiado vivo; no primeiro caso, considerá-la-á feliz, em virtude do que ela sente e da vida que leva; no segundo, lamentá-la-á e, se quisesse rir à sua custa, as suas zombarias seriam menos ridículas do que se dirigissem à alma que regressa da mansão da luz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — E a isso que se chama falar com muita sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Se tudo isto é verdadeiro, temos de concluir o seguinte: a educação não é o que alguns proclamam que é, porquanto pretendem introduzi-la na alma onde ela não está, como quem tentasse dar vista a olhos cegos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Mais uma verdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — Ora, o presente discurso demonstra que cada um possui a faculdade de aprender e o órgão destinado a esse uso e que, semelhante a olhos que só poderiam voltar das trevas para a luz com todo o corpo, esse órgão deve também afastar-se com toda a alma do que se altera, até que se tome capaz de suportar a vista do Ser e do que há de mais luminoso no Ser. A isso denominamos o bem, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — É.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sócrates — A educação é, pois, a arte que se propõe este objetivo, a conversão da alma, e que procura os meios mais fáceis e mais eficazes de o conseguir. Não consiste em dar visão ao órgão da alma, visto que já a tem; mas, como ele está mal orientado e não olha para onde deveria, ela esforça-se por encaminhá-lo na boa direção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Glauco — Assim parece.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(PLATÃO. &lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;. Tradução de Enrico Corvisieri. São Paulo: Nova Cultural, 1997.) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-8222716208448262175?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/8222716208448262175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=8222716208448262175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8222716208448262175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/8222716208448262175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/textos-1-ano.html' title='Textos 1º ano'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qzGGBefUkqU/SwHxnwLUm4I/AAAAAAAAAGA/gwMoY4zo_yY/s72-c/mito1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-738941892715356142</id><published>2010-04-15T11:12:00.003-03:00</published><updated>2010-04-21T11:44:06.266-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='umbigolândia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S8clDzxdHsI/AAAAAAAAAVk/fgbDv89MK1w/s1600/07.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 252px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S8clDzxdHsI/AAAAAAAAAVk/fgbDv89MK1w/s400/07.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460373820577488578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;photo by Boston Globe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  line-height: 25px; font-family:'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:20px;"&gt;&lt;h1 id="identificador_musica" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 17.5pt; font-weight: 400; text-transform: none; letter-spacing: normal; color: rgb(255, 102, 0); font-style: italic; text-decoration: none; line-height: 26px; "&gt;Ando Meio Desligado&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;(Rita Lee)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="line-height: 16px;  color: rgb(85, 85, 85); font-size:13px;"&gt;Ando&lt;br /&gt;Meio desligado&lt;br /&gt;Eu nem sinto&lt;br /&gt;Meus pés no chão&lt;br /&gt;Olho&lt;br /&gt;E não vejo nada&lt;br /&gt;Eu só penso&lt;br /&gt;Se você me quer&lt;br /&gt;Eu nem vejo a hora&lt;br /&gt;De te dizer&lt;br /&gt;Aquilo tudo&lt;br /&gt;Que eu decorei&lt;br /&gt;E depois do beijo&lt;br /&gt;Que eu já sonhei&lt;br /&gt;Você vai sentir mas&lt;br /&gt;Por favor&lt;br /&gt;Não leve a mal&lt;br /&gt;Eu só quero que você me queira&lt;br /&gt;Não leve a mal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-738941892715356142?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/738941892715356142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=738941892715356142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/738941892715356142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/738941892715356142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2010/04/photo-by-boston-globe-ando-meio.html' title=''/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/S8clDzxdHsI/AAAAAAAAAVk/fgbDv89MK1w/s72-c/07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-2846050978728360750</id><published>2009-11-08T17:16:00.001-02:00</published><updated>2009-11-08T17:16:53.117-02:00</updated><title type='text'>Noticias da Semana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Manchetes Folha de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Governo apura fraudes de R$ 5,75 bi em pregões   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0211200902.htm"&gt;Segunda, 2.nov&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Após queda, passagem de avião vai aumentar   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0311200902.htm"&gt;Terça, 3.nov&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Expansão e dólar barato estimulam importação   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0411200902.htm"&gt;Quarta, 4.nov&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Novas medidas tentarão reduzir entrada de dólar   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0511200902.htm"&gt;Quinta, 5.nov&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;ONU cobra do Brasil meta de emissão de gás-estufa   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0611200901.htm"&gt;Sexta, 6.nov&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cesta básica pesa menos no orçamento dos pobres   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0711200902.htm"&gt;Sábado, 7.nov&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;&lt;font size="2"&gt;Uniban expulsa aluna hostilizada por usar vestido curto&lt;/font&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Uniban decidiu expulsar a estudante Geyse Arruda, de 20 anos, hostilizada na universidade por cerca de 700 colegas no último dia 22. Na ocasião, a aluna foi xingada e cercada por estudantes por usar um vestido rosa e curto. A decisão foi publicada em anúncio em jornais de São Paulo deste domingo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No comunicado, chamado &amp;quot;A educação se faz com atitude e não com complacência&amp;quot;, a universidade informa que a aluna que estava no primeiro ano de turismo &amp;quot;frequentava a Uniban com trajes inadequados, indicando postura incompatível com o ambiente da universidade&amp;quot;. Segundo o texto, ela teria sido alertada e não modificou seu comportamento.   &lt;br /&gt;A partir de uma sindicância que ouviu alunos, professores, funcionários e a estudante, a Uniban apurou que no dia do tumulto Geyse teria feito &amp;quot;um percurso maior do que o habitual para aumentar sua exposição, chegando a posar para fotos&amp;quot;. A nota afirma ainda que a aluna, quando estava no banheiro, se negou a complementar a roupa para desfazer o clima criado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sobre o depoimento de Geyse, a Uniban afirma que a aluna &amp;quot;demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse&amp;quot;.   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reação da aluna&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste sábado, ao saber da notícia pela impresa, a aluna disse que ficou surpresa com expulsão e pretende processar a Uniban, segundo reportagem do jornal &amp;quot;Folha de São Paulo&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Decisão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além de desligar a aluna, a Uniban decidiu suspender temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. O comunicado não detalha quem e quantos seriam estes estudantes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O tumulto&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;No dia 22 de outubro, uma quinta-feira, a estudante foi à universidade, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC, com um vestido rosa curto. Quando subia uma rampa, alguns alunos começaram a assobiar e cantá-la, mas, em pouco tempo, os gracejos deram lugar a ofensas e palavrões. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao entrar no banheiro, Geyse relatou que uma roda se formou e ela precisou da ajuda dos colegas para conseguir chegar até a sala de aula. Diversos alunos tiraram fotos e filmaram com o celular.    &lt;br /&gt;A confusão só acabou por volta das 22h com a chegada da Polícia Militar, que abriu caminho entre os estudantes com ajuda de spray de pimenta e escoltou a jovem até a casa dela. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por cima do vestido, Geyse colocou um jaleco branco fornecido por um professor. No dia seguinte ao fato, o vídeo com os xingamentos já estava no YouTube e contabilizava milhares de acessos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/07/uniban+expulsa+aluna+hostilizada+por+usar+vestido+curto+9042025.html" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/07/uniban+expulsa+aluna+hostilizada+por+usar+vestido+curto+9042025.html"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/07/uniban+expulsa+aluna+hostilizada+por+usar+vestido+curto+9042025.html&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caetano diz preferir Marina e chama Lula de 'analfabeto'&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O cantor Caetano Veloso anunciou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, sua decisão de votar na senadora Marina Silva para a Presidência da República, que, segundo ele, é uma mistura de Barack Obama (presidente dos Estados Unidos) e Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de &amp;quot;analfabeto&amp;quot;. &amp;quot;Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem.&amp;quot;   &lt;br /&gt;Apesar de já ter divulgado sua preferência na eleição do ano que vem, Caetano afirmou que todos os nomes que têm se apresentado como possíveis sucessores do presidente Lula tem &amp;quot;nível bom&amp;quot;. &amp;quot;Vou falar em Aécio (Aécio Neves, governador de Minas Gerais pelo PSDB), de quem eu gosto muito. Talvez seja meu favorito entre os gestores. Porque acho que o Serra (José Serra, governador paulista, também do PSDB) talvez ficasse mais isolado que o Aécio. E a (ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT) Dilma Rousseff talvez ficasse muito presa ao esquema estabelecido de ocupação dos espaços estatais pelo governo do PT.&amp;quot;    &lt;br /&gt;Ao falar sobre a capacidade da pré-candidata do PV de gerir o País, caso vença as eleições do ano que vem, o cantor afirmou que a senadora &amp;quot;é muito responsável e muito sensata&amp;quot;. &amp;quot;Se empenhar as energias para ganhar e se tornar capaz disso, ela levará a sensatez ao ponto de poder gerir. Suponho que agora ela não parece ter essa capacidade (de gerir), com as coisas como estão&amp;quot;, disse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Senado ignora Supremo e mantém senador cassado&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Senado não afastou do cargo o senador Expedito Júnior (PSDB-RO), como manda a decisão do Supremo Tribunal Federal, e resolveu encaminhar o caso para ser analisado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A posse do substituto teve de ser desmarcada.   &lt;br /&gt;O senador Expedito Júnior foi cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2006.    &lt;br /&gt;Na semana passada, o STF julgou ação proposta pelo segundo colocado nas eleições, Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO). Ele pediu para tomar posse no lugar de Expedito, já que tanto o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia -que o cassou em 2008- como o Tribunal Superior Eleitoral -que confirmou a decisão em junho deste ano- determinaram sua saída imediata.    &lt;br /&gt;O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mandou publicar a decisão e convocou o pedetista a assumir a cadeira ontem, ao mesmo tempo em que reuniu a Mesa Diretora para deliberar sobre o assunto.    &lt;br /&gt;Como a decisão deve ser colegiada, a Mesa decidiu mais uma vez ignorar o Supremo e aceitar o recurso de Expedito ontem para que ele pudesse se defender na CCJ. Com isso, a posse de Gurgacz foi adiada e o tucano segue no cargo.    &lt;br /&gt;A decisão revoltou o PDT que promete ingressar no Supremo para comunicar o que considera uma insubordinação do Senado. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) não descartou pedir na ação a prisão dos dirigentes da Casa. &amp;quot;Sarney trata essa Casa como se fosse dele. Determinação do Supremo não é para ser estudada.&amp;quot;    &lt;br /&gt;Sarney respondeu com ironia: &amp;quot;Peço que não me levem cigarro porque não fumo, mas que me confortem&amp;quot;. Ele admitiu que a decisão pode ser interpretada como uma afronta ao STF e, por isso, disse que votou contra o adiamento.    &lt;br /&gt;O presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), vai relatar o recurso e adiantou que seu parecer será pelo afastamento de Expedito. Ele se comprometeu a votar o recurso na próxima semana ou amanhã, se houver quorum. A CCJ não tem poderes para mudar a decisão do Supremo.    &lt;br /&gt;No final do dia, Sarney divulgou os votos da Mesa Diretora: Heráclito Fortes (DEM-PI), Mão Santa (PSC-PI), Adelmir Santana (DEM-DF), César Borges (PR-BA) e Cícero Lucena (PSDB-PB) se posicionaram por adiar o cumprimento da decisão da Justiça. Serys Slhessarenko (PT-MT) se absteve.    &lt;br /&gt;Vetado na última hora, Gurgacz disse que ao adiar a sua posse o Senado está &amp;quot;avalizando a compra de votos&amp;quot; e cobrou &amp;quot;mais ética da Casa&amp;quot;. &amp;quot;Precisamos afastar os malandros do Senado.&amp;quot; Empresário, ele responde como pessoa física e jurídica a processos na Justiça por abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação, mas nega ter conhecimento das ações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;O CLIMA DA SEMANA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Confira o que esquentou e o que esfriou&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;QUENTE&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONSUMO AQUECIDO&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O comércio prevê aumento de até 20% nas vendas de fim de ano na comparação com 2008. A demanda maior pode até levar à falta de produtos como televisores LCD e de plasma    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;PRIMAVERA QUENTE&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Com os termômetros marcando 33,6ºC, São Paulo registrou na terça-feira a temperatura mais quente desde março. No Rio, a quinta-feira foi o dia mais quente do ano, com 40,2ºC    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;SEXO E NUDEZ&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Natalie Portman disse ser &amp;quot;totalmente contra&amp;quot; sites pornográficos e que fica em dilema quando tem que fazer cenas de nudez no cinema, para não produzir conteúdo para eles. Mesmo assim, ela participa, no inédito &amp;quot;Black Swan&amp;quot;, de uma cena de sexo com uma mulher    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;BEIJO, SUOR E CHUVA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A 14ª parada gay do Rio reuniu 1,2 milhão de pessoas no domingo. O clima só não ficou mais quente porque o desfile aconteceu debaixo de chuva. Na foto, o governador Sérgio Cabral beija sua mulher, Adriana, e o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) cumprimenta a atriz Letícia Spiller     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;SENADO X STF&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A relação entre Senado e Supremo esquentou no começo da semana, com a demora da Casa para afastar do cargo Expedito Júnior (PSDB-RO), cassado por comprar votos em 2006. Os ânimos esfriaram na quinta, quando o tucano desistiu de recorrer no Senado da decisão do STF    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;MENOS AR-CONDICIONADO&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Depois de pedir que os venezuelanos tomassem banho de até três minutos, Hugo Chávez limitou o uso do ar-condicionado em instituições públicas, onde os aparelhos não podem marcar menos que 24ºC. O calor pode aumentar com o anúncio, nos próximos dias, de um programa de racionamento de energia    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;FRIO&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;1ª DERROTA NAS URNAS&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O resultado das eleiçoes locais nos EUA foi uma ducha de água gelada no ânimo do democrata Barack Obama. Republicanos venceram nos Estados de Virgínia e Nova Jersey e na cidade de Nova York. Animada, a oposição já pensa em 2010, quando tentará recuperar a maioria no Congresso     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;SEM 2º TURNO&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O segundo turno da eleição presidencial no Afeganistão, que aconteceria ontem, foi cancelado no começo da semana, depois de o ex-chanceler Abdullah Abdullah retirar sua candidatura, temendo novas fraudes. Hamid Karzai foi declarado reeleito    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;TOYOTA DESISTE&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A Toyota, maior montadora de automóveis do mundo, congelou sua participação na categoria mais famosa do automobilismo. Culpando o cenário econômico, a empresa repetiu a também japonesa Honda e decidiu deixar a competição    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;SELEÇÃO EM CURITIBA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A seleção brasileira vai se preparar no ano que vem para a Copa em Curitiba. A capital paranaense foi escolhida pelo frio do seu inverno, para os jogadores se adaptarem ao clima que vão encontrar na África do Sul, em julho&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;MEMÓRIA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O antropólogo Claude Lévi- Strauss, um dos mais importantes intelectuais do século 20, morreu no domingo, dias antes de fazer 101 anos; na foto, ele está em sala do Collège de France, em Paris&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-2846050978728360750?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/2846050978728360750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=2846050978728360750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2846050978728360750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/2846050978728360750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2009/11/noticias-da-semana_08.html' title='Noticias da Semana'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-1802317154416958744</id><published>2009-11-08T15:52:00.001-02:00</published><updated>2009-11-08T15:52:21.095-02:00</updated><title type='text'>Culpar a vítima: essa foi a estratégia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;HÉLIO SCHWARTSMAN&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Folha de SP&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160; &lt;br /&gt;Culpe a vítima. Essa foi a estratégia utilizada pela Uniban para, vá lá, &amp;quot;reduzir os danos&amp;quot; provocados pelo &amp;quot;affaire&amp;quot; Geisy. Acho que não chamaram ninguém do Departamento de Marketing para a reunião que definiu a expulsão. Nem da Pedagogia, nem o professor de Ética (se é que têm um).    &lt;br /&gt;Chamaram apenas alguém do Jurídico, o qual concluiu que a agora ex-aluna violou o artigo 215 e seguintes do Regimento Interno da universidade, ao usar &amp;quot;trajes inadequados&amp;quot; e fazer &amp;quot;percursos maiores que o habitual&amp;quot;.    &lt;br /&gt;Não é preciso pós-graduação em astrologia para perceber que o impacto da decisão não é dos mais auspiciosos para a universidade.    &lt;br /&gt;Conseguiram transformar o que já era um pesadelo de relações públicas naquilo que o pessoal das Letras Clássicas chamaria de &amp;quot;defaecatio maxima&amp;quot; -e que o pudor que faltou aos dirigentes da instituição me impede de traduzir.    &lt;br /&gt;A provável ação indenizatória que Geisy moverá contra a escola acaba de ter seu valor majorado. A Uniban também deve ter perdido potenciais candidatos a estudante. Eu, pelo menos, pensaria várias vezes antes de matricular meus filhos numa faculdade que busca proteger um bando de arruaceiros atacando o elo mais fraco.    &lt;br /&gt;A estratégia de culpar a vítima é bem conhecida. Se uma garota foi estuprada, ela é pelo menos parcialmente responsável por seu destino: de alguma forma, provocou o estuprador, seja por utilizar roupas insinuantes, seja por meio de atitudes libidinosas. Afinal, nada acontece &amp;quot;de graça&amp;quot;.    &lt;br /&gt;A psicologia explica tal atitude como um autoengano que visa a nos manter em posição de controle: se eu não me comportar &amp;quot;mal&amp;quot; como a &amp;quot;vítima&amp;quot;, não estou sujeito ao mesmo risco. Tal operação mental nos permite persistir na crença de que o mundo é um lugar justo. Não é, como a Uniban acaba de demonstrar exemplarmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0811200926.htm" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0811200926.htm"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0811200926.htm&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-1802317154416958744?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/1802317154416958744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=1802317154416958744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1802317154416958744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/1802317154416958744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2009/11/culpar-vitima-essa-foi-estrategia.html' title='Culpar a vítima: essa foi a estratégia'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-6612838564743811457</id><published>2009-11-02T23:00:00.001-02:00</published><updated>2009-11-02T23:59:51.464-02:00</updated><title type='text'>Notícias da semana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;MANCHETES &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Plano amplia controle sobre mineração     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2610200902.htm"&gt;Segunda, 26.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Asfalto some e prejudica obras do PAC no Nordeste     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2710200902.htm"&gt;Terça, 27.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&amp;quot;Laranjas&amp;quot; e boicote travam legalização da Amazônia     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2810200902.htm"&gt;Quarta, 28.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Senado facilita despejo de inquilino     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2910200902.htm"&gt;Quinta, 29.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Elétricas admitem devolver dinheiro     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi3010200902.htm"&gt;Sexta, 30.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Congresso decidirá sobre volta de Zelaya ao poder     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft3110200901.htm"&gt;Sábado, 31.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Colegas hostilizam aluna por causa de vestido curto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma estudante da Uniban de S. Bernardo do Campo precisou ser escoltada por policiais para sair da faculdade, após ser xingada e perseguida por dezenas de alunos porque estava usando um vestido curto.   &lt;br /&gt;O incidente aconteceu no dia 22, mas o vídeo virou febre no YouTube ontem. A Uniban abriu sindicância para investigar os causadores do tumulto e pretende puni-los.    &lt;br /&gt;Segundo a universidade, alunos, professores, seguranças e a aluna estão sendo ouvidos individualmente. Em nota, a Uniban afirmou que &amp;quot;repudia qualquer manifestação de preconceito de gênero e qualquer forma de difamação ou violência&amp;quot;.    &lt;br /&gt;A Polícia Militar esteve no local por volta das 21h30 e apenas acompanhou a aluna para fora da universidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,47512"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,47512&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Ensino particular, circo e zoológico &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não foi o vestido, afinal nem tão curto. Foi o tamanho da multidão o que mais me impressionou nos vídeos do YouTube sobre a aluna hostilizada numa universidade paulista na semana passada.   &lt;br /&gt;Enquanto a estudante de turismo sai da faculdade escoltada por PMs, a câmera sobe e mostra uma cena dantesca: como numa arena romana, milhares de alunos berram e gesticulam.    &lt;br /&gt;O mundo do ensino &amp;quot;universitário&amp;quot; privado brasileiro, especialmente à noite, é um amálgama triste de circo com zoológico.    &lt;br /&gt;Estão lá filhinhos de papai que poderiam estudar numa faculdade melhor, mas por burrice e/ou preguiça acabaram em alguma boca de porco, período noturno. Estão lá as pessoas de classe média/média baixa que fizeram com sacrifício os ensinos básico e médio, ganharam uma formação cheia de falhas e agora veem numa faculdade de quinta categoria e chance de um diploma superior.    &lt;br /&gt;Estão lá também as exceções das exceções, alunos com bom potencial, que sentam na frente, estudam, tentam se motivar -mas são solapados pela mediocridade geral do ambiente e pelas necessidades imediatas da vida real.    &lt;br /&gt;Eu podia arriscar aqui comentários rasos sobre psicologia de massa, podia tentar falar de moralismo e de falso moralismo. Podia tentar entender por que uma aluna de vestido mais ou menos curto fez disparar tamanha reação de ódio em cadeia.    &lt;br /&gt;Mas prefiro focar na cena da multidão, naquele momento animalesco. Como uma universidade pode ter tantos alunos assim? Que tipo de ensino esses caras recebem? Será que dá para chamar de ensino? Um diploma obtido desse jeito, e num lugar desses, vale tanto assim?    &lt;br /&gt;Perto de casa, há uma universidade desse naipe. No começo e no fim das aulas, as ruas são tomadas pela horda de estudantes. Não há, literalmente, espaço para os carros passarem. Nessa universidade, minha vizinha, existe até curso de medicina. Como dizem no Twitter: #medo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;a title="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm0211200912.htm" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm0211200912.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm0211200912.htm&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Site que só aceita gente bonita é lançado no país&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O site de relacionamentos beautifulpeople.com chegou ao Brasil. Mas, para fazer parte dessa rede social, você tem de ser, ou parecer, uma pessoa bonita.   &lt;br /&gt;Isso porque, antes de ter sua conta aprovada no site, o usuário tem de passar por uma avaliação dos membros que já fazem parte da rede e, nessa brincadeira, os feios não têm vez.    &lt;br /&gt;O cadastro no site é gratuito. Para se inscrever, o candidato deve publicar uma foto e um pequeno perfil.    &lt;br /&gt;Depois, por um sistema de classificação on-line, os integrantes do site do sexo oposto ao do candidato decidem se a pessoa é atraente e deve participar da rede.    &lt;br /&gt;A avaliação dura 48 horas e há quatro possibilidades de resposta: &amp;quot;Definitivamente sim&amp;quot;, &amp;quot;Hum, sim, OK&amp;quot;, &amp;quot;Hum, não, não realmente&amp;quot; e &amp;quot;NÃO, definitivamente NÃO&amp;quot;.    &lt;br /&gt;Os candidatos podem acompanhar a votação em tempo real e, uma vez dentro, passam a classificar as fotos de novos usuários.    &lt;br /&gt;A rede social, criada na Dinamarca, conta com 180 mil membros em todo o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Álcool e sexo estão entre o que mais mata&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se comesse bem, em especial quando criança, evitando o excesso de gordura e sal, bebesse menos, fizesse apenas sexo seguro e morasse apenas em locais com saneamento básico, o ser humano viveria bem mais.   &lt;br /&gt;Esses cinco fatores causam um quarto das 60 milhões de mortes prematuras a cada ano e, se esses comportamentos fossem combatidos, a população mundial viveria cinco anos a mais. A conclusão é da OMS (Organização Mundial de Saúde), no relatório &amp;quot;Riscos à Saúde Global&amp;quot;.    &lt;br /&gt;Em todo o mundo, a pressão alta causa 13% das mortes prematuras, e o tabagismo responde por 9% delas.    &lt;br /&gt;No relatório, a desnutrição infantil corresponde a 5,9% dos fatores que mais baixam a expectativa de vida. Depois vêm, pela ordem, sexo sem proteção (4,6%), álcool (4,5%), falta de saneamento básico (4,2%) e pressão alta (3,7%).    &lt;br /&gt;Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o álcool é o líder, com 7,6%, seguido de pressão alta (5,4%). Mas, se a desnutrição é um problema nos países pobres, nos ricos, o perigo vem da obesidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=10,47397"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=10,47397&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lei acelera despejo de inquilino inadimplente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem, em caráter terminativo e por unanimidade, o projeto que que acelera os processos de despejo de inquilinos que atrasam o pagamento do aluguel. Se não houver recurso (o que é pouco provável, dada a unanimidade na comissão), a proposta segue para sanção de Lula.   &lt;br /&gt;Em média, para despejar um locatário inadimplente, o proprietário leva hoje 14 meses. Com a nova Lei do Inquilinato, esse tempo deve cair para quatro meses. É que o juiz poderá determinar o despejo, sem outros trâmites. E não valerá mais o requerimento em que o locatário atesta a intenção de pagar, o que atrasava o processo.    &lt;br /&gt;O proprietário do imóvel poderá também exigir a substituição do fiador caso este tenha dificuldades financeiras. Além disso, em caso de separação do casal, um dos cônjuges vai poder permanecer como inquilino. Nesses casos, o fiador pode ser substituído, mas ficará responsável pela fiança durante 120 dias após o locador ser notificado.    &lt;br /&gt;Outra mudança é a possibilidade da assinatura de um contrato sem as exigências normais, como fiador, quando o inquilino é bom pagador. Em contrapartida, caso atrase os pagamentos, ele será despejado em 30 dias.    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Três milhões para locação &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A relatora do projeto, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), espera, com a lei, que os donos de 3 milhões de imóveis fechados no país os coloquem para locação. Com essa oferta, a expectativa é de que o preço do aluguel acabe caindo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=15,47466"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=15,47466&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Miley Cyrus é eleita a celebridade com pior influência para jovens&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Miley Cyrus é uma das principais estrelas adolescentes da Disney nesta década. Mas a atriz e cantora foi eleita, por um público de 9 a 15 anos, a celebridade que foi a pior influência para a juventude em 2009 - e foi escolhida pelo próprio público que a levou ao estrelato.   &lt;br /&gt;Miley, 16 anos, teve 42% dos votos em pesquisa realizada no site JSYK.com. Britney Spears e o rapper Kanye West ficaram com o segundo e o terceiro lugares.    &lt;br /&gt;A pesquisa foi feita um ano depois de Miley Cyrus provocar polêmica ao ser vista namorando um modelo de 20 anos e fazendo &amp;quot;olhos de japonesa&amp;quot; numa foto informal, que foi interpretada como zombaria aos asiáticos. A atriz também fez pole dance durante a entrega de um prêmio teen.    &lt;br /&gt;A estrela da Disney é um dos maiores ídolos adolescentes desde 2006. Ela vendeu mais de 7 milhões de discos e hoje tem também sua própria grife de moda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=17,47487"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=17,47487&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Senado torna ensino médio e pré-escola obrigatórios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Proposta de emenda constitucional aprovada na quarta-feira pelo Senado aumenta de 9 para 14 anos o ensino obrigatório no país. Hoje pais e governos devem assegurar que todas as crianças façam o ensino fundamental, que vai dos 6 aos 14 anos. Até 2016, também serão obrigatórios a pré-escola (4 e 5 anos) e o ensino médio (dos 15 aos 17 anos).   &lt;br /&gt;O projeto já havia sido aprovado pela Câmara e segue agora para sanção ou veto do presidente Lula. Estados e municípios ainda não têm estimativas de quanto vai custar a implantação da pré-escola e do ensino médio obrigatórios.    &lt;br /&gt;O Ministério da Educação (MEC) disse que também não possui essa estimativa, mas que uma das fontes de financiamento serão os recursos liberados pelo fim da DRU para a educação, também aprovado pelos senadores (veja ao lado).    &lt;br /&gt;Segundo o MEC, serão injetados, em média, R$ 9 bilhões na educação por ano.    &lt;br /&gt;Para o presidente da Undime (que reúne secretários municipais de Educação), Carlos Eduardo Sanches, 2016 é prazo viável para a obrigatoriedade da pré-escola. Ele espera recursos federais para financiar a implantação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,47560"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,47560&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jogadores do Barueri revelam 'mala branca' para vencer Fla&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os jogadores do Barueri tiveram uma motivação extra para vencer o Flamengo por 2 a 0, na noite de quarta-feira. Após o triunfo em casa, dois atletas da equipe paulista revelaram que receberam uma ajuda financeira do Cruzeiro - a famosa &amp;quot;mala branca&amp;quot; - para bater os rubro-negros.   &lt;br /&gt;&amp;quot;O Cruzeiro nos deu essa gratificação, mas, independentemente de dinheiro, a gente sempre quer vencer&amp;quot;, disse o atacante Val Baiano à rádio Eldorado/ESPN.    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aberto à negociação &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O goleiro Renê confirmou e disse que o Barueri está aberto para novas &amp;quot;malas brancas&amp;quot; na reta final do Brasileiro. &amp;quot;Isso não é ilegal. E nós estamos esperando o pagamento agora. Fim de ano está aí, queremos engordar a conta&amp;quot;, disse Renê. &amp;quot;Agora é no Morumbi [amanhã contra o São Paulo]. Vamos lá esperando a ligação de alguns clubes, uma força maior&amp;quot;, completou.    &lt;br /&gt;A declaração dos jogadores não foi bem recebida nas diretorias do Barueri e do Cruzeiro. O clube mineiro negou ter pagado &amp;quot;qualquer quantia aos jogadores&amp;quot; e pediu uma apuração sobre o caso. Já o Barueri disse desconhecer a proposta e não descartou uma punição aos atletas.    &lt;br /&gt;O Flamengo também criticou a prática. &amp;quot;Isso me surpreende. Não é normal no futebol. Cabe ao Ministério Público apurar&amp;quot;, disse Márcio Braga, presidente do clube.    &lt;br /&gt;Após toda a polêmica, o atacante Val Baiano recuou e disse que apenas ouviu falar na &amp;quot;mala branca&amp;quot;. &amp;quot;Fiquei sabendo por alto. Eu nem sei quem são os caras e se eles vão pagar mesmo&amp;quot;, disse.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Musculação traz muito mais que força&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A musculação não traz apenas músculos e força. Um estudo da Universidade de Gainsville (EUA) comprovou que &amp;quot;puxar ferro&amp;quot; também traz uma série de benefícios para a saúde.   &lt;br /&gt;O primeiro deles é a prevenção de doenças. A força muscular é inversamente proporcional ao risco de desenvolver doenças cardiovasculares e as relacionadas ao metabolismo.    &lt;br /&gt;Outro ponto positivo é a diminuição da ansiedade e da insônia. Há casos em que pacientes se livraram da depressão com a prática desses exercícios de força.    &lt;br /&gt;Quando envelhecem, os adeptos da musculação também devem ter perda muscular muito menor que os sedentários.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;a href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=21,47291"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=21,47291&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Violência cresce e faz capital ter um roubo a cada 4 minutos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os casos de roubo cresceram pelo terceiro trimestre consecutivo na capital. Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam que foram registradas, entre janeiro e setembro, 94.834 ocorrências na cidade, uma média de um roubo a cada quatro minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O total de casos neste ano subiu 11,03% em relação ao mesmo período de 2008, quando houve 85.416 registros. Já o número de veículos roubados subiu 19,84%, passando de 23.315 para 27.942.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O total de casos neste ano subiu 11,03% em relação ao mesmo período de 2008, quando houve 85.416 registros. Já o número de veículos roubados subiu 19,84%, passando de 23.315 para 27.942.    &lt;br /&gt;As estatísticas foram tabuladas após a divulgação dos dados do terceiro trimestre sobre a violência no Estado. Elas mostram que, na capital, outros crimes contra o patrimônio também subiram. Latrocínios (roubo seguido de morte) foram de 51 para 79, e furtos, de 119.314 para 131.720.     &lt;br /&gt;Se levados em conta só os meses do terceiro trimestre (de julho a setembro), o total de roubos (31.445) caiu em relação ao segundo (32.144). Contudo, o número cresceu 10,4% no comparativo com igual período do ano passado, quando houve 28.476 casos.     &lt;br /&gt;A comparação entre os mesmos trimestres é a recomendada pela SSP. Por esse cruzamento, os roubos subiram em todos os trimestres. A pasta, que passou a ser gerida por Antônio Ferreira Pinto em março, alega que houve subnotificação dos casos no fim de 2008, devido à greve da Polícia Civil. Com isso, 21% deles não teriam sido registrados, prejudicando as estatísticas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,47577" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,47577"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,47577&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;Índios encontram avião da FAB na floresta amazônica; 9 sobrevivem&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O avião da FAB (Força Aérea Brasileira) que havia desaparecido na manhã de ontem, durante voo entre Cruzeiro do Sul (AC) a Tabatinga (AM) foi localizado nesta sexta-feira em meio à floresta amazônica, entre as duas aldeias. Segundo a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), 9 das 11 pessoas que estavam na aeronave sobreviveram.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O avião, um C-98 Caravan, transportava &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u645524.shtml"&gt;quatro tripulantes&lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u645551.shtml"&gt;sete funcionários&lt;/a&gt; da Funasa, que viajavam para Tabatinga como parte da Operação Gota, que tem como objetivo vacinar as &amp;quot;populações residentes em áreas rurais e indígenas de difícil acesso&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De acordo com a FAB, integrantes da tribo Matis notificaram a Funai (Fundação Nacional do Índio) sobre a localização da aeronave, na manhã de hoje. Ainda não há informações sobre os nomes ou estado de saúde dos sobreviventes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Buscas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segundo o Comando da Aeronáutica, o avião saiu ontem de Cruzeiro do Sul e deveria pousar em Tabatinga às 10h15, horário local (ou 12h15, horário de Brasília).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Salvaero (Serviço de Salvamento Aéreo) recebeu o ELT (sinal de emergência) emitido pela aeronave 58 minutos após a decolagem. &amp;quot;Com base nas informações do ELT e dos últimos contatos por radar e rádio com o controle de tráfego aéreo, foi possível estabelecer uma área para início das buscas&amp;quot;, informou a FAB ontem, em nota.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As buscas pela aeronave contaram com sete aeronaves da FAB e uma do Exército. Entre as aeronaves utilizadas estão dois helicópteros H-60L BlackHawk, um helicóptero HM-3 Super Cougar, um KC-130 Hércules, um SC-95 Bandeirante, dois C-105 Amazonas e um R-99.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-6612838564743811457?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/6612838564743811457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=6612838564743811457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6612838564743811457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/6612838564743811457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2009/11/noticias-da-semana.html' title='Notícias da semana'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-857328841862978386</id><published>2009-10-27T22:29:00.001-02:00</published><updated>2009-10-27T22:29:38.695-02:00</updated><title type='text'>Notícias da Semana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Manchetes da Folha de SP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;SP aumenta gastos com servidores    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1910200902.htm"&gt;Segunda, 19.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Justiça cassa 13 vereadores de SP     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2010200902.htm"&gt;Terça, 20.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Bolsa de SP prevê queda de negócios pós-taxação     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2110200902.htm"&gt;Quarta, 21.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;No Brasil, Cristo teria de se aliar a Judas, diz Lula     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2210200902.htm"&gt;Quinta, 22.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Bolsa chora de barriga cheia, diz Mantega     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2310200902.htm"&gt;Sexta, 23.out&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2410200902.htm"&gt;Sábado, 24.out &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;SEMANA DE ESTREIAS E DESPEDIDAS&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Confira o que foi destaque&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;ESTREIAS&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;O 1º TÍTULO DE BUTTON&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;O inglês Jenson Button, 29, entrou para o rol dos campeões de F-1 ao ficar em quinto lugar no GP do Brasil. Ele é o 31º piloto a vencer um campeonato     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;TAXAÇÃO DA BOLSA&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;O governo começou nesta semana a taxar aplicações de estrangeiros na Bolsa, cobrando 2% de IOF sobre os recursos que vêm de fora. No primeiro dia da medida, a Bovespa caiu 2,88%     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;ALIANÇA PT-PMDB&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Petistas e peemedebistas anunciaram um &amp;quot;pré-compromisso&amp;quot; para as eleições de 2010. Se vingar, o acordo garante a Dilma Rousseff o dobro do tempo de propaganda gratuita na TV     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;OBRAS NA MARGINAL&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;A semana começou em São Paulo com três pontes da marginal Tietê interditadas parcialmente por causa da construção de novas faixas embaixo delas. No primeiro dia da medida, o trânsito piorou 31% na via     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;KINDLE E WINDOWS 7&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;O Kindle, aparelho da Amazon para a leitura eletrônica de livros, e o Windows 7, novo sistema operacional da Microsoft, começaram a ser vendidos no Brasil nesta semana     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;DESPEDIDAS&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;INVENCIBILIDADE EM CASA&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;O Palmeiras sofreu, no domingo, diante do Flamengo, a sua primeira derrota em casa neste Brasileiro. A equipe ainda perdeu de novo no meio da semana, para o Santo André     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;DEMITIDO&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;O brasileiro Joel Santana foi demitido do cargo de técnico da seleção da África do Sul. Nas últimas nove partidas, a equipe sul-africana perdeu oito vezes     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;ARQUIVADO&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;O processo de impeachment contra a governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) foi arquivado nesta semana. A decisão foi aprovada na Assembleia gaúcha por 30 votos contra 17     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;FAMOSOS NO TWITTER&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Estrelas como a atriz Cameron Diaz começaram a ser proibidas de usar o Twitter. O temor de estúdios de Hollywood é que as celebridades vazem informações sobre projetos não lançados     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;ACERVO QUEIMADO&lt;/b&gt;     &lt;br /&gt;Um incêndio destruiu grande parte do acervo do artista plástico Hélio Oiticica (1937-1980) que estava na casa de seu irmão, César, no Jardim Botânico, zona sul do Rio&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;PM vai usar arma que dá choque e paralisa suspeito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Policiais militares começaram a utilizar armas não letais no Estado. Desde agosto, 300 pistolas que dão choque e paralisam o suspeito foram distribuídas. Na capital, 150 homens já foram treinados para usar o armamento.    &lt;br /&gt;A arma é uma opção ao revólver e deve ser usada em casos como perseguição e tentativa de suicídio, segundo o Jornal da Tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A arma é uma opção ao revólver e deve ser usada em casos como perseguição e tentativa de suicídio, segundo o Jornal da Tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A arma atinge alvos a até 10 m de distância e dispara pulsos elétricos capazes de impedir o controle das mãos e pernas. Em 2008, o Ministério da Justiça comprou 4 mil pistolas para 18 Estados. O objetivo é causar menos ferimentos nas vítimas.    &lt;br /&gt;Especialistas e a Anistia Internacional questionam a eficácia devido à possibilidade de morte por problemas cardíacos. A Taser, produtora da pistola, afirma que ainda não há comprovação dos riscos.     &lt;br /&gt;Em São Paulo, a polícia promete acompanhar a atuação dos oficiais para evitar o uso desnecessário da arma.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46879" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46879"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46879&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Na bancada do JN está o novo hit do Twitter&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A figura séria atrás da bancada do Jornal Nacional esconde outra parte da personalidade de William Bonner: o sujeito divertido e descontraído. Foi ao se revelar assim que o jornalista se tornou o brasileiro de maior sucesso do Twitter no momento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bonner (@realwbonner) criou conta dia 24 de agosto, para divulgar seu livro JN: Modo de Fazer. Menos de dois meses depois, já tem 140 mil seguidores e publicou mais tweets (as postagens do Twitter)que Luciano Huck, brasileiro mais popular do site, seguido por 1,2 milhão e que tem perfil desde maio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tráfico derruba helicóptero da PM; 2 morrem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dois policiais militares morreram ontem em um helicóptero que se incendiou após ser atingido por tiros disparados do morro de São João, no Engenho Novo, zona norte do Rio.   &lt;br /&gt;Os outros três policiais que estavam a bordo conseguiram escapar, mas sofreram queimaduras. Um deles foi baleado.    &lt;br /&gt;Da frota da Polícia Militar, o helicóptero sobrevoava os vizinhos morros de São João e dos Macacos (Vila Isabel), onde de madrugada houve intenso tiroteio entre traficantes rivais.    &lt;br /&gt;Segundo testemunhas, o helicóptero foi atingido na traseira, possivelmente na hélice, o que deu início ao fogo. Baleado, com pouco controle sobre o aparelho, o piloto ainda fez um pouso emergencial em um campo de futebol, na Vila Olímpica do Sampaio junto ao túnel Noel Rosa, perto das favelas.    &lt;br /&gt;No solo, o helicóptero foi destruído pelas chamas. Não se sabe a razão de os dois PMs não terem conseguido escapar como os colegas. É possível que tenham sido baleados ainda no voo. Até a conclusão desta edição seus nomes e patentes não haviam sido divulgados.    &lt;br /&gt;Ao menos mais três homens morreram nos confrontos da madrugada. Os corpos -não identificados- foram achados em um carro abandonado.    &lt;br /&gt;Moradores do Macacos contaram que por volta de 1h traficantes do São João tentaram invadir a favela. Foram rechaçados e voltaram para o morro, de onde iniciaram um confronto com tiros de fuzil à distância.    &lt;br /&gt;PMs chegaram ao pé do morro às 3h, mas não o invadiram sob a alegação de que não tinham ordem para isso. Na tentativa de escapar dos tiros e granadas, muitos moradores desceram a favela e seguiram até uma delegacia, para pedir ajuda. Interditaram a rua da delegacia, e incendiaram pneus em protesto.    &lt;br /&gt;Os morros de São João e dos Macacos foram invadidos pela PM às 7h. Quatro batalhões participaram da ação, além do Bope (Operações Especiais). Os tiros continuaram até as 10h. Quando pararam, começaram os incêndios. Traficantes do São João comandaram, diz a PM, grupos que queimaram ao menos cinco ônibus e um carro.    &lt;br /&gt;O motorista Fábio Santos disse que foi ameaçado pelos incendiários, que portavam galões de combustível. &amp;quot;Colocaram um fuzil na minha cabeça e mandaram todo mundo descer, mas foram jogando álcool antes de os passageiros saírem.&amp;quot;    &lt;br /&gt;À tarde, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, se reuniu com comandantes da PM. Foi anunciado que a corporação estava em prontidão.    &lt;br /&gt;Dominado pela facção criminosa ADA (Amigo dos Amigos), o morro de São Carlos foi cercado pela PM, a fim de evitar que seus traficantes sigam para o Macacos, a fim de auxiliar os colegas ameaçados de invasão. O Macacos é o principal reduto da ADA na região e é cobiçado por facções inimigas, especialmente o Comando Vermelho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1810200923.htm"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1810200923.htm&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;McDonald's é condenado a indenizar 13 mil pessoas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Justiça do Trabalho paulista condenou a rede de lanchonetes McDonald's a pagar a 13 mil funcionários da cidade de São Paulo diferenças salariais de cerca de R$ 15 mil para cada um. A decisão é em primeira instância; a empresa diz que vai recorrer.   &lt;br /&gt;O Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em Gastronomia e Hospedagem de São Paulo e Região), que alega que o McDonald's paga salário 40% menor que o piso da categoria, de R$ 733,87, ganhou a causa.    &lt;br /&gt;A entidade, com 76 anos, representa parte dos trabalhadores do setor de fast food da Grande São Paulo e disputa com o Sindicato dos Trabalhadores em Fast Food do Município de São Paulo, criado em 2001, a representação da categoria. Para o Sinthoresp, &amp;quot;os funcionários nunca deveriam ter seus salários rebaixados pela criação irregular de um novo sindicato&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/corrida/cr1910200901.htm"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/corrida/cr1910200901.htm&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;MENINO EM BALÃO FOI TROTE, DIZ POLÍCIA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A polícia do Colorado, nos EUA, afirmou que foi vítima de trote quando os pais de um menino de seis anos disseram, no último dia 15, que o garoto havia ficado preso em um balão caseiro que alçou voo. Redes de TV filmaram o balão até que ele pousasse, enquanto o garoto Falcon Heene, soube-se depois, estava em casa. Segundo o xerife Jim Aldersen, é possível que os pais de Falcon, Richard e Mayumi, quisessem chamar a atenção para si a fim de integrar algum &amp;quot;reality show&amp;quot; no futuro -eles já participaram do &amp;quot;Troca de Esposas&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;MULHERES DO SANTOS LEVAM LIBERTADORE&lt;/b&gt;S    &lt;br /&gt;O time feminino de futebol do Santos conquistou ontem, ao bater o Universidad Autonoma por 9 a 0, o título da primeira Taça Libertadores da categoria. A vitória na Vila Belmiro deu ao time de Marta vaga no inédito Mundial, que deve ocorrer no ano que vem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/corrida/cr1910200904.htm"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/corrida/cr1910200904.htm&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;GAROTO VAI A APARECIDA ESCONDIDO&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Um garoto de 11 anos viajou cerca de 550 km no interior paulista escondido entre o pneu e o para-lama de um ônibus para pagar uma promessa para que os pais parassem de brigar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;SANTA IFIGÊNIA JÁ VENDE WINDOWS 7&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O programa, que começa a ser distribuído hoje pela Microsoft, já era vendido ontem por ambulantes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color="#669922"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;PAÍS TERÁ PADRÃO ÚNICO DE TOMADAS&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A partir de 1º de janeiro, todos os equipamentos importados ou fabricados no país precisarão ter plugues com dois ou três pinos redondos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;ESTUDANTE FORJA O PRÓPRIO SEQUESTRO&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Uma aluna de direito do Distrito Federal forjou o próprio sequestro para tirar R$ 8.000 da mãe. Ela foi presa em flagrante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;PREPARE-SE&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;A Net, maior operadora de TV a cabo do país, começa a vender até o fim do ano pacotes do Programa de &lt;b&gt;Banda Larga Popular&lt;/b&gt; . A ideia é oferecer o serviço por um valor, já fixado, de R$ 29,80 por mês.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;AERONÁUTICA TERÁ DE ACEITAR BAIXINHOS&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A Justiça Federal em Goiás ordenou que a Aeronáutica reabra inscrições de seleção para sargento para aceitar candidatos casados e de baixa estatura. A Força veta homens com menos de 1,60 m e mulheres com menos de 1,55 m.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;PILOTOS SE DISTRAEM E SAEM DE ROTA NOS EUA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Um avião com 144 passageiros e cinco tripulantes perdeu contato com controladores de voo por mais de uma hora, ultrapassou o local de pouso, em Minneapolis, e seguiu voando mais 241 quilômetros em direção a Eau Claire, em Wisconsin. Os pilotos disseram que estavam tendo uma acalorada discussão sobre a política de companhias aéreas.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-857328841862978386?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/857328841862978386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=857328841862978386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/857328841862978386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/857328841862978386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2009/10/noticias-da-semana_27.html' title='Notícias da Semana'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-4837141985824296706</id><published>2009-10-19T00:12:00.001-02:00</published><updated>2009-10-19T00:12:45.186-02:00</updated><title type='text'>Notícias da Semana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Manchetes da Folha de SP &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;Tesouro vai bancar obra do trem-bala    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1210200902.htm"&gt;Segunda, 12.out&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Programa do MEC prevê subsídio para uniforme     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1310200901.htm"&gt;Terça, 13.out &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;SP estuda alta de até 357% no IPTU     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1410200901.htm"&gt;Quarta, 14.out&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Governo recua e diz que vai restituir IR em 2009     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1510200912.htm"&gt;Quinta, 15.out&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Eike afirma que desiste de disputa pela Vale     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1610200902.htm"&gt;Sexta, 16.out&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Governo decide taxar capital externo     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1710200902.htm"&gt;Sábado, 17.out&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Rumo a 2010&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;O ano que vem nas notícias da semana&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;BRASIL NA ONU&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O Brasil foi eleito para ocupar uma das vagas temporárias do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas no biênio 2010-2011&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;OBAMA NO BRASIL&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O governo brasileiro espera a primeira visita de Barack Obama até o começo do ano. Segundo o embaixador em Washington, Antônio Patriota, a viagem dele será antecedida pela de Hillary Clinton&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;ÚLTIMA VAGA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A seleção argentina conquistou na última rodada das eliminatórias uma vaga para a Copa da África do Sul. O país agora debate se Maradona deve ficar no cargo de técnico    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;FIM DO A-HA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A banda norueguesa anunciou que encerrará suas atividades no fim do próximo ano, com uma turnê mundial. Foram 27 anos de carreira    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;MENOS IPVA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O valor do IPVA a ser pago no início do ano será entre 10% e 15% menor do que o pago no início deste ano em São Paulo. A queda é consequência da depreciação dos veículos devido ao corte do IPI    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;MAIS IPTU&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A Prefeitura de São Paulo iniciou estudos para aumentar no ano que vem o IPTU de acordo coma valorização imobiliária de cada região nos últimos oito anos.O reajuste pode chegar a até 357% em alguns lugares    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;BARRICHELLO NA WILLIAMS&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O piloto brasileiro, que hoje está na Brawn GP, &lt;b&gt;já assinou contrato com a Willians&lt;/b&gt; para a próxima temporada, com opção de prolongar o acordo por mais um ano    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;RONALDO EM FORMA&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Segundo o preparador físico do Corinthians, Walmir Cruz, o atacante &lt;b&gt;só entrará em forma no ano que vem&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;NOS CINEMAS&lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A atriz espanhola Penélope Cruz estará em &amp;quot;Sex and the City 2&amp;quot;, no papel de uma designer de sapatos. A sequência do filme sobre a série deve estrear em maio&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Classe média já é maioria na Febem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O envolvimento com o tráfico de drogas é uma das causas para o aumento do número de adolescentes da classe média internados na Fundação Casa (ex-Febem). Segundo a instituição, em 2006, 28% dos infratores eram da classe média. Em 2007, 78% eram provenientes de famílias estruturadas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46573" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46573"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46573&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Escolas estaduais registram 100 casos de violência por dia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Episódios de violência nas 5,4 mil escolas da rede estadual rendem cerca de 100 denúncias por dia à Secretaria de Educação. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A maior parte dos casos é de ofensas verbais direcionadas pelos alunos aos professores dentro da sala de aula. No entanto, também há registro de incidentes mais graves, como agressões físicas aos docentes e funcionários.    &lt;br /&gt;Os dados são enviados pelas escolas por meio do Sistema de Registro de Ocorrência Escolar, rede informatizada que funciona desde junho como parte de um programa para diminuir os atos violentos nas escolas públicas do Estado.     &lt;br /&gt;Uma equipe de dez funcionários da Secretaria de Educação recebe as informações em tempo real e fica disponível para esclarecer aos diretores de escolas quais providências devem ser tomadas em cada caso. O grupo tem o apoio de um policial militar, que pode pedir reforços para uma escola, se preciso. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46581" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46581"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46581&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Anatel quer punir banda larga que não funciona na velocidade prometida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As prestadoras de serviço de internet de banda larga no país estarão sujeitas a multa caso não entreguem a velocidade contratada e paga pelos usuários.    &lt;br /&gt;Essa é uma das regras que a área técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) incluiu no pacote que está sendo preparado para regulamentar o setor.     &lt;br /&gt;&amp;quot;Hoje, o cliente não tem como exigir a velocidade. Ele quer baixar um filme, mas tem dificuldade, porque a empresa está saturada e não dá a ele o mínimo de garantia de acesso&amp;quot;, afirmou a conselheira da Anatel Emília Ribeiro à Agência Estado.     &lt;br /&gt;Segundo ela, uma das ideias é estabelecer no contrato a velocidade mínima e máxima.     &lt;br /&gt;Para fazer cumprir a regra, a Anatel deve seguir o exemplo do Chile, onde o governo oferece um programa gratuito que permite medir a velocidade de conexão. Pela proposta, haverá também regras de atendimento e rescisão do contrato.     &lt;br /&gt;A previsão é de que as novas regras entrem em vigor no primeiro semestre de 2010.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=15,46663" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=15,46663"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=15,46663&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Argentina bate Uruguai e se classifica para a Copa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Terminou 4a feira, com final feliz para os argentinos, um dos episódios mais dramáticos de toda a história de seu futebol. A seleção de Maradona garantiu a última vaga direta da América Sul na Copa do Mundo ao vencer o Uruguai por 1 a 0, em Montevidéu.    &lt;br /&gt;Já o Uruguai disputará a repescagem contra uma seleção da Concacaf. A Celeste terá como adversário Costa Rica ou Honduras. Os uruguaios foram beneficiados pelo tropeço do Equador. A seleção perdeu para o Chile por 1 a 0, em Santiago, e teve o sonho adiado de participar de sua terceira Copa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=16,46735" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=16,46735"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=16,46735&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transporte em SP é 2º mais caro do continente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cidade de São Paulo tem a segunda tarifa de transporte público mais cara entre as grandes cidades da América Latina: US$ 0,99 por uma viagem de metrô, ônibus ou trem. O Rio de Janeiro é a que oferece o preço mais alto: US$ 1,01, segundo uma pesquisa feita em 73 cidades do mundo pelo banco suíço UBS.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O levantamento, com valores de março, revela que três capitais do continente têm preços iguais ou inferiores à metade do que é cobrado nas duas cidades brasileiras.    &lt;br /&gt;Em Buenos Aires, na Argentina, cobra-se US$ 0,31. Já em Caracas, na Venezuela, o valor da passagem é de US$ 0,40. E em Lima, no Peru, o preço é de US$ 0,38.     &lt;br /&gt;A pesquisa calcula quanto se gasta com uma passagem para percorrer 10 km ou dez paradas, de ônibus, trem ou metrô, conforme matéria de O Estado de S. Paulo.     &lt;br /&gt;Santiago do Chile tem um preço mais alto, de US$ 0,67. A Cidade do México, a mais barata entre as latino-americanas, cobra US$ 0,18.     &lt;br /&gt;A cidade mais cara em transportes no mundo é Estocolmo, na Suécia: US$ 4,88. O valor médio mundial é de US$ 1,40&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46785" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46785"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46785&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;SP terá banda larga popular a R$ 29,80&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O governador de São Paulo anunciou ontem a criação do programa Banda Larga Popular. A partir de hoje, consumidores poderão ter acesso à internet com velocidade de 200 kilobytes por segundo (KBps) a 1 megabyte por segundo (mbps) por, no máximo, R$ 29,80. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As empresas que oferecerem o serviço terão isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A isenção não é válida para conexões acima de 1 MBps. Até ontem, apenas a Telefônica havia anunciado adesão ao programa.    &lt;br /&gt;A intenção é atingir até 2,5 milhões de pessoas. O decreto que cria o programa determina que o preço inclua instalação, modem e provedor. O acesso será limitado a pessoas físicas e a uma conta por CPF ou endereço.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;a title="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46781" href="http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46781"&gt;http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,46781&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jenson Button conquista o título mundial da Fórmula 1&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A competência mostrada pelo piloto inglês Jenson Button durante toda a temporada voltou a aparecer no GP do Brasil em Interlagos e rendeu o merecido título da temporada ao piloto da Brawn, que foi quinto colocado após ter sido ajudado pelos acidentes e ter o desempenho que precisava ao fazer ultrapassagens e não deixar o brasileiro Rubens Barrichello ter a vantagem suficiente para adiar a decisão, em prova vencida pelo australiano Mark Webber, da Red Bull.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a title="http://esporte.uol.com.br/f1/corridas-e-circuitos/2009/gp-do-brasil/" href="http://esporte.uol.com.br/f1/corridas-e-circuitos/2009/gp-do-brasil/"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://esporte.uol.com.br/f1/corridas-e-circuitos/2009/gp-do-brasil/&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4735194459961972999-4837141985824296706?l=vesetomavergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/feeds/4837141985824296706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4735194459961972999&amp;postID=4837141985824296706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4837141985824296706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4735194459961972999/posts/default/4837141985824296706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vesetomavergonha.blogspot.com/2009/10/noticias-da-semana_19.html' title='Notícias da Semana'/><author><name>Doninha de Filosofia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16909776031254252170</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_5vEeCihvnss/SiJ7niWnSFI/AAAAAAAAAUU/Ea1aME3GVq4/S220/calvinandhobbes-big.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4735194459961972999.post-84024197943849414</id><published>2009-10-11T18:29:00.001-03:00</published><updated>2009-10-11T18:29:12.862-03:00</updated><title type='text'>Educação</title><content type='html'>&lt;p&gt;Posts retirados do &lt;a href="http://blogs.r7.com/andre-forastieri/"&gt;Blog do André Forastieri&lt;/a&gt;, jornalista:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O estudo não compensa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todos os experts concordam: o Brasil precisa é de educação. Há dez dias, um professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmou que as diferenças educacionais explicam 40% das diferenças de renda entre os brasileiros. Para cada ano na escola a renda futura do estudante seria 16% maior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quer dizer que quem estuda mais ganha mais? Não. A FGV prova que quem estudou (no passado) ganha mais (hoje) do que quem não estudou. O resto é empulhação eleitoral e marketing de cursinho. Para o jovem brasileiro em 2002 o crime compensa muito mais que o estudo. Existem duas razões para isso. A primeira é que o Brasil tem se mostrado um país pouco inteligente. A média de estudo para a população acima de 15 anos é de 4,9 anos, na rabeira do planeta. A educação brasileira em todos os níveis é uma porcaria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quanto a nossas melhores escolas e universidades e seus formandos, atenção para o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e seu Índice de Avanço Tecnológico. É uma síntese de oito indicadores diferentes que representam a capacidade de inovação de cada país, o que cada um tem a contribuir para a humanidade. Ganha o país mais inteligente. O Brasil instruído ficou em 43o.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A segunda razão é que não basta ter diploma, o diploma tem de render uma boa grana. Nações muito bem educadas já jogaram seus melhores cérebros na rua, da União Soviética à Argentina. Resta a eles engolir a frustração mal remunerada ou tentar debandar para países ricos. Aqui, igual. Piora cada vez mais a vida do brasileiro educado, viajado e bilíngüe. Boa parte está desempregada ou vegetando em frilas e subempregos. Está apelando também. Big Brother é exemplar: entre jovens brancos de classe média vale tudo por R$ 500 mil (até entrar para a indústria do sequestro, cujos mandantes são os criminosos com maior índice de escolaridade).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com tudo isso, é espantoso que tantos brasileiros insistam em estudar. Principalmente os que têm de trabalhar também. O universitário favelado do Rio de Janeiro, por exemplo, tem renda equivalente à metade da média dos universitários da cidade (nem compare com os da Barra). É muito mais natural para os mais pobres se garantir no crime. Um estudo em 51 favelas cariocas deixa muito claro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acima dos 15 anos de idade, 20% dos favelados são analfabetos, mas o restante é quase: só 15% cursaram o ensino fundamental. Os salários dos meninos olheiros dos traficantes chegam a R$ 1.200 mensais. Compare com os bairros mais pobres de São Paulo, onde o salário médio do chefe de família é R$ 450. Já está achando que o crime compensa? Pois saiba que na periferia paulistana 41% dos homens entre 15 e 19 anos não freqüentam escola e um terço entre 18 e 24 anos está desempregado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E as meninas? Vida dura também. Na periferia paulistana 12% das garotas entre 14 e 17 anos são mães. Nas favelas do Rio metade das meninas entre 15 e 17 anos não estuda nem trabalha. Opção financeira mais rentável? Tráfico. Ou descolar um gringo em Copacabana. Seguindo as regras clássicas da especulação financeira, no crime vale a regra de quanto maior o ganho maior o risco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na década de 70 o típico preso no Estado de São Paulo era casado, tinha 27 anos e alguma formação profissional. Hoje mais de um terço tem entre 18 e 25 anos e escolarização pífia. Entre o estudo e o crime existe sempre a possibilidade do extermínio. Segundo o Ministério da Saúde, de 1981 a 1989, 59 mil brasileiros entre 15 e 24 anos foram assassinados. Subiu para 112 mil entre 1991 e 1999. Hoje, nas capitais brasileiras, 43% das mortes entre jovens de 15 a 24 anos são assassinatos. Boa parte dos jovens morre pelas mãos de jovens. O restante fica para a própria polícia, que pouco diferencia o estudante do criminoso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://blogs.r7.com/andre-forastieri/2009/09/26/o-estudo-nao-compensa/"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://blogs.r7.com/andre-forastieri/2009/09/26/o-estudo-nao-compensa/&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O brasileiro é burro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu nunca gostei de escola. Quer dizer, gostava dos amigos, de brincar, mas das aulas mesmo não. De nenhuma disciplina.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas minha birra com o sistema educional não é pessoal. É uma conclusão racional. Estudar não serve para nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por duas razões. Primeiro, porque as escolas, em qualquer lugar do planeta, não ensinam muitas coisas importantes. O currículo brasileiro é especialmente deficiente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um amigo passou o ano de 1983 fazendo o segundo ano de high school no Canadá. Eles tinham aula de culinária, aprendiam a consertar motor do carro, encanamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outro camarada, austríaco, aprendeu no colegial danças diversas – valsa, tango etc. Coisas práticas e úteis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma boa escola deveria ensinar você a fazer molho de macarrão, planejamento financeiro e tudo sobre sexo. Você conhece alguma assim?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A segunda razão porque estudar não serve para nada é que as escolas brasileiras são uma porcaria, do maternal ao doutorado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É o resultado de todas as pesquisas comparando escolas de diversos países.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E mais: é o resultado de todos os torneios mundiais, tipo “os mais inteligentes da França contra os dos EUA, Coréia, Brasil etc.”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não é só que a gente estuda pouco (seis anos é a média brasileira). É que mesmo o brasileiro privilegiado, quem estuda muitos anos em escolas muito boas, sabe muito menos que o equivalente de outros países.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Então, o brasileiro é burro. O que é um problema para o presente e mais ainda para o futuro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já escrevi sobre este assunto umas cem vezes. Um texto de anos atrás, para a revista Época, acabou até sendo tema de discussão em um teste do Enem – acho que os organizadores não perceberam a ironia da coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora: de uns tempos para cá, esse assunto me perturba e me interessa cada vez mais. Porque eu tenho um filho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tomás vai fazer seis anos em dezembro e está na escolinha desde os seis meses. Então, eu tenho um interesse muito prático na educação brasileira. Não quero que meu filho cresça ignorante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda mais porque Tomás está em escola paga desde que nasceu. Burrice de graça já é problema, mas pagando?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A escola dele não está entre as mais caras de São Paulo, mas custa uma grana. Vale? Não tenho como comparar. Parece mais inteligente pagar do que arriscar com meu único filho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele é um menino esperto e sabe de muitas coisas (olha o pai coruja). Mas não sabe ler, o que me dá nos nervos. Eu sabia na idade dele, porque minha mãe me ensinou.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando fiz sete anos ganhei a coleção do Monteiro Lobato, e já tinha traçado &lt;em&gt;Caçadas de Pedrinho&lt;/em&gt; aos seis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 2010 Tomás entra oficialmente no sistema educacional brasileiro, primeira série. Eu acharia muito bom que quando ele chegasse ao colegial e depois à faculdade, nosso país tivesse uma educação mais inteligente, mais justa e mais adequada ao século 21.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Adoraria acreditar que meu filho pode estudar no Brasil e ser educado decentemente. Tudo leva a crer que não, mas tirei este mês para fazer um esforço. Porque é outubro, que tem dia da criança e dia do professor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, este blog elegeu para as próximas semanas um tema, educação. Óbvio que vou tratar de outros assuntos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas o tema educação virá à baila periodicamente. Juliana, Marcelo e eu estamos conversando sobre isso faz algum tempo. Nosso objetivo primordial aqui é:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;a) descobrir o que está sendo feito de interessante e inovador na educação brasileira e gringa. O que é educação de ponta em 2010?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;b) esculhambar cruelmente os aspectos mais absurdos da nossa educação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para isso, fomos levantando umas várias pautinhas e questões provocadoras.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Será que os brasileiros mais bem remunerados são os que mais estudaram?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Existe ligação entre escolaridade, cor da pele e renda?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como é a educação dos deficientes? Funciona colocar uma criança cega ou com Síndrome de Down na mesma classe das outras?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Que faculdade está formando a elite que vai mandar no país em 2030?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E outros. Que aparecerão através da sua participação. Tem um tema que te interessa?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tem alguém que você gostaria de ver entrevistado? Tem algo que te incomoda na sua escola? Manda que a gente corre atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vai ter temas sérios. E alguns nem tanto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por exemplo: um tempo atrás, a Xuxa deu piti porque criticaram o português de sua filha. Sasha escreveu “sena” quando queria escrever “cena”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Xuxa explicou: “pra quem não sabe minha filha foi educada em inglês”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://blogs.r7.com/andre-forastieri/files/2009/10/xuxa_sacha_ok.jpg"&gt;&lt;img height="295" alt="xuxa_sacha_ok" src="http://blogs.r7.com/andre-forastieri/files/2009/10/xuxa_sacha_ok.jpg" width="431" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Que que é esse negócio de ser educado em inglês? Você sabe?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não é estudar inglês. É estudar o currículo todo – história, geografia, matemática etc. – em inglês. E em português também.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algumas escolas, como o Pueri Domus, tem o currículo americano em um período e o brasileiro em outro. A molecada aprende quem foi o Tomas Jefferson, quais os afluentes do Mississipi etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Você acha esse sistema tão surreal quanto eu? Já odiava saber a história do Benjamin Constant e os afluentes do Rio São Francisco, imagina ter que decorar todo o currículo dos ianques.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E por que dos americanos e não dos ingleses?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ou, já que é para atazanar a criançada, da China, que tem cinco mil anos de história e é o país do futuro?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não sei se foi esse o esquema da Sasha e não é desculpa. Mas tenho certeza que Xuxa paga para a filha a melhor escola que seu muito dinheiro pode comprar. E a menina aos onze anos escreve “sena”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quer prova melhor que a educação nesse país é uma porcaria para os ricos também?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://blogs.r7.com/andre-forastieri/2009/10/05/o-brasileiro-e-burro/"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://blogs.r7.com/andre-forastieri/2009/10/05/o-brasileiro-e-burro/&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A ONU provou hoje que o brasileiro é burro. Mas quem lê este blog é inteligente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu disse que o brasileiro é burro. É uma média. Não quer dizer que todos os brasileiros são burros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O povo que postou comentários no meu artigo, por exemplo, é bem inteligente. A maioria, claro. Sempre tem umas antas com argumentos tipo “burro é você, vai morar na gringa” etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Isso foi ontem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hoje foi divulgado que o Brasil ficou em 75º lugar, em um ranking global do IDH (índice de desenvolvimento humano).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estamos quase na virada entre a primeira e a segunda metade dos 182 países avaliados pela ONU.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O coordenador do relatório desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Flávio Comim, explica como a décima maior economia do mundo está em 75º quando se trata da qualidade de vida de sua população.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nossos principais problemas: saúde e educação. Que são interligados, claro. Temos uma altíssima taxa de mortalidade infantil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Especialmente entre crianças filhas de mães sem nenhum acesso à educação – neste caso, as taxas de mortalidade infantil chegam a 119 por mil nascidos vivos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“É um número maior do que os de muitos países africanos”, diz Flávio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Filho de mulher burra morre mais – dava uma boa manchete do saudoso&lt;em&gt;Notícias Populares&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa é uma das grandes explicações para morrermos tão cedo. A expectativa de vida é de 72 anos em média, dez anos menos que a japonesa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E nossa educação? Somos o país 71 do ranking de 182. Está convencido de que somos burros?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu estou e não tenho problema nenhum de reconhecer minha burrice. O tamanho da minha ignorância só é sobrepujado pela minha preguiça de minimizá-la. Tenho lá meus espasmos autodidatas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas na prática me eduquei sobre alguns temas – um pouco de história e geografia, um pouco de economia, um teco de culinária, o arroz com feijão de história da arte, o beabá da tecnologia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E me escondi medrosamente de outros – ciência mesmo, física, química, biologia, botânica. Fiz como todo mundo, o que me foi mais fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por isso que um ano atrás, quando Tomás foi mudar de escola, decidi que a perfeita para ele seria uma que fosse muito boa de ciências e de esportes. Porque o resto eu estimulo ele a gostar… mas não achei a que eu queria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como você vê, além de burro, sou preguiçoso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E a prova definitiva é que depois de um ano de pré-primário na Cigarrinha, sete anos na EEPG Barão do Rio Branco, mais quatro no Colégio Luiz de Queiroz (pago), sempre na gloriosa Piracicaba, e de conseguir entrar na USP duas vezes (jornalismo e história), sou o famoso “curso superior inco
